Minhas impressões – Arduino no IFSP: 4ª reunião – 19/03/11

Caros leitores desse blog,

No sábado participei da 4ª reunião do grupo Arduino no IFSP, no próprio Instituto Federal de Educação Tecnológica de São Paulo (a.k.a CEFET-SP, ETFSP, Federal e outros nomes afins). Para aqueles que queiram saber mais detalhes de quais atividades são desenvolvidas e qual o propósito do grupo indico a leitura do post “Arduino no IFSP: estudo, diversão e conhecimento“, contido nesse mesmo blog e escrito por mim.

Pretendo nesse post enumerar algumas coisas que presenciei por lá, o encontro de número 4 do grupo foi bastante proveitoso 🙂

Panorama

Sábado às 12h estava marcada a 4ª reunião do grupo Arduino no IFSP, na própria instituição que dá nome ao grupo. Pela thread da lista de discussão a previsão era de uma presença de público bem legal para um sábado, muitas pessoas estavam animadas para comparecer.

Tivemos presença de membros dos cursos técnico, tecnólogo, engenharia, mestrado, professores (do próprio instituto e do SENAI) e entusiastas (dentre eles o criador da placa Severino, o Adilson Akashi).

Cheguei ao local por volta das 13h e já haviam membros trabalhando em confecção de placas, discussão de projetos usando Arduino e demos de projetos de alguns membros com mais experiência no grupo (Felipe Flores, Allyson Rodrigues e Rafael Melo) sendo apresentadas. Todas as pessoas, independente do nível de conhecimento e/ou aprendizado com Arduino puderam aprender algo útil e levar informação nova para casa, pra mim esse foi o maior e está sendo o maior êxito das reuniões. #WIN 🙂

Demos de projetos apresentados

  • Controle de modos de lavagem de uma máquina via Arduino + Display LCD (Allyson Rodrigues)

Esse é um projeto que o Allyson Rodrigues, formado em Tecnologia em Sistemas Eletrônicos, vem tocando para implementação na própria empresa na qual ele trabalha. O objetivo é controlar vários modos de lavagem, e dosagem de componentes químicos a serem usados em cada lavagem via Arduino e display LCD, como modo de interface. Na foto acima o Prof.º Ricardo Pires mostrou exemplos para o pessoal presente de trechos de código e um pouco da API do Arduino usada.

  • Análise de movimento com acelerômetro e Processing, com envio de dados via ZigBee (Felipe Flores)

Esse é um projeto bastante interessante, guiado pelo Felipe Flores (em conjunto com o Rafael Melo), onde o objetivo é capturar as informações de posição espacial de um acelerômetro e enviá-las via comunicação sem fio (usando ZigBee) para o Processing (linguagem de programação baseada em Java com IDE, para criar ambientes gráficos e facilitar a integração com projetos eletrônicos). É possível visualizar as mudanças da posição do acelerômetro por um cubo 3D RGB. Uma das intenções desse projeto é futuramente servir como modelo para um sistema de monitoração de capacidade motora de deficientes, por exemplo. Mas para isso é preciso sincronizar mais de um acelerômetro e fazer a modelagem do membro a ser analisado em outra plataforma. O começo é promissor, achei bem interessante 🙂

Ecossistema Arduino e outros

Um dos pontos a ressaltar é que durante esse encontro não presenciei apenas o uso do Severino nas bancadas. Me deixou muito satisfeito ver que o pessoal levou outros modelos de placas, baseadas no projeto Arduino (além do Duemilanove que é o “clássico”), para trocar experiência sobre plataformas além do Severino, que a priori foi nossa escolha como projeto de baixo custo para indicar para uso no grupo. Abaixo algumas plataformas que vi:

  • Brasileirino (criado pela Globalcode, mas não sei se ainda é fabricado, há muito tempo não via um exemplar desses…rs): foi levado pelo Helton, Prof.º do SENAI e doutorando na USP. Foi a primeira reunião presencial que o Helton pôde estar presente e ele ficou bastante animado com as idéias. Pretendemos em futuro próximo ampliar a troca de conhecimento entre SENAI e IFSP, no que diz respeito a Arduino 🙂

  • MSP430 (Texas Instruments): Em conjunto com um amigo e outros alunos de Engenharia do Mackenzie fizemos a aquisição desse kit, mas ainda não chegou aqui no Brasil (comprei duas unidades). Tive contato então pela primeira vez, e para minha surpresa, neste encontro do grupo.

O William Antunes da Maia, aluno do tecnólogo de sistemas eletrônicos participou de um HandsOn da Texas Instruments sobre esse kit: ao fazer o curso ele ganhou o kit, um livro e conhecimento de como lidar e programar com ele (o valor do curso foi de R$150). O valor real do kit se comprado pela internet é de apenas $4.30, mais o custo de envio para o Brasil (por isso entrei na lista de pedido coletivo do Mackenzie 😉 ).

Você me pergunta: se a Texas vende esse kit, que seria um “rival” do Arduino a um custo muito baixo, então ele é “mil maravilhas”? A resposta é não. Para usar o kit é preciso ter uma licença de uma IDE proprietária da Texas e programas escritos usando linguagem C não podem ultrapassar o tamanho de 2K. Frente a esses fatos o Arduino ainda é o vencedor da disputa, mas é sempre ótimo estar em contato e ter conhecimento dessas novas plataformas de desenvolvimento de hardware 😉

Presença ilustre: Adilson Akashi, o criador do Arduino Severino! 🙂

Há algum tempo o Adilson Akashi, criador da placa Severino, faz parte da nossa lista de discussão e já desmontrava interesse em comparecer em uma de nossas reuniões. Mesmo sendo um ex-aluno da instituição encontrava na burocracia uma barreira para conhecer o trabalho de nosso grupo. Graças ao trabalho do professor Ricardo Pires e para nossa surpresa ele apareceu nesse nosso encontro de sábado 🙂

Foi muito bom poder trocar idéias, experiências de uso do Severino, conhecimento de técnicas de construção de layouts e truques de uso de Arduino com ele. Ele foi super gente boa, atencioso e se prontificou a ouvir as dúvidas de todos, e participou ativamente das atividades do dia. Muito bom foi ouvir as histórias e a vivência dele com a eletrônica, como conheceu o Arduino, como auxiliou na melhora da implementação e a sua atuação nos fóruns.

O bacana foi que na hora me surgiu a idéia de fazer uma entrevista com ele, e ele aceitou de bom grado 🙂 Para quem quiser ouvir o áudio na íntegra, ele se encontra abaixo, vale a pena ouvir as opiniões e experiência do Adilson Akashi:

Os presentes na reunião tiveram o privilégio de ver ao vivo o primeiro protótipo do Severino, feito pelo próprio Adilson, com a inscrição “Preliminary Beta Version”. Foi muito legal ver um hardware histórico, que cativou o trabalho do nosso grupo. Abaixo uma foto que tirei do “Severino número 1”:

Sessão de gravação de bootloader em Severinos

Perto do final da tarde o Felipe Flores, com auxílio do Prof.º Ricardo Pires e Adilson Akashi, fez uma sessão/demonstração de gravação de bootloader em Arduinos. Caso você compre um chip da ATmel para Arduino você precisará gravar um setor de boot antes de inserir os sketches (programas finais). O pessoal nas primeiras reuniões fez a parte de montagem, e nessa reunião gravamos bootloaders, portanto muitos saíram com os Severinos prontos para uso 🙂 Nas próximas reuniões acredito que entraremos de vez no modo programacional. Podemos fazer sessões de DOJO 😉

Conclusão

Essa quarta reunião do grupo foi proveitosa para todos: as pessoas que estavam lá para corroer as primeiras placas de Severinos, os que já estavam com as placas montadas, os que já puderam sair com elas 100% funcionais e todos por trocarem idéias e concepções acerca de projetos usando Arduino.

Os que sabiam mais compatilhavam de peito aberto as experiências com aqueles de menos experiência, enquanto esses não tinham vergonha ou timidez de indagar e buscar informações. É interessante ver que ao mesmo tempo cada reunião nos traz um grupo heterogêneo em níveis de conhecimento, temos sempre um grupo super homogêneo em termos de gana de saber, esse é o ponto mais importante.

Pela primeira vez pessoas de fora do IFSP participaram, desde o criador da placa Severino até o Helton, professor do SENAI, que prometeu prosperar com Arduino na instituição na qual ele trabalha, e trazer novos membros para o grupo, aumentando a integração entre as instituições. Isso fortalece o senso de comunidade e contribuição para com o conhecimento e mútuo.

Coloquei as fotos da reunião na minha conta do Picasa, confiram lá. Quem tirou fotos também envie para mim 😉

Espero que tenham gostado desse relato, e sintam-se a vontade para indagar sobre qualquer dúvida ou interesse em participar e fazer desse grupo. Acima de tudo, façamos o Arduino  cada vez mais difundido, seja como ferramenta auxiliadora no ensino ou como hobby 😉

Até mais!

