Sete mitos que cercam o mundo mainframe

Li esta matéria no dia de hoje e acredito que muitos dos leitores tenham dúvidas do que cerca o mundo dos mainframes, como programá-los, onde estão as oportunidades, quem os usa e etc.

Estou repassando o conteúdo pelo blog e espero que o texto responda as dúvidas, ou a maioria delas. Retirado do site IT Web.

Calcula-se que o Brasil seja o quarto maior parque de mainframes em operação no mundo. Depois de uma “morte anunciada” há algumas décadas, esses gigantes seguem firmes sustentando operações do governo e instituições financeiras nacionais. Além disso, institutos de pesquisa apontam que essas máquinas processam 70% dos dados mundiais e encontram-se em 90% das mil maiores empresas listadas no ranking da Fortune.

Na avaliação de Idival Junior, diretor de vendas para mainframe da CA para a América Latina a “quase morte” da tecnologia nos anos 80 decorreu, em grande parte, da estagnação vivida por esse ambiente. “Quase não havia concorrência e isso inibia a inovação”, avalia. O que obrigou a “ressurreição” da plataforma alta foi a entrada de um concorrente de peso: a arquitetura distribuída (cliente-servidor).

Com mais de quarenta anos de vida, o mundo mainframe coleciona mitos. A provedora de tecnologia CA – que tem 65% de suas receitas globais atreladas a essas máquinas e lançou uma estratégia global batizada de Mainframe 2.0 – listou sete dessas lendas e apontou argumentos para tenta destruí-las com fatos. Acompanhe:

1) Só roda aplicações legadas: Segundo a CA, 60% dos MIPS (Milhões de Instruções Por Segundo) comprados desde o ano 2000 destinaram-se a novas aplicações. “Isso mostra que novas aplicações são disponibilizadas para esse ambiente”, comenta Junior.

2) É uma relíquia do passado: O barateamento da tecnologia faz a fabricante acreditar que se mantém viva a capacidade de inovar dos fabricantes que atuam nesse mercado. Graças a isso, inovações surgem para deixar o mainframe longe de se tornar um sistema legado.

3) É caro: realmente, investimento inicial é alto. Em compensação, as máquinas são altamente confiáveis. Segundo o executivo da CA, a longevidade dos mainframes é de cerca de 30 anos, contra menos de 2 anos de vida útil estimado para computadores comuns. Ainda de acordo com o diretor, o preço unitário dos MIPS caiu dois terços em um período de nove anos.

4) Não roda bem em conjunto com ambiente distribuído: Ainda existem separações nos times que cuidam de plataforma baixa e alta. Mas a CA acredita que, a medida que as interfaces para ambientes de mainframes ficarem mais intuitiva, não haverá mais distinção de quem cuidará de plataforma baixa ou alta nas empresas.

5) Trata-se de um monopólio da IBM: De fato, a Big Blue detém grande fatia do mercado, mas existem outros ambientes (Unisys e Fujitsu). A fabricante de software ressalta que há toda uma gama de soluções periféricas e canais especializados nesse ambiente surgindo, o que impulsiona inovação na plataforma alta, além de manter preços adequados.

6) Só pode ser operado por pessoas mais velhas: Calcula-se que 70% dos profissionais brasileiros especializados nesse tipo de ambiente se aposentarão nos próximos dez anos. “Isso é um grande risco para as empresas”, avalia Junior, contrapondo com o fato de que os provedores de tecnologia estão respondendo a esse desafio provendo soluções mais intuitivas para as novas gerações.

7) É energeticamente ineficiente: De acordo com a CA, um mainframe da linha z10, da IBM, consome por volta de 85% menos energia para processamentos iguais realizados em plataforma baixa – levando em conta o consumo de energia para processamento e refrigeração do hardware. Além disso, a plataforma alta ocupa menos espaço nos data centers.

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