Revista Espírito Livre número 16 disponível para download

Caros leitores,

Está disponível para download a edição de número 16 da revista Espírito Livre.

Os tópicos mais interessantes dessa edição são:

  • Vigilantismo na rede: ao navegar pela Internet, estou realmente seguro? Estou seguro de quem? Dos bandidos ou dos órgãos reguladores?
  • Entrevista com João Caribé, conhecido por ter dado o pontapé inicial no Mega Não;
  • Ana Amelia Menna Barreto fala dos novos paradigmas da propaganda eleitoral na Internet;
  • Sabrina Felizzola Souza aborda os dilemas jurídicos da privacidade na Internet;
  • Thalles Waichert, que é jornalista da editoria de Mídias Sociais do Terra Networks Brasil fala do controle, vigilantismo e resistências nas redes sociais;
  • Deputado Paulo Teixeira, que também é ativista da liberdade na rede e defensor do software livre, defende uma rede sem vigilância;
  • Paulo Rená fala de ofensas pela Internet: quatro aspectos jurídicos importantes;
  • Benjamin Goes, responsável pelo Ubuntu Control Center, nos apresenta a ferramenta;
  • Ricardo Graça começa uma série de artigos sobre produção visual utilizando puro software livre;
  • Cleiton Ferreira aborda redes, mais especificamente o rlogin.

Interessado? Então clique na imagem acima e faça o download!

Boa leitura a todos!

Asterisk e MFC/R2

Asterisk e MFC/R2 foi um assunto que vi e relatei após o evento IPComm2008. Lendo meus feeds fiz uma compilação de material referente ao assunto. O Alexandre Alencar (Skarmeth) de Fortaleza (Ceará, Brasil) escreveu uma série de artigos sobre o assunto no blog pessoal dele. Eis eles:

Espero que o conteúdo seja útil aos que tiverem interesse.

Curso introdutório de IPV6

Me deparei com esse assunto e fiquei curioso em saber mais quando tive a oportunidade de participar do evento IPComm 2008, assistindo a uma palestra sobre o assunto.

No dia de hoje li uma dica passada pelo site Profissionais de TI, alertando da disponibilidade de um curso gratuito, presente no site do projeto IPv6.br, e organizado pelo CGI.br e o NIC.br. O curso é intitulado “ Introdução ao IPv6“. Eis as descrições:

Como parte do projeto IPv6.br, que tem por objetivo fomentar o uso do novo protocolo IP no Brasil, o CGI.br e o NIC.br oferecem, através desse sítio Web, o curso on-line Introdução ao IPv6.

Curso gratuito sobre IPV6!

Este curso foi criado para atender, principalmente, aos estudantes, professores, técnicos, analistas e engenheiros de computação e redes. Contudo, os módulos introdutórios são também adequados a um público mais diverso, sem conhecimentos técnicos, como usuários Internet, gestores e interessados em geral.

O curso está organizado em 10 módulos:

  • Introdução
  • O Protocolo IP
  • Implantação do IPv6
  • Cabeçalho IPv6
  • Endereçamento do IPv6
  • Serviços Básicos do IPv6
  • Segurança
  • Roteamento e Gerenciamento
  • Coexistência e Transição
  • Mais informações

Ao final de cada módulo, são apresentadas algumas questões que permitem a auto avaliação do aprendizado. Além disso, há um glossário onde são apresentados os significados dos termos mais importantes utilizados no decorrer do curso.

Todo o conteúdo do curso está escrito e narrado em português e para acessá-lo, basta acessar o endereço:  http://curso.ipv6.br/

Intel e outras formam grupo WiGig, wireless a 60 GHz

Notícia retirada do site Under-Linux.org.

Os esforços para solidificar redes wireless de curto alcance e altíssimas velocidades ganharam forças com a criação da WiGig Alliance. A organização produzirá um padrão comum para enviar dados a um link de 60 GHz, permitindo que computadores, dispositivos portáteis e home theaters usem o link.

A tecnologia de banda ultra-larga é rápida o suficiente para ser certa de 10 vezes mais veloz que uma conexão 802.11n padrão (1 Gbps), permitindo transmissão de vídeos em alta definição e sincronia de telas sem fio, por exemplo. Na primeira lista de apoiantes do grupo estão fabricantes de chips como Atheros, Broadcom, Intel e Marvell, além de indústrias de PCs e outros eletrônicos como Dell, LG, NEC, Panasonic e Samsung. A Microsoft e muitas outras empresas também estão envolvidas.