Minhas impressões – Campus Party 2011 – Dia 5 – 21/01/11

Veja também:

Caros leitores,

O último dia útil da semana aqui na Campus Party Chegou. Na segunda eu pensava: caramba, ainda faltam 6 dias de evento. Hoje penso: nossa, como passou rápido não? E eis que escrevo o post número 5 da série, espero que as informações presentes aqui sejam úteis pra vocês 😉

Panorama

Para o dia de hoje separei um tempo para mais uma palestra sobre empreendedorismo tecnológico no Brasil. Além de ficar no Campus usando o micro e me atualizando da abarrotada lista de informações das redes sociais, listas de discussão e do meu Google Reader, troquei conhecimento com o público sobre Android e oportunidades de mercado. Campus Party é conhecimento e bastante networking. Muito além dos 10Gb de rede 😉

Abaixo o resumo de hoje.

Campus Startup – O empreendedorismo tecnológico no Brasil – Gustavo Caetano (CEO da Samba Tech), Julio Vasconcelos (Fundador e CEO do Peixe Urbano), Marco Fisbhen (CEO da Descomplica) e Yuri Gitahy (Fundador da Aceleradora)


2010 foi considerado o ano em que se inaugurou a nova fase do “capital semente” no Brasil. Quais as características dos empreendedores vencedores no mercado de tecnologia, que condições eles enfrentam hoje, e o que os espera nos próximos anos? Essa foi a introdução desse debate.

Primeiro de tudo o pessoal foi indagado a cerca de quais fontes de empreendedorismo eles estão lendo, assistindo, acompanhando aqui no Brasil. O interessante é metade da platéia presente não estava acompanhando referências nacionais como Léo Kuba e Eric Santos. Pouquíssimos acompanhavam blogs e referências internacionais relacionadas a empreendedorismo. É imprescindível estar a par do que as melhores cabeças pensantes estão escrevendo. O blog “Saia do Lugar” divulgou um post com as melhores fontes de conteúdo sobre empreendedorismo nacional e internacional, confiram nesse link.

Uma observação boa foi uma analogia relativa a como escalar sua empresa em termos internacionais: caso Rick Martin X Sandy & Junior (Rick é porto riquenho mas começou fazendo sucesso nos EUA: de lá para um sucesso mundial. Sandy & Junior são “produtos nacionais”, não tiveram sucesso de aceitação no exterior). Pra deixar mais explícito: muitas empresas de países emergentes “se passam” como empresas americanas, até com matriz lá. Isso facilita a aceitação no próprio mercado americano e mundial. Um exemplo real é a Zoho, uma empresa de origem indiana, “praticamente americana” e com um mercado global já definido.

Se você procura abrir uma startup tenha em mente que:

  • Não crie uma startup com a intenção de vendê-la, mas pensando em fazer O negócio que você sempre sonhou e gosta de fazer. Empreender é aquilo que te move a levantar da cama todos os dias. É isso que vai torná-la rentável, útil, lhe trará satisfação, retorno de conhecimento e sentimento de ter cumprido com algo bom ao público;
  • Sempre busque formar equipes, nunca faça nada sozinho. Diferenças (gap’s) de conhecimento e visões (programador X marqueteiro X financeiro) são precisas, e aumentam as chances de se conseguir um investidor. Um cara sozinho só tem uma visão, uma idéia e se ele “surtar” lá se vai a empresa…
  • O tesão é ter um negócio, e não um projeto (síndrome do “estou fazendo”);
  • É essencial fazer prototipagem e testes do seu produto com os mais diversos usuários. Eles que vão direcionar o seu produto, plano e modelo de negócios, o famoso feedback. Não se esqueça de levar bastante em conta o que pensam seus “heróis” (as pessoas que você mais admira, e as primeiras que irão testá-lo, provavelmente);

Em termos de livros para ficar por dentro do assunto foi indicado novamente o Business Model Generation, o mesmo que havia ouvido falar no segundo dia de evento.

Duas boas fontes acerca do que ocorre no nosso cenário empreendedor:

OFF-TOPIC – Bate Papo com Tiago Leifert


Aproveitei o final da tarde para conhecer, ouvir as histórias e o relacionamento dele com as redes sociais. Sou um daqueles que, como ele mesmo disse, lá em 2009 ao ver o Globo Esporte mudar de apresentador pensou: “Mas que diabos esse muleque branquelo tá fazendo aí? Cadê a Glenda Kozlowski?”. Ele realmente usou da sua visão moderna, experiência de estudo e vivência no exterior para mostrar como o uso de elementos das redes sociais poderia ser benéfico em um dos programas que há anos vinha sendo muito “quadrado”. Com o tempo passei a gostar do estilo dele, e ele se consolidou bem no Globo Esporte.

Hoje até mesmo aqueles que não gostam de esportes assistem o Globo Esporte, pelo dinamismo, bom humor e maneira simples de expressar as informações sobre os mais variados assuntos. O próprio Tiago definiu o globo esporte como “um Youtube de esporte”, ele simplesmente fala (sem usar teleprompter) e mostra o vídeo.

A principal rede social usada por ele é o Twitter, da qual ele não abre mão de gerenciar sozinha, ser franco e sincero com os telespectadores e usuários da rede social, e defender ferozmente a liberdade de expressão. Um pouco dessa democracia das redes sociais está presente no programa, no modo de trabalho da equipe dele, e em outros lugares da globo. As matérias na Globo sobre o #calabocagalvão e #diasemglobo, que geraram repercussão no Twitter, no mundo e capa da revista Veja, foram produzidas por Tiago Leifert, que soube tirar proveito das mídias sociais e de um momento controverso a favor da pessoa Galvão Bueno e Rede Globo, um caso a ser estudado.

No total ele se deu muito bem com o público. É uma pessoa bem articulada, que está sabendo usar as redes sociais para o bem da sua própria imagem e para o trabalho profissional que ele executa, juntamente com as pessoas que fazem parte da equipe dele, fazendo assim (pelo menos um programa, que seja o primeiro de muitos) uma TV um pouco mais descolada, que use uma única linguagem para aproximar todos os públicos.

Área de Modding – Overclock


Essa foi a primeira vez que visitei a área de modding. Fui interessado nas apresentações da AMD com overclock de CPU’s, muito me lembrando dos vários vídeos que antigamente assistia sobre o Tom’s Hardware. O objetivo da noite era colocar um processador AMD Phenon rodando a 7GHz, resfriado a nitrogênio líquido. O outro era calcular o PI, com certo número de casas em 10s usando o SuperPI.

A seguir o link para a reportagem: http://www.mundotecno.info/noticias/demonstracao-de-overclock-ao-extremo-agita-a-noite-da-campus-party-brasil

E abaixo alguns vídeos que gravei:

Conclusão

Este penúltimo dia útil de Campus Party foi produtivo no sentido de ter feito mais networking (novidades relacionadas ao @EuAndroid e eventos em breve) e angariado mais conteúdo pro meu portifólio. Apesar de os problemas, que se tornaram cotidianos, do evento continuarem (alguns reboots rápidos de roteador, quedas e gargalos de rede), está valendo a pena ficar aqui.

E amanhã provavelmente será o último dia de conteúdo dessa transmissão. Domingo farei um email de encerramento e consolidação dos fatos, aguardem!

Até mais!

Minhas impressões – Campus Party 2011 – Dia 4 – 20/01/11

Veja também:

Olá caros amigos leitores,

Eis que chegamos ao 4º dia da Campus Party, mais da metade do evento já transcorreu e nos aproximamos da reta final. Abaixo vai o resumo rápido do que eu vi nesse quarto dia.

Panorama

Nesse quarto dia tudo ocorreu sem problemas graves, incrível! Não houveram quedas de energia e internet, para felicidade de todos 🙂 Me programei para assistir duas palestras, uma de JavaScript e a re-ascensão no cenário atual de desenvolvimento e outra sobre a Wikileaks e liberdade de informação. No resto do tempo aproveitaria a feira e a internet 😉

Confira os resumos das palestras abaixo.

Palestra: JavaScript: agora é sério – Luciano Ramalho

O Luciano Ramalho, muito conhecido na comunidade Python brasileira, trouxe para o público uma visão de como o JavaScript está em reascensão entre as linguagens, inclusive ganhando crédito com ele mesmo. As facilidades e suporte do HTML5, navegadores web (até do IE9, vejam só :-p ), o crescimento das plataformas móveis entre outros transformaram JavaScript numa opção muito “atraente” para aplicações baseadas em RIA.

Para introduzir o assunto para o pessoal, ele deu uma introdução acerca da linguagem (desmistificação do nome JavaScript, fundação do padrão ECMAscript, entre outros pontos). O artigo na Wikipedia acerca do JavaScript (em inglês) é aceito como uma das melhores referências iniciais sobre o assunto, até mesmo pelos acadêmicos.

Como foi desenvolvido pelo Netscape e pela fundação Mozilla, então é comum que as novidades, updates e suportes novos sejam testados e lançados primeiro no Firefox. Para quem é desenvolvedor essa é uma informação importante. O padrão suportado pela maioria dos navegadores é o ECMAScript3, mas a versão mais atual é o ECMAScript5.

Para quem é oriundo de linguagens do paradigma OOP, poderá encontrar alguns percalços para entender o paradigma de programação funcional (presente nas funções de primeira classe) e a tipagem fraca (muito observada na análise de validação de condições booleanas) de JavaScript, por exemplo. Uma crítica construtiva foi feita acerca disso: nos centros universitários do Brasil é comum o ensino da linguagem Java, em sua maioria (juntamente com C/C++ em outras). Os alunos não tem contato com outros paradigmas de programação. Seria interessante, para aquele que conhece Java, aprender outra linguagem funcional ou com elementos de programação funcional (importância do Programador Poliglota).

