Reflexão: a caminho do grunhido

Gostei do post, e indico para reflexão sobre o assunto. A escrita é essencial para a comunicação e indispensável para o entendimento mútuo, portanto quanto mais clara melhor. Apesar de ser um blog de tecnologia penso ser interessante levar este pensamento aos caros leitores.

Retirado do Blog do Eder Marques.

Estava aproveitando a manhã de Domingo pondo os meus feeds em dia quando um artigo no jacaré banguela (um dos meus blogs favoritos de humor) me chamou a atenção. Era sobre uma estrevista de José Saramago, que em certo momento comentava sobre o twitter. Saramago, que inclusive tem um blog, disse:

saramago-twitte - original http://buzz.globo.com/files/136/2009/08/saramago-twitter-o-globo-2-jb.jpg

Na hora em que li a entrevista, me veio a mente uma sessão nostálgica de uma aula de português no segundo grau (caramba, isso foi no milênio passado...), onde discutimos exatamente isso. O exemplo utilizado foi o seguinte. No Brasil imperial e por algumas décadas que se seguiram, quando se estava em uma roda de amigos e desejava sair, usava-se a seguinte frase:

– Vamos em boa hora.

Muito esquisito, não acham?  Com o passar do tempo, a construção diminuiu para algo menos pomposo:

– Vamos embora.

Ah! Esta eu já ouvi.  Mas a busca pela “melhoria” do idioma movido pela preguiça e inicialmente pelos 140 caracteres do SMS , acabou colocando-a em desuso, incluindo na linguagem falada. Pra que usar duas palavras quando podemos usar apenas uma?

– Vambora!

Agora sim! Estamos quase lá! “Vambora que senão vamos chegar atrasados!”.  Porém, ainda podemos reduzir um pouco mais:

– Bora!

Opa! 4 caracteres! Duas sílabas para pronunciar! “Bora ali buscar uma cerveja pra comemorar”. Mas somos brasileiros, e não desistimos nunca! Dá pra usar só uma sílaba!

-Bó!

Tchan! Perfeito! Aqui em Dili é difícil escutar, mas quando estava no Brasil, era “bó na festa hoje?”, “bó tomar uma?”, “bó no Fisl esse ano?”. Bó pra cima e pra baixo.

Saramago está certo. Estamos a caminho do grunhido! Argh! Wow! Eah!

Uma resposta

  1. morei seis meses em águas de sao pedro há um tempão atrás.
    lá a gente se cumprimentava assim:
    – ôu!
    – âh!
    – baum?
    -ôh.
    – êh?
    – baum tamêm…
    éramos seres evoluídos e nem sabíamos…

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