A especificação completa deverá estar disponível no período da nossa primavera. Não foram citados quando os produtos equipados com a tecnologia WiGig irão ao mercado, mas é provável que cheguem em 2010.

Fonte:
Guia do Hardware.Net :. HOME

Mais Informações:
Electronista | Intel, others form WiGig group for 60GHz wireless

Conceitos Básicos de QoS

Escrevi um artigo a algum tempo no blog do Ensinar (outro blog onde também faço postagens) que tem relações com o assunto de QoS. No caso era sobre a “Importância dos codecs”. Li este artigo no IMasters e achei muito bom, por isso recomendo a leitura desse material. Vide conteúdo abaixo:

Conceitos Básicos de QoS

Neste artigo vamos falar um pouco sobre os conceitos de QoS ou Qualidade de Serviço ( Quality of Services). Os serviços mais tradicionais, como dados, video e voz, possuem suas particularidades na questão de banda, tamanho de pacotes, sensibilidade ao atraso e jitter (variação de atraso).

Mesmo as aplicações de dados possuem requisitos diferentes entre si. O QoS reúne um conjunto de tecnologias e mecanismos que possibilitam a compatibilização de cada aplicação.

Aplicação Tamanho do pacote Atraso entre pacotes Banda miníma Tempo para enviar 1 pacotes (256 kbps)
Dados Variável, até 1500 bytes Variável Variável 47 ms
Vídeoconferência 700 bytes 30 ms 160 kbps 22 ms
Voz sobre IP 60 bytes 20 ms 24 kbps 2 ms

Um bom exemplo, que demonstra claramente como as aplicações se comportam diferentemente entre si, é a definição do tamanho do buffer do roteador. Para suportar de maneira eficiente as transações de comércio eletrônico e a transferência de dados da Web, a rede deve minimizar a perda de pacotes ou mesmo evitá-la por completo. Buffers internos com grande capacidade podem ajudar a atingir estes objetivos. Porém, se os buffers de alta capacidade fornecem um gerenciamento eficiente para este tipo de fluxo de dados, por outro lado eles podem gerar uma alta variação no atraso de propagação dos pacotes, também conhecido como jitter. Os jitter podem ser suportados por aplicações de dados, mas provocam enorme impacto na transmissão de tráfego de aplicações em tempo real, como voz e vídeo. Para isto serve o QoS, melhorar a performance em vários tipos de aplicações.

O serviço padrão oferecido pela rede IP é conhecido como serviço de melhor esforço (Best Effort). Como o próprio nome diz, quando o roteador opera por este este serviço faz sempre o melhor possível para encaminhar os pacotes de acordo com os recursos que ele tem disponíveis naquele instante de tempo, mas sem qualquer garantia de entrega. O serviço Best Effort consiste em oferecer o mesmo tratamento aos pacotes, sem nenhuma distinção entre eles. Este serviço é implementado normalmente pelo mecanismo de gerência de filas FIFO (First In, First Out) pelo qual os pacotes são encaminhados na mesma ordem que chegam ao roteador.

Por este motivo, o serviço Best Effort não atende aos requisitos de qualidade de serviço da maior parte das aplicações.

Qualidade de serviço é uma expressão que, dependendo do contexto, pode significar varias coisas.

Por exemplo, na questão de desempenho de redes, qualidade pode ser descrita como o processo de transmitir dados de uma maneira superior à expectativa. Isto pode ser traduzido numa rede que tenha baixa perda de pacotes, pouco atraso, pequena variação de atraso (jitterr) ou até na capacidade da rede utilizar caminhos mais eficientes.

Em outro sentido, o termo qualidade pode ser considerado como confiabilidade e previsibilidade, quando se refere a níveis constantes de perda de pacotes, atraso, jitter ou qualquer outra propriedade.

A qualidade de serviço também pode ser aplicada ao tratamento diferenciado das aplicações.

Uma aplicação com necessidade de baixo atraso pode ser privilegiada em relação a uma aplicação que não possui sensibilidade a atraso, mas que por sua vez possui necessidade de alta vazão (througput).

Classe de serviço ( CoS – Class of Service)

É uma forma de agrupar diversas aplicações com características comuns, permitindo o tratamento diferenciado em relação a outras classes de serviço (ou grupo de aplicações).

Como vários serviços podem ser oferecidos e utilizados simultaneamente, concorrendo assim pelos recursos da rede, temos que garantir, para cada tipo ou classe de serviço, o nível de serviço adequado ao seu funcionamento.

A identificação de diversos fluxos de dados com a mesma característica facilita a construção de políticas específicas para tratamento daquele tráfego de forma individualizada em cada classe de serviço, indepedentemente de sua origem ou do seu destino.