Iniciativas ligadas ao JavaScript, como o HTML5, Canvas, Node.JS e outras, fizeram JavaScript renascer e retomar importância no cenário da programação moderna. Por isso o título da palestra.

Para os interessados em discutir seriamente esse novo momento da linguagem o próprio Luciano criou o grupo JSPro, no Google Groups, para discussões avançadas sobre essas novas tecnologias.

Livros indicados? Dois:

Acessem também a tag JavaScript do Delicious do Luciano, #ficadica.

Abaixo os slides apresentados:

Visita as tecnologias da Área Expo

Aproveitei o hiato do horário do almoço e começo da tarde para visitar estande por estante da área expo. Eu e o Fabrício Campos fomos ver as novidades relacionadas a tecnologia por lá. Os mais bacanas foram o simulador de F1 da AMD, um desktop ligado a 5 TV’s (com resolução fina de 6000×1600) para jogar Street Fighter 4 (usando a tecnologia Eyenfinit) e o Kinect, que eu ainda não tinha visto em ação. Todos são muito interessantes, diversão na certa!

Para quem tiver oportunidade de comparecer como visitante: a programação de apresentações dos projetos “Campuseiros empreendem” e “Campuseiros inventam” está na área expo, com acesso livre ao público. Muitas idéias e startups estão apresentando projetos lá, venha conferir!

Para quem gosta de apetrechos “nerds” a LinuxMall está com um estande vendendo de tudo (verei se no último dia de evento compro uma camiseta…rs). O Terra está com a rádio Sonora aqui e umas picapes para DJ’s, depois irei para fuçar, dizem que tem uma balada silenciosa com fones de ouvido :-p O estande da Vivo está com alguns modelos de Tablet com Android para “teste drive” (ZTE, Dell e Samsung), apesar de eu ainda não curtir a idéia do tablet, vale pelo conhecimento da nova tecnologia.

Para os interessados em presenciar essa atmosfera do evento é um passeio legal (não deixando de ser nerd) para o fim de semana 😉 #ficadica

Debate: Toda informação deve ser livre? – Sergio Amadeu (UFABC), Fabio Zanini (Folha de SP), Marcelo Trasel (PUC-RS), Daniela Silva (Esfera)

A Wikileaks executou vazamento de documentos secretos dos mais variados países. Constrangeu governos e abriu um novo debate sobre os limites da liberdade de informação na era digital: tudo deve ser divulgado? Deve existir transparência completa? Sites que vazam informações sigilosas são aliados ou inimigos da democracia? Em cima das indagações desse preâmbulo, os debatedores formularam respostas e levantaram informações e teorias para explicar esse fenômeno.

No mundo tivemos uma boa parte da mídia apoiando a Wikileaks e divulgando o material proveniente dela de tempos em tempos, como El País (Espanha), The Guardian (Inglaterra), Globo e Folha de SP (Brasil).

Um dos documentos pioneiros que fez a Wikileaks sair do anonimato para o conhecimento do público comum foi sobre o acordo comercial antipirataria (Acta), um acordo para facilitar os membros das indústrias de direitos autorais e patentes dos EUA, algo que já estava sendo “tramado” a dois anos antes. O vídeo do helicóptero americano abatendo inocentes e 2 jornalistas da Reuters na guerra do Iraque foi “o fim da picada”.

Dentro desse panorama temos alguns confrontos para se pensar:

* Poder dos ativistas X poder da mídia tradicional – com o alcance da Internet, a maior interatividade do público com a informação e a facilidade de mobilização, a rede é tão poderosa (ou mais) quanto a mídia tradicional (que na maioria das vezes é apoiada pela máquina do estado);
* Quebra da infra-estrutura principal do site da Wikileaks X Levantamento de novos nós e endereços na rede (distribuição descentralizada de informação de todos os documentos, via torrent);
* Liberdade de expressão ambígua: Wikileaks X Falha de SP X Lula é minha anta (livro do Diogo Mainardi);
* Ditaduras do capital bloqueando as contas do Assange/Wikileaks (uso irregular do poder) X crimes políticos e burocracias judiciais para quebrar sigilo financeiro X DDOS (ataque ou forma de protesto?);
* Poder da rede distribuída de conteúdo e democracia virtual X Poder das operadoras de rede para a Internet nas camadas físicas (cabos e backbones) e lógicas (proxies) + interesses dos estados.

Os jornalistas da mesa revelaram que as matérias que saem no Globo e Folha de SP são feitas em parceria com o pessoal da Wikileaks. Discussões conjuntas são feitas para formatação e produção de conteúdo a ser divulgado, relativo aos documentos vazados (lógico, os de interesse de todas as partes).

A frase que marcou a apresentação pra mim, e que faz sentido pra todos os leitores tenho certeza, é:

“Nos dias de hoje o difícil não é falar, o difícil é ser ouvido.”

A comunidade, a rede de usuários e a democracia internética são os meios que nos permitem ser ouvidos.

Eu gostei bastante dessa palestra, deu pra ouvir coisas bem interessantes, ótimos pontos de vista e gerou muitas perguntas. Uma das perguntas foi minha ao pessoal da mesa, no fim do debate: o próprio EUA não pode estar sendo “beneficiado” e usando tudo isso como argumento para aumentar o cerco na internet? Em nenhum momento eles disseram “Não, tudo mentira, calúnia!”. Aceitaram tudo até agora calados… Assange é herói ou vilão nesse jogo de interesses? Quem é a Wikileaks na verdade?  #conspirationfeelings

E pra minha surpresa essa é uma das perguntas que um o Marcelo Trasel faria a Assange na entrevista do próximo mês para a revista Carta Capital 🙂

Participe de uma petição, divulgada pelo Sergio Amadeu acerca da liberdade de expressão e o direito à informação, contra a perseguição ao Wikileaks, ao FALHA de S.Paulo e ao CMI.

Conclusão

Com o saldo de quatro dias sinto que está sendo bem interessante seguir uma trilha mais voltada pra assuntos não-técnicos aqui na Campus Party (empreendedorismo, liberdade de informação, licenciamento de software, redes sociais, etc). Mas os assuntos técnicos também tem seus lugares (Node.JS foi bacana, TV Digital, Android, etc.).

Espero que tenham gostado. Amanhã divulgo o dia de sexta.

Até mais!

Minhas impressões – Campus Party 2011 – Dia 3 – 19/01/11

Veja também:

Caros colegas

Eis que 3 dias de evento já se passaram, estamos próximos da metade do período de Campus Party 2011. Aqui estou eu novamente para relatar as novidades do terceiro dia de evento. Espero que gostem, será bem curto 🙂

Panorama

Esse terceiro dia, de acordo com minha agenda seria de poucas palestras (na verdade uma única do meu interesse…rs) e bem mais uso do computador, interação com a área Expo e pra conhecer a Campus Party como um todo.

Palestra Startup: As não-lições do Silicon Valley


O objetivo da palestra era “desmistificar” o Silicon Valley, mostrando que lá não é  O “lugar perfeito” para os empreendedores. Não basta você viajar para a Califórnia com uma idéia na cabeça, um plano de negócios e você voltará para o Brasil com um aporte de dinheiro e suporte a sua Startup. O pessoal da ResultsON, que esteve no Vale do Silício deu exemplos de quais são os erros e problemas mais comuns no Vale e como o Brasil pode aprender com eles. Não há um modelo perfeito para conseguir entrar lá, e ainda mais: sem o famoso QI (quem indica) você não consegue horário para falar com qualquer investidor, ressaltando cada vez mais o conceito de networking.

A cultura empreendedora nos centros universitários americanos (Stanford e outras universidades do Vale do Silício, por exemplo) é feita para formar empreendedores e idéias úteis para a sociedade. Aqui no Brasil temos uma propagação de cultura limitadíssima a respeito do assunto: nossas universidades mantém o mote de formar engenheiros para o mercado.

No momento estamos vivendo um momento único de oportunidades, que o empreendedorismo digital nos proporciona. O Brasil é um dos países onde há maior criatividade em termos de soluções baseadas em redes sociais, e o reflexo disso são os futuros investimentos e a chegada do Silicon Valley aqui em curto prazo 🙂

Abaixo algumas frases que marcaram a palestra, achei bem importante esses pontos de vista.:

“Há falta de investidores no Brasil que falem a linguagem dos empreendedores. É preciso haver uma re-educação de algum dos lados”.

“Precisamos de mais pessoas fazendo empreendedorismo de alto risco, “indo pro pau”.

A palestra, rapidamente, já está disponível no site da ResultON. Confiram abaixo o vídeo no youtube:

Amigos e GTUG-SP

Encontrei aqui na Campus Party o Bruno Moraes, do GTUG-SP. Gente boa, trocamos idéias a respeito dos projetos do grupo (novo site, sessões de coding dojo, etc.). Sentimos falta de mais membros do GTUG presentes até o momento aqui no evento, para quem sabe fazermos uma reunião. O Renato Santos, Renato Mangini (GTUG-BH), Gustavo Uchoa e o Wesley,  ainda não apareceram…

Fizeram companhia aqui durante o dia de ontem o André Pantalião, Daniel Bronzeri (acampando como eu) e Roberto Elvira.

