Minhas impressões – Sun Tech Days 2009/2010 – Dia 1 (08-12-09)

Caros colegas,

Participei na última semana do Sun Tech Days 2009/2010, evento que aconteceu aqui em São Paulo, contando com a presença de grandes engenheiros da Sun e de ícones da comunidade Java do Brasil, e que tive o privilégio de me inscrever por um “golpe de sorte”, pois abriram-se entre o dia 02 e 03 de dezembro 200 inscrições gratuitas do evento, e tive sorte de me inscrever com sucesso 🙂


Vou disponibilizar para vocês agora um resumo de tudo o que aconteceu de acordo com a minha ótica.

Panorama 1: Para chegar até o local…

Para chegar até o local não foi as mil maravilhas no dia 08 de Dezembro…

Na madrugada/dia dessa data em SP choveu demais e tivemos um índice pluviométrico não esperado para o período, totalmente fora dos padrões. Portanto, vias principais congestionadas e o conseqüente problema do transporte público sobrecarregado. Levei quase 2h30 para chegar até o local (saída: 6h50 – chegada: 9h10!). Graças ao Google, GPS e Maps consegui encontrar o local, pois não conhecia a região e este foi meu primeiro Sun Tech Days 🙂

Panorama 2: Após a chegada

Presenciei uma organização/sinalização de locais/palestras/auditórios muito boa, fora a prestatividade dos envolvidos. Para pegar o crachá de conferencista não demorei muito tempo, além do espaço ser abrigador da chuva (acima de tudo…rs). De cara pude comtemplar as presenças do Marcelo Leal (SUN), Carlos Fernando Gonçalves (JavaNoroeste), Jorge Diz, Vinicius Senger e Yara Senger (Globalcode). Andando mais um pouco visualizei o mito James Gosling (!). Esperei mais 10 minutos até poder adentrar ao auditório principal. Nesse “meio tempo” fui visitar os estandes dos expositores, alguns como OpenSolaris, Oracle (é claro), Sun (é claro [2]) e Locaweb.

Após isso adentrei ao auditório principal para a primeira palestra do dia. Para saber sobre todos os palestrantes acesse esse link.

Boas Vindas ao Sun Tech Days – Luiz Fernando Maluf


Para dar as boas vindas ao pessoal do evento, o diretor para a América Latina da Sun Microsystems, Luiz Fernando Maluf, fez uma rápida apresentação mostrando o cenário no qual se encaixam os desenvolvedores Java (e usuários de tecnologias SUN) e como eles estão relacionados com o panorama do mercado, retorno profissional, técnico e financeiro, visando aproveitar as oportunidades que surgem no mercado de hoje: fim da crise, uso e expansão da plataforma Java pela linguagem Java (e outras) e abordagens acerca de novas tecnologias, como TV Digital, por exemplo. Agradeceu aos JUG leaders de comunidades, caravanas e o público do evento que estava presente.

Showcase de Tecnologia: Inspire-se! – Simon Ritter e Angela Caicedo

Antes do “pai do Java” falar sua “visão futurista” da plataforma, Simon Ritter e Angela Caicedo apresentaram alguns exemplos de aplicação das tecnologias Java e Sun do momento.  As implementações e demos foram mostradas para o público.

Simon mostrou como JavaFX pode ser produtivo, gerando animações com figuras ou vídeos, para Web ou Desktop, sem escrever uma linha de código e usando apenas uma “interface amigável de arrastar, soltar, colocar botões e etc.”. No fundo é o JavaFX Platform Suite, que pode ser usado como plugin para ferramentas pagas como Adobe Photoshop, Illustrator e etc. O objetivo era mostrar a produtividade da ferramenta com o objetivo de criar aplicações RIA com pouco “trabalho” (vulgo escrita de código).

Angela Caicedo mostrou uma tecnologia que achei bem interessante: uma “lousa mágica” usando JavaFX. Se trata de uma lousa de vidro, transparente, que por trás dela havia um projetor multimídia (projetando um quadro negro, lousa) com um Wii Remote em cima captando sinais de movimento e toque feitos com uma luva (a qual ia tocando a lousa ou “escrevendo” na mesma). As respostas eram enviadas via bluetooth para um notebook que processava as coordenadas e passava para uma aplicação JavaFX. Com isso era possível relacionar na aplicação o ponto tocado e a significância disso: se era um botão ativado da aplicação que deveria abrir uma paleta de cores, se era para limpar o quadro e etc.