Qualidade de serviço é, portanto, o tratamento diferenciado do tráfego reunido em classes de serviço, com o objetivo de garantir o nível de serviço adequado a cada aplicação.

Para que uma aplicação tenha desempenho consistente e previsível é necessário observar os requisitos de througput, atraso, jitter e perda de pacotes da mesma.

A qualidade de serviço deverá ser implementada fim-a-fim em todos os pontos da rede, pois se um determinado trecho não suportar e respeitar as definições da política de QoS, passa a ser “o ponto de falha”. A qualidade de serviço da rede será dada pela qualidade de serviço de todos os elementos da rede.

O roteamento pode ser considerado uma forma primitiva de QoS. Ele consiste no encaminhamento de pacotes para o seu destino utilizando a melhor rota possível. A mesma preocupação também tiveram os desenvolvedores do projeto original do IP (RFC 791), quando foi reservado um campo no cabeçalho IP chamado Type of Service (ToS), para oferecer diversos perfis de serviços. Da mesma forma, o protocolo TCP fio implementado com algoritmos de controle de congestionamento que foram aprimorados ao longo do tempo.

Todas estas iniciativas de implementar serviços diferenciados demonstram que a preocupação com QoS é antiga.

Conheça a LTE: nova tecnologia de banda larga móvel 4G

Artigo retirado do UnderLinux.org.

Conheça a LTE: nova tecnologia de banda larga móvel 4G

Nada de WiMax e 3G. Programado para estrear em 2013, a LTE poderá turbinar as redes 4G de acesso móvel em alta velocidade.

Tal qual o telefone celular, há uma mudança de paradigma para as redes de telefonia móvel: elas já não servem apenas para falar.

Cada vez mais, são os dados de chamadas por vídeos, conteúdo multimídia e navegação online que tomam o espectro.

Na inversão de papéis entre o consumo de chamadas por voz e o de dados, uma nova tecnologia promete ser a ponte para que a web móvel se torne prioridade dentro das operadoras de telefonia.
O Long Term Evolution (LTE) deverá ser oficializado como padrão de rede para banda larga móvel neste mês, quando o 3rd Generation Partner Program (3GPP) publica as especificações finalizadas em dezembro, e dá um empurrão na adoção do potencial primeiro sistema 4G do planeta.
E porque tanta expectativa a respeito do LTE, que já conta com redes em testes no Reino Unido e planos de investimentos por operadoras nos Estados Unidos e na Suécia? Sem grandes surpresas, a atenção dada ao LTE tem relação com sua capacidade de navegação.
Enquanto os padrões por trás das redes 3G que você usa hoje, como HSPA ou UMTS, atingem velocidades máximas de 14 Megabits por segundo (Mbps), testes com o LTE indicam picos de navegação de até 120 Mbps, quase 10 vezes mais rápido.
Trata-se de uma quebra de paradigma. Redes LTE são projetadas para a troca de dados, e não ao redor das chamadas de voz.

A tendência das redes é essa agora. Mesmo que a voz ainda seja o grosso [do faturamento pelas operadoras], o crescimento futuro está ao redor de serviços” oferecidos seja pelas operadoras ou por desenvolvedores independentes.

A popularização da 4G, com chances cada vez maiores de ser personificada pelo LTE, fomentará um novo mercado de aplicações e serviços móveis, principalmente os que envolvam conteúdo multimídia e aplicações de geoposicionamento.

Mais que isso: o LTE representa a primeira “banda larga móvel de verdade”, um conceito que o mercado se cansou de relacionar ao WiMax mas que, pela falta de investimentos no padrão pelo mundo, ainda não chegou a se concretizar.
E movimentações para que o LTE tome a definição no mercado para si não faltam.
Após a confirmação pelo 3GPP de que havia finalizado o esboço da especificação, a Verizon anunciou que começaria a procurar parceiros para estrear a primeira rede comercial LTE dos Estados Unidos entre o final deste ano e o começo de 2010.
Simultaneamente, a TeliaSonera anunciou em janeiro que selecionou parceiros para desenvolver sua rede do padrão na Suécia, que deverá ser lançada comercialmente também no começo do próximo ano.

Cada nova geração [de telefonia] significa duas coisas: mais velocidade para dados e capacidade de colocar o usuário no sistema; e necessidade de dinheiro para trocar todos os equipamentos de acesso.

Os prazos, no entanto, são flutuantes principalmente pelo impacto da crise econômica mundial nos investimentos reservados pelas operadoras em novos equipamentos.