Que-Fala! e a fama do Bronzeri

O projeto Que-Fala! do Daniel Bronzeri para o Campuseiros Inventam está dando o que falar por aqui, ele está dando entrevista a “torto e a direito” (próximas serão para Gazeta, Globo e Terra) 🙂 Foi um dos selecionados para a fase classificatória, bem repercutido por todos que participam da competição, e candidato a finalista.

Para quem não conhece vale a pena dar uma olhada nos slides:

Conclusão

Dia bom de Campus Party, estou cada vez mais ambientado ao local, as pessoas (apesar de muito estranhas…pude ver o quanto eu NÃO SOU TÃO NERD :-p ), a má organização e as falhas de rede (ontem não caiu a energia, mas teve queda parcial da rede para algumas mesas do campus).

Amanhã tem a parte 4, até mais!

E não deixem de acompanhar as novidades que coloco via Twitter, Picasa e Youtube.

Minhas impressões – Campus Party 2011 – Dia 2 – 18/01/11

Veja também:

Olá pessoal,

Vou a partir daqui descrever o resumo do meu segundo dia de Campus Party 2011. Espero que gostem e que tenha conteúdo útil.

Panorama

Eram cerca de 9h00 e eu já estava preparado e pronto para encarar o primeiro dia do evento (o anterior não existiu, sem dúvida). No segundo dia de evento já começariam as palestras, mini cursos e oficinas. Após tomar café da manhã fui diretamente para um ponto escolhido por mim para uso do micro (devidamente chaveado com um cadeado). Colocadas algumas pendências em ordem em termos de internet, terminei de selecionar as apresentações que iria assistir e me dirigi ao local da primeira.

Debate: Empreendedorismo digital – Maria Carolina[Kingo Labs], Diego Remus[Startupi], Viviane Vilella[Sebrae] e Alessandra Félix[Editora Gênese]. Moderador: Bob Wollheim

Esse foi um debate que mostrou cada vez mais a facilidade que usuários/empreendedores que usam as redes sociais encontram de criar popularidade, um dos caminhos para o sucesso. O novo mercado de mídias sociais aguça a criatividade dos desenvolvedores. As histórias apresentadas relacionadas a empreendedorismo digital foram vindas de fontes diversas (Sebrae, Kingo Labs, jornalismo, multi empreendedores e venture corp), mostrando como tirar os projetos da cabeça, mandá-los para o papel e do papel para a primeira startup.

Abaixo se encontram trechos que eu achei os mais importantes da palestra (a maioria deles foram tuitados :)):

  • “Não deixe o trem do empreendedorismo digital passar, embarque nele o quanto antes.”
  • “Idéias e tecnologias não valem nada se não forem aplicadas. Bota pra fazer!”
  • “Há muito amadorismo ao apresentar modelos de negócio.”
  • “Empreender é errar. O caminho é tortuoso, porém gratificante ao final, dando certo ou não.”
  • “A cultura e mentalidade do concurso público em Brasília faz o estado ser pobre em empreendedorismo. É um ótimo lugar para se empreender, por exemplo.”
  • “Todos os meios educacionais (escola, família, sociedade, etc) são fadados a continuidade do “fazer tudo certinho” (estudar pra ter um bom emprego, estabilidade financeira, etc). A quebra de paradigma, o “fazer diferente” é considerado errado, estranho, rebelde.”
  • “Siga sua inquietude: ela é a raiz do empreendedor.”

Achei interessante as iniciativas do Startupi (blog voltado para o mercado de startups de tecnologia, capital de risco, incubadoras e aplicativos web. O foco é o mercado brasileiro) do Diego Remus e dos blogs da Vivianne Vilela, o “Beco com Saída” e “Mundo Sebrae“. Todos eles são ótimas referências.

Todos indicaram referências para “leitura empreendedora”, técnica e não-técnica, tais como:

* Delivering Happiness: A Path to Profits, Passion, and Purpose – Tony Hsieh (esse livro ouvi pela primeira vez da existência pelo Fabrício Campos, do Vizir);
* Business Model Generation: A Handbook for Visionaries, Game Changers, and Challengers – Alexander Osterwalder;
* Escola dos Deuses – Stefano Elio D’Anna;
* A cabala do dinheiro – Nilton Bonder.

Intervalo para almoço: visita na Área Expo

Aproveitando as horas de intervalo do almoço pude dar uma passada rápida pela área expo, que a primeira vista está muito legal! Depois com mais calma visitarei cada estande.

Quem quiser ver fontes fotos e mais detalhes indico ver o post sobre como a “Área “Expo” mostra o lado menos hardcore da Campus Party“.

Painel: Redes sociais e a eleição de 2010 – Marina Silva [Partido Verde]

Não perdi a oportunidade de ver pela primeira vez as palavras de Marina Silva ao vivo, candidata que saiu com uma imagem fortalecida das eleições desse ano de 2010. A última eleição presidencial foi marcada pelo uso expressivo das redes sociais, muito pelo fato e influência das eleições americanas e a vitória de Barack Obama.

Usando fortemente a web e as redes sociais a candidata Marina Silva (PV) surpreendeu ao conseguir quase 20% dos votos válidos. Marina Silva deu sua visão do uso de redes sociais na política e como isso será um marco de importância para as eleições posteriores.

Não vou me alongar muito para mostrar os principais pontos do painel, pois o André Pantalião escreveu um post bem completo para o Vizir (que saiu do forno quase que instantâneo, após o final do painel). Eu fiz um vídeo da introdução da palestra da Marina Silva, confiram o link abaixo:

Palestra: Introdução ao Node.JS – Emerson Leite [Globo.com]


O Emerson Macedo é um conhecido nome da comunidade de desenvolvimento de software aqui no Brasil, e hoje ele é praticamente um evangelizador da tecnologia. Ele é moderador de lista de discussão, produtor de screencasts e mantenedor de um curso online sobre o assunto.

Eu já havia ouvido falar sobre essa buzzword, mas não tinha um conceito ainda formado acerca do uso de JavaScript no lado do servidor, unificação e uso de uma única linguagem para o client e para a solução, entre outras facilidades. Durante a palestra pude tirar minhas dúvidas sobre Node.JS, e ver que não é preciso criar nada do zero para usá-lo: é possível “plugá-lo” a qualquer solução existente, sendo o mais indicado desenvolver código visando alta concorrência.

A palestra apresentada na Campus Party foi a mesma apresentada na RubyConfBR, e você pode conferí-la abaixo:

Apagão na Campus Party – parte 2 (ou seria DejaVú?)

E não é que por volta das 17h30, cerca de 14 horas depois da primeira falta de luz do evento, aconteceu um idêntico apagão! O pessoal ficou cerca de uma hora sem acesso a energia e internet. Preciso repetir o quão foi #fail o raio ter caído no mesmo lugar novamente (sem o mínimo trocadilho com a chuva que voltou a castigar)?

A própria organização da Campus Party mandou emails se desculpando sobre o caso, eis os textos abaixo:

Primeiro dia:

from    Campus Party <lists@campus-party.org>
to    mestrecapablanca@gmail.com
date    Tue, Jan 18, 2011 at 19:55
subject    Campus Party Brasil | Esclarecimento

Olá, campuseir@s!

Após a queda de luz ocorrida no Centro de Exposições Imigrantes, enviamos agora alguns esclarecimentos:

Segundo a Eletropaulo, empresa responsável pelo fornecimento de energia na capital paulista, houve uma queda de luz na região onde está localizado o Centro de Exposições Imigrantes que afetou não somente a Campus Party Brasil, como, também, outras partes do bairro.

Neste momento, quatro novos geradores estão à caminho do evento.

Agradecemos a paciência de todos os campuseiros. A festa continua e, com ela, toda a magia do maior encontro tecnológico do mundo!

Segundo dia:

from    Campus Party <lists@campus-party.org>
to    mestrecapablanca@gmail.com
date    Wed, Jan 19, 2011 at 16:11
subject    Comunicado oficial sobre os geradores

Olá, campuseir@.

A Futura Networks, organizadora do evento Campus Party Brasil, informa que 10 novos geradores foram instalados nesta madrugada no Centro de Exposições Imigrantes para proteger o evento de quedas de energia que possam vir a ocorrer.

A previsão da metereologia é de temporal para esta tarde em São Paulo. Se algum problema ocorrer com o fornecimento de energia, pedimos a todos que se mantenham nos seus lugares e aguardem, pois os geradores levam de 10 a 15 minutos para restabelecer a energia. Neste caso, a programação seguirá normalmente.

Como todos sabem, nesta terça-feira, 18/01, pouco antes das 18h, a Eletropaulo, empresa de fornecimento de energia da cidade de São Paulo, registrou uma queda em sua rede que afetou o Centro de Exposições Imigrantes e regiões próximas a ele, em função das chuvas. Às 18h55, a energia foi restaurada por completo.

A Futura Networks se desculpa e agradece a paciência dos campuseiros. A festa continua e, com ela, toda a magia do maior encontro tecnológico do mundo!

Organização Campus Party Brasil

Abaixo algumas fontes sobre o que aconteceu:

Normalizado mais esse furo da organização, e feita a “mea culpa”, o evento teve sequência e fui assistir a última palestra do dia, relativa a TV Digital.