Esse exemplo mostrou a sinergia de algumas tecnologias, além de Java e soluções SUN, que podem gerar modelos inteligentes tão bons quanto o apresentado.

O que está acontecendo com o Java? – James Gosling


Após o showcase James Gosling subiu ao palco para o frissom dos presentes, que puderam comtemplar o “mito”. O overview de James Gosling estava relacionado com as novidades da plataforma Java: mais de um assunto foi abordado, como JavaFX, NetBeansGlassfishJava EE6 e etc.

Sobre o Glassfish foi mantido o discurso de ser o servidor de aplicação mais rápido, baixado e performático do mercado (lógico…rs). Foram mostrados “gráficos e informações comprovando”. O mesmo está a muito tempo na versão V2, mas a versão V3 (lançada no dia 10/12) terá suporte a Java EE 6. Gosling fez algumas demos mostrando um menor tempo de redeploy para as aplicações, quase instantâneo, evidenciando uma melhoria na capacidade de criação e manutenabilidade de projetos via Glassfish.

Uma das novidades mostradas pelo mesmo foi o lançamento da JavaStore, que no momento está disponível apenas para o público americano, mas que tem previsão de abrangência maior e sair da fase beta no ano de 2010.

Gosling e Tim Boudreau, especialista em Java Card, fizeram uma demo mostrando o novo suporte para contenção de aplicações Web, http e https, embarcados (um servidor web dentro de um chip!).

O NetBeans foi citado como IDE padrão e está na sua versão 6.8 com suporte a Java EE6 também (Gosling indica “jogar no lixo” o EmacsViEclipse, inclusive…rs).

No final da apresentação, e de praxe para eventos da Sun, muitos brindes foram jogados para o público (Camisas da Sun e “Dukes“).

Glassfish V3: O servidor de aplicativos de última geração – Sang Shin


Sang é um velho conhecido do Brasil e de Sun Tech Days: essa foi a sua oitava viagem ao Brasil. Ao olhar para o mesmo sabia que conhecia ele de algum lugar. Voilá! Me veio a lembrança de já ter visto um vídeo no youtube dele “dançando” em uma das edições do Sun Tech Days. Confiram abaixo e tirem suas conclusões…rs.

Alguns pontos a ressaltar da apresentação

  • O objetivo do Glassfish V3 é ser o melhor servidor de aplicações do mercado: é compatível com Java EE 6, modularizado (baseado em OSGi e usando Apache Felix), sem limites de containeres e pode rodar containeres Java ou não-Java;
  • Glassfish tem suporte a mais de 200 bundles OSGi e podem ser desenvolvidos outros mais;
  • Existem 3 tipos de bundles: relacionados a kernel, containeres ou serviços;
  • Monitoramento e gerenciamento através de console web e asadmin;
  • Facilidades de um ambiente composto por Netbeans 6.8 + Glassfish v3 + Java EE 6, tendo-se desenvolvimento e deploy de aplicações “sem dor” e com muito mais rapidez. O deploy/redeploy automático mantém sessões e informações existentes de sua aplicação, mesmo após restart do servidor.

Os demos executados durante a apresentação, e que embasavam a teoria passada, se encontram no site mantido pelo próprio Sang Shin, o javapassion.com (não acessar java.passion.com…é NSFW…rs.). Eis alguns abaixo:

No final de sua apresentação Sang convidou para subir ao palco Jerome Dochez, principal engenheiro da Sun no desenvolvimento do Glassfish, para responder algumas perguntas do público e apresentar o seu overview da nova versão.


Para os interessados, a apresentação de Sang se encontra disponível para download por este link.

JDK7: O futuro da plataforma Java – Simon Ritter


Simon Ritter trouxe um overview para o público com as novidades do JDK7. Os pontos mais relevantes escrevo abaixo:

