Fórum pretende tornar Ginga-Java reconhecido internacionalmente

Notícia retirada do site IGNow.

São Paulo – Linguagem para software de interatividade na TV Digital desenvolvido no Brasil pode virar padrão para sistemas de outros países.

O Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (FSBTVD) pretende fazer com que o Padrão Ginga-J, ou Ginga-Java, se torne o padrão internacional para interatividade na TV Digital.

Na última reunião do fórum, realizada na segunda-feira (25/05), os integrantes decidiram que vão trabalhar com o propósito de obter o reconhecimento da União Internacional de Telecomunicações (UIT, órgão regulador de telecomunicações da ONU) do Ginga J como uma linguagem compatível com middlewares de interatividade de todo o mundo.

Middlewares são programas que conectam equipamentos e serviços, como o aparelho de TV, e o sinal de TV digital e seus aplicativos de interatividade.

O padrão JavaDTV – que usa a linguagem Java – foi escolhido pelo fórum no início de maio para compor o padrão nacional de middleware Ginga junto com o sistema NCL (Nested Context Language – desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-Rio).

O UIT aprovou no início do mês o padrão Ginga-NCL como regulamentação válida dentro do sistema japonês de TV Digital que o órgão reconhece, juntamente com o padrão norte-americano e o europeu.

Ana Eliza, coordenadora do Módulo Técnico do Fórum SBTVD, explica que o fato de a UIT aprovar o Ginga-NCL mostra que o mundo inteiro poderá confiar no padrão para desenvolver seus middlewares. “Agora, queremos levar também o Ginga-J para reconhecimento no órgão e provar que ele é compatível e se inter-relaciona com qualquer middleware do mundo. Cada governo é livre para usar o padrão que quiser, mas obter o reconhecimento da UIT eleva o status e a confiança de outros países a adotarem o sistema”, explicou Ana.

Ana Eliza explica ainda que é objetivo do UIT harmonizar os middlewares de todo o mundo, para que os aplicativos sejam compatíveis em qualquer país.  “Com a harmonização, um conteúdo interativo desenvolvido para os EUA poderia ser reaproveitado em qualquer outro país”, explicou a especialista.

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