Palestra: A TV do Futuro – o que gigantes como Google, Apple e o mundo Open Source planejam – Marcos Roberto [IntactoTvDigital]

O Marcos teve um dia azarado: o note dele deu problema e ele teve que refazer a apresentação do zero, além de chegar atrasado para o horário da palestra dele 😦

No mais, foi um overview básico para o público do que é TV Digital, o que gigantes como Google, Apple e Microsoft planejam com essa mudança na forma de ver televisão (o aparelho como um grande aliado na difusão de conteúdos, informação, e principalmente geração de receita).

O que está mudando na vida do telespectador? O que o mundo open source está fazendo nessa área? O que é Ginga? Novos termos como Social TV, MobileTV, WebTV, IPTV, TV 3D nasceram para identificar parte dessa revolução. O que mais nos aguarda? Essas foram algumas perguntas respondidas por ele.

Muita coisa pra mim já não era novidade, o que foi interessante ouvir do pessoal da Intacto foi:

  • Está bem perto de chegar ao mercado comum conversores digitais com suporte ao desenvolvedor: ou seja, aqueles que desenvolvem para TV Digital terão disponível no seu conversor uma porta USB para incluírem arquivos .class (no caso de desenvolvimento Java) ou código fonte NCL/Lua para testes reais de aplicação;
  • As burocracias e os trâmites no senado a respeito da Lei nº PL 29/2007 e como fica o uso da TV Digital.

Conclusão

Tirando novamente os problemas técnicos, a organização e o corpo técnico e de infra que teve que se virar para conseguir novos transformadores, esse primeiro dia de palestras foi legal, além de conhecer um pessoal aqui no evento, que geralmente compartilha das mesmas visões que você.

Bom, esse foi o resumo do segundo dia de evento, espero que tenham gostado. E aguardem o resumo do dia 19, o terceiro dia de Campus Party 2011.

Até mais!

 

Delivering Happiness: A Path to Profits, Passion, and Purpose

 

Minhas impressões – Campus Party 2011 – Dia 1 – 17/01/11

Caros colegas,

Esse ano estou tendo a oportunidade de participar do maior encontro de geeks/nerds da América Latina, a Campus Party 2011. A mesma está em sua 4ª edição, sempre no estado de SP. Já venho “namorando” a possibilidade de participar do evento desde as duas edições anteriores. Nesse ano consegui sincronizar meu período de férias dentro do período do evento. Desde Dezembro/2010 já estou com o lugar no campus e no camping garantidos 🙂 Particularmente nunca acampei na vida, espero que seja legal 🙂

Pretendo fazer um post diário (já estou atrasado…rs), contando as novidades acerca do evento e as minhas impressões. Passarei os 7 dias de forma integral dentro da Campus Party, e torço para ser uma experiência prazerosa e produtiva.

Panorama

Já venho lendo há tempos o blog da Campus Party e outras fontes para ter conhecimento do “kit de sobrevivência ideal” para o evento. Acredito que eu tenha levado comigo todos as bugigangas necessárias (colchonete, cadeados, trava para notebook, roupas, etc) :p

Municiado de todos esses apetrechos, saí de casa as 12h30 do dia 17/01/11. O primeiro dia do evento foi reservado ao credenciamento apenas, sendo o ciclo de palestras, oficinas e mini cursos destinados para o período compreendido entre terça e sábado.

Fui usando o transporte público mesmo, no caso metrô. Demorei cerca de 1 hora pra chegar ao local, contando uma caminhada de uns 10 minutos, do metrô Jabaquara até o Centro de Exposições Imigrantes, muito mais fácil do que esperar o micro ônibus do evento (que estave chegando e saindo em intervalos de 30~40 minutos), pegar um taxi ou ônibus.

Cheguei ao local as 13h30, hora do início do “calvário”. É com pesar que esse post com a minha primeira participação no evento tenha começado mal…

Calvário, ato primeiro: a fila para credenciamento


Chegando as 13h30 fiquei estupidamente assustado com o tamanho da fila e o número de pessoas que se mantinham do lado de fora. Na minha percepção eram quase umas 2 mil pessoas que não tinham se credenciado. Sem opção fui ao final da fila, e a menina fez o ato de prenúncio de que aquele seria um dia longo:  me ofereceu água e Club Social… Além de tomar chuva durante um bom tempo tive que ficar, acreditem, 7 HORAS de pé. DE PÉ.

Calvário, ato segundo: a fila para cadastro de equipamento e camping

Eram 20h30 quando eu oficialmente entrei na fila para credenciamento. Acredito que é possível pensar como eu estava não? Todas aquelas tags  de respeito do Twitter passavam pela minha cabeça (#vsf, #vdm, #fail, #puto, etc). Pensa que acabou: não. Ao adentrar ao credenciamento ouvi e vi as verdades: era apenas UM ÚNICO guichê para atendimento para cada área da Campus Party (UM ÚNICO para Desenvolvimento, UM ÚNICO para software livre e assim por diante…). Durante todo o dia no setor de credenciamento o sistema ficou fora do ar várias vezes, com períodos de até UMA HORA de inatividade.

Entre os passos de finalizar a retirada da credencial, cadastrar o equipamento e pegar mais uma “pequena” fila para entrar no camping, vistoriar malas, localizar barraca e guardar as coisas todas foram mais duas horas. Vá contanto amigo: 22h30, sempre de pé, sustentado pela água e pelo Club Social…

Calvário, ato terceiro: serviços de alimentação e suporte ao público funcionam “religiosamente”, vejam só!

O total descaso completou-se após descarregar minhas bugigangas todas. Fui tentar comer algo no restaurante local, mas quem disse que consegui. O vigia disse que ele fecha “rigorosamente as 22h00”, como se não estivesse vendo a fila do lado de fora na cara dele! Todos da organização foram omissos e não se importaram com o pessoal. Ainda tinham pessoas adentrando a Campus Party, se credenciando e cadastrando os pertences…

Só consegui comer algo na “praça de alimentação” (“descente” viu…), com aqueles “preços módicos” (todos os locais do evento, TODOS, vendem o copo d’água, refrigerante ou bebidas sem álcool a R$4, NO MÍNIMO). Foi pra fechar com chave de latão mesmo a noite…

Calvário, ato quarto: adentrar ao campus

Após tudo isso, lavar o rosto, tomar um fôlego e finalmente adentrar ao campus pela primeira vez instalando meu micro eram 23h30. Um belíssimo saldo final: 10 horas de burocracia e total falta de respeito e incompetência organizacional do evento para com o público. Para um primeiro dia, não só pra mim mas essa história se reflete para 80, 90% por cento do pessoal que se cadastrou na fatídica segunda feira, foi de total decepção.

Coloquei uma boa parte dos emails e pendências nas redes sociais em ordem. Mas ainda tinha mais… Ah meu caro, o filósofo Ricardo Nohara sabiamente já dizia: “Para o pior, não há limites…”

Calvário, ato final: fecham-se as cortinas e apagam-se as luzes…

Estava eu tão “pilhado” que ao olhar no relógio para me dar conta do tempo percebi que já eram 3:00. Ao cair na real, e com algumas coisas a digitar, notícias a ler e informações a interar eis que o imponderável acontece (poderia existir ainda? A resposta é sim…) : energia e internet da Campus Party somem, como pó. Causa: fortíssima chuva (isso foi verídico) problema em um transformador da Eletropaulo e insuficiência dos geradores presentes no evento (falta de dimensionamento e erro em infraestrutura em um evento patrocinado pela Telefônica, não é de se estranhar mesmo…).

As escuras o jeito foi dar uma cochilada, deixar a máquina ligada e torcer para uma volta rápida e estabelecimento da ordem no local. Deu-se em duas horas e meia depois. Após colocar as pendências faltantes dei-me por direito o sono dos justos.

Para quem quiser saber mais detalhes fica o link a seguir: http://www.infopod.com.br/campus-party/campus-party-2011-cobertura-da-primeira-tarde-do-evento/

Conclusão

A primeira impressão é a que fica? Torço para que no final dos 7 dias de evento não seja essa do primeiro dia. Tudo convergiu para dar errado, deu errado e pra quase todos os participantes. Sem dúvida foi o pior dia de credenciamento de todos os 4 anos de evento. Infelizmente participei da história ruim 😦

Duas horas de sono a mais (perfazendo um total de 4 1/2 para o primeiro dia) e já estava pronto para encarar o segundo dia de evento.

Um resumo do primeiro dia por outra fonte, pra não dizer que falei “groselha”: http://www.mundotecno.info/noticias/primeiro-dia-da-campus-party-brasil-foi-marcado-por-problemas

Quer saber como foi/será o segundo dia? Aguarde o próximo post 😉

Sigam meus tuítes para saber mais sobre o evento em tempo real: @mcapablanca. Acompanhem ( se puder ) a hashtag oficial do evento: #cpbr4.

Estou subindo alguns vídeos curtos no youtube no meu canal, e já separei uma playlist para o evento. Criei também um álbum no Picasa para colocar as fotos.

Até mais!

P.S.: Peço desculpas aos caros leitores se o post ficou enfadonho, mas tinha que fazer esse desabafo e protesto, de uma forma ou outra…

Minhas impressões – Google Developer Day 2010 (GDD2010) – 29/10/10

Caros amigos e leitores,

Depois de um bom tempo sem escrever algo no blog (desde já peço desculpas pela “ausência”, sei que preciso escrever mais e gerar mais conteúdo), e sem relatar eventos, vou escrever nesse post uma cobertura acerca do evento Google Developer Day 2010 (ou GDD2010), ocorrido na sexta (29/10/10). Essa foi a primeira edição da qual estive presente. Pretendo no ano que vem “repetir a dose”…rs. Confiram mais abaixo as novidades!

