Minhas impressões – 7º Encontro do Grupo de Usuários Ruby de SP (GURU-SP) – 13/03/10

Caros colegas,

Na manhã de hoje estive participando do 7º Encontro do Grupo de Usuários Ruby de SP (GURU-SP), ocorrido em um auditório “próximo ao metro Santa Cruz” (mais abaixo a explicação), conseguido pelo pessoal da Caelum (via Anderson Leite), na Vila Mariana. Abaixo vou relatar as minhas impressões do evento.


Introdução e Panorama

Esse foi mais um dos sábados que pensei: poxa, poderia estar dormindo e descansando, aproveitando pra acordar tarde…Mas não, mais uma vez acordei as 7h00 rumo a mais um encontro de usuários Ruby (vai ser Nerd assim longe viu!…🙂 ). No final, perder “alguns” fins de semana de vez em quando vale a pena: a busca pelo conhecimento é indescritível!

“Viagens” a parte, vamos ao que interessa !

Não tive muitas dificuldades para localizar o local, tirando a caminhada de 1100 números do início da rua até o prédio (onde ficava o auditório do encontro) + 150/200 metros da Avenida da saída do metrô (20~25 minutos de caminhada com notebook nas costas…). Na chegada ao local não tive dificuldades para encontrar o auditório e me instalar. Poucas pessoas estavam presentes até aquele momento, mas as instalações já estavam OK. No evento, como um todo, estiveram presentes cerca de 25 a 30 pessoas, que no final acabou ficando na média dos encontros do grupo.

O cronograma para o encontro era:

  • Palestra1: Por que Vim? – Willian Molinari (a.k.a PotHix);
  • Palestra2: HPricot – Jonas Alves;
  • Bate papo sobre as novidades do GURU-SP.

Abaixo um resumo sobre os tópicos anteriormente listados.

Palestra 1: Por que Vim? – Willian Molinari (a.k.a PotHix)

Willian Molinari nessa palestra mostrou ao público um pouco sobre esse tão famoso editor, que muitos conhecem mas poucos sabem usar de forma avançada, muito pelas “dificuldades” de adaptação (desmistificadas na apresentação). Pelo menos eu gosto do conceito do Vim e acho o mesmo muito interessante (!). A apresentação subdividiu-se nos seguintes pontos:

  • Filosofia de programação no Vim;
  • Comandos básicos;
  • Modos de edição;
  • Qual o melhor modo de usar;
  • Como customizar;
  • Killer commands;
  • Bons plugins para desenvolver com facilidade (em Ruby, é claro🙂 );
  • Principais  vantagens/desvantagens.

Abaixo as informações mais importantes:

  • Existem 4 modos de edição no Vim: visual, inserção, comandos, normal;
  • Em qualquer modo existem variação de abrangência/ação quando usam-se comandos com letras minúsculas ou maiúsculas;
  • Modo visual – comandos disponíveis: “V” (para selecionar linhas) ou “v” (para selecionar caracteres);
  • Modo inserção – “i”, “a”, “o” ou “I”, “A”, “O” (escrever caracteres antes, depois ou na próxima linha, respectivamente);
  • Modo de comandos:

1 –  ” :! ” : permite executar comandos do terminal, como “ls”, “grep”;
2 – “:set wrap” (quebra a linha) e “:set nowrap” (não quebra as linhas);
3 – “:%s/arg1/arg2/g” : substitui o argumento1 pelo argumento2 em todo documento;
4 – “:w!” : salva e sai do arquivo;
5 – “:q!” : sai do arquivo e não salva mudanças;
6 – “:wqa” : sai e salva todos os arquivos abertos no Vim;
7 – “ZZ” : famoso “Zalva e Zai” (o mesmo que “:wqa”).

  • Modo normal:

1 – Navegação e busca de palavras em arquivos: “?” e “/”;
2 – Uso de setas de navegação: “h”, “j”, “k” e “l”;
3 – Navegação entre palavras: “w”, “e”, e “b”;
4 – Navegação entre começo e fim de linha: “0”, “^” e “$”;
5 – Motions: “f”(ind) e “t”(o) + um caracter de uma palavra para onde queira ir;
6 – Alteração: “yy”(ank) e “p”(aste), vulgo “copiar e colar”;

  • Vim tem suporte a “buffer de arquivos”: pode-se abrir mais de um arquivo e usa-se o “ls” para escolher o arquivo (bufExplorer) ;
  • Vertical split (“Vs”), Horizontal split (“:split”), Tab (“:T”) e Macros (“q”, “@” e “@@”) são tópicos avançados e poderosos;

Abaixo estão listados os plugins mais interessantes para os programadores Ruby que usam Vim, todos acessíveis via vim.org:

Outros plugins (diversos): vimpress, ragtag, endwise, IndexedSearch.

Fontes de estudo? Acesse os Vimcasts. Leia o Vimbook. Estude arquivos  “.vimrc” (arquivo de configuração do Vim. O Molinari oferece o próprio arquivo para download na página do GitHub dele). Acompanhe as dicas do @vimtips no Twitter. Leia o VimTutor.

Observações: Saiba que não será fácil aprender Vim! Portanto estude, pratique e treine sua digitação, pois os resultados só vem na prática.

Ufa! Só ficou faltando o link para a apresentação do Molinari. Caso seja disponibilizada, depois irei atualizar essa parte do post.