Panorama

Estive nesse evento juntamente com o André Pantalião, ex-companheiro de Voice Technology e hoje empreendedor no Vizir. Estava bastante motivado para participar, ver as novidades da Google, fazer networking, conhecer o pessoal (que não conhecia pessoalmente) do SP-GTUG (incluindo outros GTUG’s) e “figuras” que só conhecia por listas de discussão, Twitter ou Facebook.  Para mim foi a primeira participação no evento, o André já tinha participado no ano passado.

O evento ocorreu no mesmo local do ano passado, no Hotel Sheraton São Paulo WTC. Pessoalmente, eu não gostei muito da idéia de me locomover pra Berrini em um evento as 9h00 durante a semana. O transporte público é horrível nesse horário (eu teria que pegar ônibus, metrô e trem, tudo no horário entre 7h00 e 8h30, seria TENSO!). Ainda bem que o André resolveu ir de carro, e aproveitei a carona do mesmo 😉 Chegamos até com um pouco de antecedência no local (cerca de 8h35 da manhã). A partir daí foi só fazer o credenciamento, pegar alguns brindes e aguardar até as 9h00 para o início.

Abaixo vou colocar um resumo, informações e alguns apontamentos pessoais das palestras que conferi “in loco”.

Abertura do evento (Keynote) – Mario Queiroz e Eric Tholomé


Mesmo chegando com antecedência não foi fácil entrar na sala principal, que depois se subdividiu em 3 (sala[0], sala[1] e sala[2]), para ver o Keynote de abertura. Estava completamente lotada e o pessoal da organização montou salas auxiliares para o pessoal que não conseguiu lugar ver os slides e conferir o áudio. Pontualmente as 9h00 o evento se iniciou. Em português, Mario Queiroz (VP de Gerência de Produtos) deu início ao GDD2010.

Iniciou os trabalhos agradecendo o seleto público de desenvolvedores e usuários da plataforma do Google, parabenizando os 1000 selecionados (apesar de achar que tinha mais gente) para o evento, que teve cerca de 6000 inscritos. Citou estatísticas para o público, a fim de embasar os fatos que viriam posteriormente e ressaltar a importância do mercado brasileiro, tais como:

O foco do Keynote, e as novidades a serem passadas nesta parte do evento eram: Chrome e HTML5, GAE e Android.

Sobre Chrome e HTML5:

  • O uso da internet se tornou absurdamente grande, sendo o principal meio comunicativo, a frente da TV, Rádio e outras mídias;
  • HTML5 vem chegando com muita força e aceitação de desenvolvedores em apenas 2 anos;
  • Nos smartphones será visível o grande aumento de uso de HTML5 em aplicações em curto prazo.
  • Desafios da web: descobrir aplicações e fazer o usuário redescobrí-las sempre, a partir disso monetize;
  • Hoje no mundo o chrome tem 70 milhões de usuários, sendo que o Brasil é o segundo país que mais usa;

Para mostrar algumas novidades sobre o HTML5 foi chamado ao palco para apresentar uma demo Eric Bidelman, mostrando HTML5 através do hardware, animações controladas por acelerometro, movimento do mouse e etc. O pessoal ficou bastante animado com o que foi apresentado.

Sobre Cloud Computing (GAE):


Para falar sobre Google App Engine foi convidado a apresentar as novidades Eric Tholomé, abrangendo as novidades do Cloud Computing e como ele está sendo encarado pelo Google. Abaixo os principais pontos:

  • Avanço natural das tecnologias até chegar ao Cloud: Mainframe -> Internet -> PC -> Web -> Cloud;
  • Barateamento de disco, memória, processamento, etc.
  • Lema do GAE: Easy to Build, Manage and Scale;
  • O crescimento de uso do Google App Engine é grande: são 90 mil desenvolvedores, 130.000 aplicações e 5.5 bilhões de pageviews;
  • Credibilidade: hoje o símbolo do dirigível do GAE é sinônimo de garantia de escalabilidade. Não é preciso apresentar documentação ou gráficos avançados de rede pra provar;
  • Custo benefício de uso e desenvolvimento é muito mais em conta, geralmente 60% menos que as soluções comuns.

Foi convidado a subir ao palco, para apresentar um “case de sucesso”, Marcelo Marzola (CEO da Predicta). Foi ilustrado ao público o BTBuckets, tecnologia de marketing online e um dos maiores cases de sucesso de uso do GAE.

Eric Tholomé voltou ao palco e disponibilizou para o público o RoadMap do GAE:

E as novidades  do App Engine for Business, anunciado no Google I/O (mais informações nesse link):

  • Server Level Agreement;
  • Professional support;
  • Hosted SQL;
  • Secure by Default;
  • Custom Domain SSL;
  • Enterprise administration Panel;
  • Integração GWT+SpringRoo disponível;

A respeito do último tópico acima, Chris Ramsdale fez uma demo mostrando um exemplo de scaffold usando GWT+SpringRoo, usando a IDE Spring Source Tool Suite no GAE. No evento ele teria uma palestra abrangendo mais o assunto.

P.S. : No Twitter, alguns “Railers” “torceram o nariz” para o scaffold (ou gerador de código automático) e “re-deploy” automático da aplicação quando há alguma mudança de código, já subindo o projeto para o GAE. Eu achei bastante interessante, e verei se arranjo algum tempo para olhar mais detalhes do SpringRoo 😉

Sobre Android:


Estava por vir uma das partes que eu esperava mais no evento, as novidades sobre Android. Voltando ao palco, Mario Queiroz expôs os números mais recentes e as boas novas. Abaixo as informações:

  • Número de ativações por dia: 200.000;
  • Aplicações na Android Market: 100.000;
  • Números oficiais: 90 devices, 21 fabricantes, 50 operadoras, 49 países. Uma ascensão marcante, sendo que em outubro de 2008, no início de tudo, era apenas 1 fabricante, 1 operadora e um único device;
  • Melhorias no Android Market Licensing Server, o sistema anti-pirataria para aplicações na Android Market;
  • Cloud to device messaging;
  • Para as empresas: melhor integração com o microsoft exchange, opção de “remote wipe” (apagar todos os dados do aparelho de forma remota), etc. Acesse esse link para mais informações;
  • Speech API para desenvolvimento de reconhecimento de voz na versão 2.2 do Android.

Marcello Quintella (Product Manager) foi chamado ao palco para apresentar uma demo, usando o Milestone 2, do Google Navigation (liberado um dia antes, aqui no Brasil) e Pesquisa por Voz em aplicações (somente para a versão 2.2). Essa demo sim, agradou praticamente todos os presentes. Eu mesmo testei “na real”, depois do evento no caminho de volta pra casa, no carro do André. É fantástico! 🙂

Depois de todos esses dados anteriores, deu-se por encerrado o keynote de abertura do evento, que no final trouxe algumas informações das quais eu não tinha conhecimento, apesar de ler bastante sobre as tecnologias do Google :-p

Novidades na Google App Engine e Google App Engine For BusinessPatrick Chanezon Coffee break, networking, GTUG’s e conversas…rs

Após o Keynote houve uma parada para coffee break em um lounge com algumas placas subdividindo os interessados por assuntos como Cloud, Android, GAE e outros. O pessoal foi se enturmando e conhecendo o pessoal com idéias similares. Já de cara achei alguns companheiros do SP-GTUG e conhecidos da comunidade Java, Ruby, Android e outros GTUG’s  do Brasil (Belo Horizonte e Salvador) no coffee break. O nível da conversa estava tão bom e produtivo que acabei não vendo a primeira palestra que estava na minha lista 😦 Mas por outro lado, fiz networking com pessoas de outras listas de discussão, peguei alguns cartões e discuti alguns projetos da comunidade. Valeu a pena! 🙂

E o Patrick Chanezon liberou os slides dessa palestra, confira abaixo:

Google Web Toolkit: O que é, Como Funciona e Tópicos Mais ProfundosChris Ramsdale Overbooking, sala auxiliar cheia = auxílio pro SP-GTUG 😉


Nesse horário tinha em mente que iria assistir a palestra sobre GWT, na sala[1] (central). E quem disse que eu consegui entrar? Overbooking! O mesmo fator que ocorreu no dia anterior, no Android Developer Lab. Em outras palestras ao decorrer do dia aconteceu o mesmo fato. #FAIL! Perante essa situação pensei: vou assistir na sala auxiliar, assim aproveito alguma tomada para recarregar os gadgets, ouvir o áudio e ver os slides. #FAIL again! estava lotada e sem tomadas disponíveis. Fiquei cerca de 5 minutos em pé, não gostei da situação e saí.

Me dirigi a mesa reservada para o SP-GTUG. Lá estava o Paulo Fernandes dando um suporte para o pessoal com dúvidas sobre o GTUG e “caçando” brindes para sorteio no final do evento. Fiquei ali para auxiliar o pessoal também, ao lado da mesa do Google para New Business Development. Foi legal porque ali eu conheci o organizador do GTUG-Salvador, entre outras pessoas 🙂 Ah, consegui uma tomada (uma única mesmo) e usar um pouco o wifi para ler os emails.

Depois chegaram o pessoal da Lambda3 (@felipero, @flavia_oliv, @giovannibassi, @andrediasbr) e @scaphe, conhecidos por mim via Twitter. Essa turma ficou ali “trocando idéias”, “twittando” e codificando.

Após o horário do fim da palestra o André chegou e decidimos almoçar por ali mesmo, pois o Google disponibilizou para o pessoal (como no ano passado)  a “marmitinha” (lanche natural, maça, barra de cereais, bombom e refrigerante). Terminando de comer botei na cabeça que deveria entrar com uns 15 minutos na sala[1], pois começaria o track de Android com o lendário Tim Bray. Esse eu não ia perder por nada!

P.S. : a apresentação do Ramsdale não foi disponibilizada ainda. Quando for coloco no post o link para ela 😉

Ecossistema Android e NovidadesTim Bray

Consegui lugar finalmente! Estava a postos para ver a palestra do Tim, que hoje ocupa do cargo de “relacionamento com desenvolvedores Android”. Essa foi uma palestra básica para quem já viu ou programou para Android, com uma introdução ao “ecossistema” e uma descrição das últimas novidades. Alguns tópicos:

Para gerar aplicações para Android é preciso apenas seguir 6 passos, que mostram como um desenvolvedor trabalha:

  • Fala o download do SDK/NDK da página developer.android.com e escolha a versão desejada;
  • Instale o ADT, o plugin para o Eclipse;
  • Faça uso das ferramentas do SDK (“tools”) como ddms, logcat and traceview;
  • Faça o download do código fonte do sistema em source.android.com para usar como referência;
  • Registre-se como desenvolvedor por $25 (valor pago apenas uma única vez);
  • Faça upload  de sua aplicação para o Android Market 🙂

Os tópicos mais específicos foram:

E a melhor novidade na minha opinião:

  • Gingerbread foi oficializado: os desenvolvedores deverão liberar a versão no final desde ano, e o foco será em performance, melhorias no framework, suporte a mais línguas e melhorias para suportar games cada vez mais avançados 🙂

Sobre as novas diretrizes da Android Market:

  • Terá uma versão na web;
  • Tende a se tornar cada vez maior;
  • Buscas de aplicativos serão cada vez mais fáceis;
  • O mesmo irá ser aplicado a compra e “upload” de aplicativos.

Porque eu escolheria Android?

  • Open source (GPL +Apache2);
  • Baixa curva de aprendizado;
  • Programação em Java 😉
  • Suporte a múltiplas linguagens;
  • API robusta;
  • Abstração limpa.

Práticas Efetivas de Interface com o UsuárioTim Bray


Essa foi a segunda palestra seguida do Tim sobre Android, e ele ainda teria mais uma no evento. Houveram quatro palestras sobre Android, escolhi ver as três do Tim Bray (o pessoal no Twitter até brincou com isso, dizendo que as pessoas que escolheram essa programação (e foram muitas) estavam no TBDD2010 (Tim Bray Developer Day 2010)) :-p

Esta sessão teve como objetivo passar as boas práticas em termos de interface/design para os desenvolvedores. É de conhecimento da maioria que existe aquele certo “preconceito” de que desenvolvedor não sabe fazer/desenhar uma interface gráfica “atraente” e “polida”. Na maioria dos casos é verdadeira (eu faço parte dos números dessa estatística sim…rs).

Muitas vezes “quem vê cara não vê coração” 😉 E falando sério: o design de uma aplicação mobile, a usabilidade e facilidade de navegação fazem diferença. Abaixo algumas dicas que são imprescindíveis para o sucesso da sua aplicação:

  • Porque ter uma interface bonita? quanto melhor a interface, mais polida a aplicação. A partir daí existem melhores análises, melhor aceitação da sua aplicação pelo público e maior possibilidade de retorno (popular ou financeiro);
  • Visão de usuário é sempre diferente da visão de desenvolvedor, #fato;
  • Ouça seus usuários: lance versões alpha, beta… Antes de colocar no Android Market mostre a seus amigos. Lance versões cedo e com frequencia. Disponha um endereço (site, blog, redes sociais) para feedback e responda seus usuários, principalmente os que “metem o pau” na parte de comentários da Android Market;
  • Use o Google Analytics for Mobile (!)
  • Verifique erros, acesso a activities, settings e exceptions reportados pelos usuários, quando a aplicação “dá crash”;
  • Evite bugs: faça TDD (não seja um “bundão“). Apesar de ser mais difícil aplicar no desenvolvimento para Android, busque referências.
  • Disponha um bug tracker para o pessoal reportar erros e seja franco e sincero com o público;
  • Seja responsável com suas aplicações: evite que mensagens de crash apareçam;
  • Faça aplicações com bastante usabilidade: botões e textos grandes são bem vindos;
  • “Se o usuário tem que ler um help antes de usar sua aplicação então há algo errado” (Tim Bray);
  • Programadores geralmente não sabem fazer design: contrate ou peça ajuda de um!
  • Dê preferência a clareza, conteúdo e informações armazenadas na nuvem (seu telefone pode ser roubado viu…);
  • Faça aplicações que funcionem na horizontal e vertical!
  • Invista em ícones legais 😉
  • Integre com outras aplicações ou API’s se possível, não faça toda aplicação standalone;
  • Itens “sagrados”: status bar, back button, menu button and search button (não mude o comportamento deles e saiba aproveitá-los em suas aplicações).

APIs: Storage, Bigquery e PredictionPatrick Chanezon

Essa palestra acompanhamos eu e o André, por exclusão (no horário não havia alguma de total interesse para ambos) na “sala auxiliar”. Chegamos com uns 10~15 minutos de palestra decorrida no local. Dessa vez haviam lugares pra sentar e consegui uma tomada livre.  Encontrei por lá o Fábio Gama, também membro do SP-GTUG, aumentado a lista de conhecidos no evento.

Nessa palestra o Chanezon apresentou o mais “novo produto de armazenamento” do Google, o Storage. Ele é disponibilizado para desenvolvedores, e é oferecida uma API RESTful para armazenar e acessar dados no Google. No fundo você vai poder usar/usufluir de uma “pequena parcela” da infraestrutura de armazenamento do Google, bem como capacidades avançadas de compartilhamento e segurança. São exemplo de empresas que estão usando o Google Storage: VMWare, LTech, Memeo, The Guardian, e outras.

Para análise de dados pesados houve o desenvolvimento de duas dessas ferramentas, que estão disponíveis por inscrição limitada para desenvolvedores:

  • (1) BigQuery: análise interativa (via web services) de grandes conjuntos de dados;
  • (2) Prediction API: que permite fazer “predições informadas” sobre seus dados (sinceramente não entendi muito bem na hora, mas dando uma pesquisada achei esse link, que mostra que você tem acesso aos algoritmos de “aprendizagem” do Google, facilitando tomadas de decisão futuras em suas aplicações. Ainda não achei aplicação para isso :-p )

Como todas as API’s acessadas via REST, há um número limitado de requisições, favor acessar os links relativos a cada ferramenta. Todas tiveram demos mostradas pelo Chanezon. Para os interessados, a apresentação já foi disponibilizada e está abaixo:

Essa era a última palestra que antecedia o intervalo para o coffee break. No caminho encontrei o pessoal da Globalcode, a @yarasenger, @edermag e @rafanunes (o @drspockbr estava no Keynote uma fileira atrás da minha…rs). Dei uma passada lá na mesa do SP-GTUG e o pessoal continuava indo lá para tirar dúvidas. Foi bem útil o espaço disponibilizado para o grupo 🙂

Construindo Aplicativos de Alto DesempenhoTim Bray


Última palestra técnica do evento, a última do Tim Bray 😦 Essa foi bem técnica mesmo, com conteúdo para desenvolvedor que já está “por dentro” do “mundo Android”. Seguindo a linha da palestra 2 dele, aqui ele mostra exemplos, agora práticos e com código, de como “performar”, “debugar” e tornar sua aplicação mais versátil e com um tempo de resposta cada vez mais rápido, aproveitando ao máximo o framework de construção de aplicativos e as ferramentas do SDK. Abaixo as informações:

  • Pense duas vezes antes de fazer aplicações que escrevam na flash do seu aparelho (yaffs2): cada device tem um tipo de flash e velocidade de gravação e leitura. Pesquise! (link para estudo: YAFFS 2 Specification and Development Notes);
  • Perfomance para o SQLite: use indexes (EXPLAIN & EXPLAIN Query PLAN);
  • Para uso de log: sempre, SEMPRE dê file-append ao invés de escrever no banco (nem preciso falar que isso se reflete em qualquer software na vida real);
  • Escrever no disco é lento, usar rede é lento. Sempre assuma estar desenvolvendo para o pior caso. Os relatos no Android Market vão dizer se a performance está legal 😉
  • Use ferramentas como asyncTask;
  • Use uma ProgressDialog para mostrar que sua aplicação continua funcionando (isso é útil se algo demorar mais de 200ms(!));
  • Sobre desenvolvimento voltado para performance:

1 – É bom usar variáveis static, constantes final e getters e setters;
2 – Usar floats e enums é doloroso;
3 – Usar Reflection é doloroso e lento (independente da versão do Android);

Tim Bray apresentou uma demo usando o software LifeSaver, mostrando o gráfico de consumo de recursos (Garbage Collector, basicamente), e como analisar os possíveis pontos de falha de uma aplicação (o link da aplicação aponta para o próprio site do Tim Bray, com um post que faz alusão a maioria das citações dessa palestra, vale a leitura!).