[Atualizado em 14-03-10 – Eis o link da apresentação do PotHix: http://bit.ly/95aqmI].

[Atualizado em 15-03-10 – Eis o link do vídeo gravado pelo Hugo Borges da apresentação do Willian Molinari: http://blip.tv/file/3347875]

Parada para coffee break agora! Hora do networking e aguardo para a próxima palestra…

Palestra2: HPricot – Jonas Alves


Jonas Alves trabalha na WebGoal a 1 ano e é rubista desde 2008. Trouxe a público o seguinte cenário, para exemplificar a sua apresentação: um cliente precisava coletar dados da internet, mas isso era feito manualmente e demandava muito tempo e esforço, e a qualidade das informações poderiam ser comprometidas por erros humanos. Era preciso automatizar o processo. Eles testaram as seguintes ferramentas:

  • PHP: DOMDocument (problema: limitado);
  • Java: HTMLParser (problema: muito verboso);
  • Ruby: HPricot (solução[!]: código limpo e mais fácil de usar).

De todas as opções, o Hpricot se destacou pelo seu poder e simplicidade de uso na extração de dados de websites, por meio de divs. A extração de dados da página fica muito mais fácil com o uso do plugin Firebug, para Firefox.

Fora esses pontos, a apresentação seguiu-se com uma demonstração de como construir um extrator de dados de um blog com Hpricot. Jonas disponibilizou os arquivos da apresentação e da demo em sua página do GitHub.

Eu, durante a apresentação, achei outro exemplo interessante para complementar a informação passada: http://www.lednerd.com/2007/04/20/extraindo-dados-com-ruby-e-hpricote/

Fora isso só achei o palestrante um pouco nervoso durante as explicações, mas no final deu tudo certo. Parabéns ao mesmo pelo conteúdo passado!

[Atualizado em 15-03-10 – Eis o link do vídeo gravado pelo Hugo Borges da apresentação do Jonas Alves: http://agaelebe.blip.tv/file/3348060/]

Hugo Borges – Bate papo sobre as novidades do GURU-SP


Hugo Borges passou os informativos sobre as discussões que estão ocorrendo entre os membros do grupo, visando um melhor planejamento e periodicidade das atividades. E as novidades são:

  • Encontros mensais – agora acontecem uma vez a cada 4 semanas, com duração de 3 a 5 horas. Dois encontros já estão confirmados: 03/04 e 01/05, na Caelum;
  • Existe um arquivo público para os interessados discutirem os formatos dos encontros. Acessem: http://bit.ly/gurusp7;
  • Os formatos dos encontros podem conter: palestras, mesas redondas , dojos, projetos, horas extra, etc;
  • Os projetos atuais do grupo são: tradução do RubyLearning (Hugo Borges é o líder) e tradução da Rails Magazine (Anderson Leite é o líder e estou participando🙂 ). Em futuro próximo poderão existir projetos de gems, jogos, contribuições em outros projetos, plugins, etc;
  • Próximo evento: Ruby + Rails no mundo real 2010;
  • Desconto na compra de livros da editora O’Reilly com código do GURU-SP (“DSUG”): 35% na compra de livros impressos e 45% em e-books;
  • Palestras não aprovadas para o Ruby + Rails no mundo real 2010 serão apresentadas nos próximos encontros do grupo. É importante frisar que as duas palestras desse encontro fazem parte das não aprovadas para o evento de Maio (não por falta de qualidade, é lógico!).

Conclusão

O encontro começou as 9h00 e terminou perto das 12h30, antes do esperado, mas cumprindo o cronograma. Após isso houve a #horaextra, onde o pessoal sai para o almoço e beber alguma coisa, tudo regado a Ruby/Rails, troca de idéias e networking, é claro.

Tenho alguns prós e contras para adicionar:

Prós:

  • Infra-estrutura boa (wifi, tomadas, ar condicionado, água e café);
  • Os assuntos abordados em ambas as palestras não foram de cunho “avançado”, portanto tanto os mais experientes quanto os inexperientes puderam aproveitar.

Contras:

  • Não é “próximo ao metro Santa Cruz” (para os que se locomovem com transporte público);
  • O projetor multimídia, infelizmente, atuou no modo “preto e branco” em ambas apresentações, prejudicando a visualização dos códigos.

Bom, acredito que seja isso. Caso qualquer informação nova venha a surgir atualizo o post.

Até mais!

4 Respostas

  1. Muito bom Rodrigo!!

    Valeu por ter registrado mais esse encontro do GURU-SP, ele é muito útil para furões como eu (rsrs).

    Legal saber que os encontros acontecerão com mais frequência. Tentarei sempre ir aos encontros para prestigiar o excelente trabalho do pessoal do GURU-SP.🙂

    É a força das comunidades em ação! Vida longa ao GURU-SP!🙂

    Abraços! E parabéns pelo post!

  2. Valeu pela leitura Fabrício.

    Com certeza estaremos no próximo encontro compartilhando conhecimento com o pessoal do grupo!

    Obrigado e viva ao Ruby!

  3. Excelente post Rodrigo! Valeu pela cobertura!

  4. Æ!!

    Valeu pelo post cara!
    Infelizmente o projetor não colaborou com as cores mesmo, e acho que o melhor modo para visualizar foi o preto e branco mesmo.

    Espero que tenha gostado da palestra.

    Há braços

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