Como mensagem final, Tim deixou a seguinte frase: “Premature optimization is the root of all evil” (Donald Knuth). Ela é original de um artigo escrito para a ACM Journal Computing Surveys, em 1974 (!), chamado “Structured Programming with go to Statements” (P.S. : Leia também “Otimização de Software: Quando? Onde? Porquê?“).

Na verdade, a frase completa é: “We should forget about small efficiencies, say about 97% of the time, premature optimization is the root of all evil”. Ou seja, é preciso ter cuidado com otimizações extremamente específicas, ou optar por uma “visão cega por performance 100%” (que não existe, métodos ineficientes sempre vão existir) na concepção  e decorrer do projeto, pois perde-se tempo útil com isso. O assunto é bastante extenso, mas é prato cheio para discussões!

O carisma do Tim com o público, o modo de apresentar o conteúdo e o estilo Crocodilo Dundee (ou Indiana Jones) fizeram das palestras do Tim as melhores no evento!

Painel VC: Empreendedorismo, Incubação e Capital de RiscoDon Dodge, Eric Acher, Humberto Matsuda, Alex Tabor


Essa última sessão estava na minha lista das mais esperadas, já que essa “hype“/”buzzword” chamada empreendedorismo é uma das tendências mais discutidas e importantes hoje. Conheço muitas pessoas que estão partindo para esse novo rumo e aprendendo bastante sobre o assunto. A experiência para a maioria que está empreendendo é muito rica e abrangente, seja na parte técnica, de processos (ciclos de produtividade e desenvolvimento), profissional e pessoal/relacional. De maneira mais próxima estou acompanhando o pessoal do Vizir, que estão fazendo um trabalho excelente. Logo, gostaria de tomar partido das novidades a partir dos especialistas! 😉

O pessoal vê como startups de sucesso aquelas do Vale do Silício apenas (ou principalmente), mas podem (e devem) ser construídas e financiadas em qualquer parte do mundo. Nesse painel os investidores de capital de risco (o Eric Acher e o Humberto Matsuda, principalmente) mostraram que estão investindo em startups no Brasil, fortemente. E os aportes financeiros chegam a 5 milhões de reais, um valor importante e bastante valoroso no financiamento de empresas, principalmente dos ramos de negócios de internet e tecnologias de educação (o foco dos investidores aqui no Brasil).

O pessoal passou boas dicas de como entrar numa incubadora, ou como ser financiado por um investidor de capital de risco ou “Angel Investor“. O Alex Tabor, CTO e co-fundador do Peixe Urbano, falou de suas experiências e como a sua idéia se tornou o primeiro e maior site de compras coletivas do Brasil.

O André anotou muito mais coisas do que eu, portanto vou aguardar o post do pessoal do Vizir sobre o assunto (certo André? :-p ), já que ele fez a cobertura e trocou algumas idéias com os palestrantes após o painel 😉

Muitas pessoas aproveitaram o final do painel pra fazer perguntas para os participantes, durou um bom tempo isso, provando que o assunto está em alta mesmo!

Encontro Social GTUG

E não é que o pessoal do SP-GTUG ganhou um espaço na sala[1] para divulgar seu trabalho 🙂 O Paulo Fernandes foi o responsável por fazer uma pequena apresentação do que é o SP-GTUG, nossa lista de discussão e o que está sendo produzindo. Foi apresentado um histórico das reuniões presenciais já feitas, sobre API’s do Google, Android, GAE, etc. Há em curso o projeto de reformulação do site do grupo para o GAE, baseado em Python, que terá continuidade em pouco tempo.

Foram também chamados ao palco os integrantes de outros GTUG’s, como o GTUG Belo Horizonte e GTUG Salvador. Foi legal para saber como anda o crescimento da comunidade pelo Brasil, sendo que essas iniciativas se deram a pouco tempo aqui no Brasil, cerca de 1 ano atrás, e que o pessoal está animado para continuar gerando material pra comunidade.

Um ponto legal pro pessoal que estava presente  foi a oportunidade de ver a aplicação vencedora do Rafael Ferreira (U3B – Use it before become broke) no 1º concurso para alunos da Globalcode sobre GAE, com incentivo do SP-GTUG. Nesta versão beta ele usou XMPP, GWT, GAE e BigTable. Para os interessados no projeto, o Rafael escreveu um post no seu próprio blog. Ficamos no aguardo de novos projetos relacionados as ferramentas do Google nas comunidades 😉

Ao final houve o sorteio de vários brindes para o pessoal presente, como chaveiros do Android, adesivos para notebook, camisetas e etiquetas do grupo. Foi divertido e o pessoal só arredou o pé no fim!

P.S. : fiquem de olho pois vai rolar um sorteio de um celular da Sony Ericsson com Android para os seguidores do SP-GTUG 😉

Happy Hour (coquetel), mais networking, camiseta do EuAndroid, etc…


Emendando esse final de evento houve um coquetel (happy hour), pro pessoal de todas as comunidades descontraírem, depois de um evento assaz cansativo (ufa!).

Legal foi conhecer uma galera “sinichtra aê” do Rio de Janeiro, que vai agitar a criação do GTUG-RJ. Esse pessoal está desenvolvendo o trabalho do “Eu, Android”, um site com tutoriais, notícias, podcasts, reviews e dicas de desenvolvimento para Android, tendo como objetivo se tornarem referências do assunto. Fui até entrevistado! (sei lá quando vai pro ar :-p ).

E como esse mundo é pequeno, fiquei sabendo que eles fazem parte de comunidades de desenvolvimento do Rio e conhecem o pessoal delas, como DevInRio, ForkInRio, PythOnRio e #HoraExtra. Vão aos dojos de Arduino, Ruby, Python e estão palestrando por aí. Pessoal fera! Com certeza iremos auxiliá-los no que for possível para o avanço do GTUG (isso serve para qualquer outro que venha a surgir) e quando houver a oportunidade de fazer eventos entre comunidades estamos aí!

Bom foi ver que nomes como Fábio Akita, “Irmãos Caelum” (Guilherme e Paulo Silveira), Rodrigo Yoshima, Guilherme Chapiewski, Marcos Tapajós, Henrique Bastos, Ramon Bispo (ramonpage), Álvaro Justen (turicas) e outros nomes relacionados ao desenvolvimento foram citados como “comum de dois”: importantes e bastante relevantes para a comunidade paulista e carioca de desenvolvimento. #WIN

No final acabei ganhando uma camisa do projeto do pessoal, muito legal! Quem quiser trocar idéia com o pessoal é só seguir o Andre Oliveira, Diego “Dukão” e Willen.

Conclusão

Nessa semana do GDD2010 tive que abrir mão de participar da RubyConfBR, que ocorria na mesma semana. 3 dias “full” fora da empresa ia ser complicado…rs. Mas o pessoal da empresa que foi ao RubyConf aprovou o evento, e eu digo o mesmo do meu primeiro GDD.

Na minha concepção:

Pontos negativos

  • Wi-Fi muito lento e instável. Em alguns lugares você conseguia conectar e usar (“duras penas”), de outros eram incomunicáveis os roteadores. Será que é complicado achar um “bom fornecedor” de rede sem fio para eventos? A mesma situação já ocorreu no FISL, RubyConfBR, TempoReal, entre outros (quase todos). Já virou ponto negativo e motivo de reclamação “default” do pessoal. É difícil falar de um evento com rede decente, acredito que só a Campus Party nesse sentido…
  • Como ocorrido um dia antes no Android Developer Lab, houve “overbooking”. Isso aconteceu em quase todas as palestras, uma pena. Já tendo em mente essa situação, o pessoal montou salas auxiliares, com áudio e os slides. As vezes até essas salas ficavam lotadas. Acredito que a organização ou não soube dimensionar o local para o público ou convidou pessoas a mais para o evento;
  • Local com número extremamente escasso de tomadas. Poderiam ser liberados alguns filtros de linha dentro dos auditórios. No lounge para descanso, onde haviam puffes, tinham um bom número de tomadas, mas só ali. Nesse ponto o pessoal que foi a RubyConfBR disse que o local era bem provido de tomadas. O pessoal que organiza eventos para o “povo geek” precisa saber que tomadas e wifi são imprescindíveis! :-p

Pontos positivos

  • DJ tocando música boa, algumas até “old school”. Legal a iniciativa do pessoal de deixar uma música rolando no intervalo das palestras 🙂
  • Pontualidade quanto ao horário de execução de cada palestra, intervalos e encerramento do evento
  • Brindes! Ganhei duas camisetas, uma capa para notebook, uma pasta, um bloco de notas considerável, caneta e squeeze =-)

  • Networking, envolvimento com novas comunidades, novas amizades e troca de idéias com as pessoas que só conhecia “virtualmente”

Para aqueles que queiram ver fotos do evento, vejam os links abaixo (usei algumas no meu post aqui):

E quem quiser acompanhar os tweets do evento:

Posts do evento, que já vi até agora:

Bem, acredito que seja isso que eu queria passar. Espero que vocês tenham gostado da cobertura e conforme as palestras, ou informações adicionais, forem liberadas eu atualizo o post.

Ano que vem no GDD2011? Quem sabe…vou torcer para isso!

Até mais!

Novidades na Google App Engine e Google App Engine For Business