  • JDK7 está pronto, aberto e em constante desenvolvimento pela comunidade, o JSE7 ainda não está pronto e precisa de alguns pontos para ser resolvido (no JCP);
  • Sobre a linguagem as mudanças são: annotations on java types (JSR308); Project coin e modularidade (JSR294). Vale lembrar que todas as mudanças estão aprovadas;
  • Sobre o core: Projeto Jigsaw (a JSR294 impacta tanto no core quanto na linguagem. Modularidade = Jigsaw); atualização em concorrência e collections (JSR166); novas API’s a respeito de IO (NIO2);
  • Suporte a linguagens dinamicas (da vinci machine project) e Garbage G1 são bem importantes e de grande relevância também;
  • Uma das mudanças interessantes foi o uso de números binários de forma declarativa (int b = 0b01010101, binary b = 0X09AB), separação de grupos de números long por underscore (Long l = 9_938_827_122) e Switch usando string;
  • Gerenciamento automático de recursos: cláusulas try/catch que sempre precisam de um finally para fechar algum recurso (alguma_coisa.close) agora não mais precisam. A JVM gerencia isso (!);
  • Multi catch (2 cláusulas de exceção com o mesmo tratamento): talvez possa voltar no JDK7;
  • Invoke Dynamic bytecode (JSR292).

Sobre o projeto Jigsaw, em particular:

  • O JDK é grande, muito grande (só no JDK6 temos 47 pacotes toplevel e mais de 4000 classes), um problema em relação a tempo de download de pacotes e tempo de startup de algumas aplicações, por se usar bibliotecas demais;
  • Há dificuldade de se criar uma “plataforma fina, concisa e leve”, principalmente para dispositivos mobile dos dias de hoje, por exemplo. Para isso foi criado o projeto Jigsaw.
  • Já existe um projeto  de OpenJDK baseado no JigSaw;
  • A intenção de “código modular” é criar código limpo e bem direcionando para uso, criando uma não dependência de código e uso de bibliotecas entre programadores (commiters) ou código implantado em cliente, não dando propósito a erro. Os módulos terão versionamento, portanto você poderá definir no seu código qual a versão do módulo que você vai querer usar na sua aplicação.

Nessa versão foi bastante pensado nas mudanças a serem feitas, para não cair no erro do assert (java 1.4) e enum  (java 1.5), fato que “quebrou muitos códigos” antigamente. Simon reiterou que “trabalhar mudando e adaptando java é realmente pesado”.

O Lançamento final do JDK está marcado para Setembro de 2010. A plataforma Java tende a fica mais poderosa e abrangente, sem dúvida.

Ginga, Lwuit, JavaDTV e você – Dimas Oliveira & Tamir Shabat


Dimas Oliveira é um grande conhecido da comunidade Java no Brasil quando o assunto é TV Digital. Referência, esteve presente no Profissão Java, Java@TV Digital e OpenTDCTamir Shabat, especialista em desenvolvimento com Lwuit e TV Digital foi palestrante no Java@TV Digital. Em todos esses eventos eu estive presente e vocês podem acompanhar os posts pelos links anteriores (o Java@TV Digital ainda hei de escrever). Nesse Sun Tech Days a apresentação de ambos foi um “compilado” do que já tinha sido apresentado nesses eventos. Abaixo algumas informações dessa apresentação:

  • Perspectiva de no próximo ano termos 25 milhões de tv’s ligadas ao sinal digital, ou seja, é uma oportunidade palpável e direta para desenvolvedores gerarem aplicações, sendo que no ano que vem o Ginga estará mais maduro e a disponibilidade de set-up-boxes tende a ser maior;
  • Histórico da TV Digital não é de hoje: desde 2005 há desenvolvimento;
  • Para que já conhece Java é preciso aprender cerca de 8% a mais de Java para desenvolver para TV Digital;
  • TV interativa = TV + aplicações (não é simplesmente um browser com acesso a internet na TV);
  • Locais de estudo: Forum SBTVDjavatv-developers.


No final da apresentação Tamir mostrou uma demo, usando NetBeans + Lwuit (for TV Digital), de uma aplicação interativa para TV Digital baseada em uma aplicação real que a Rede Globo estaria disposta a usar. Um set-up-box foi usado para demostrar ao vivo os exemplos de interatividade desta aplicação.

Ajuste no desempenho do GC – Simon Ritter


Simon baseou-se para sua apresentação em 4 pontos:

  • Opções para a JVM da Sun;
  • Garbage collector;
  • Garbage first;
  • Dicas para tunning do GC.

No início foi exposta a evolução do gerenciamento de recursos, onde antigamente o desenvolvedor era responsável por alocar e desalocar memória (em C: malloc and free; em C++: new and delete). Hoje no Java só é preciso criar os objetos (“new”). A JVM se encarrega de gerenciar a memória (Garbage Collector).

Basicamente temos 3 tipos de opções, quando gerenciamos o GC:

  • Standard options:  todas plataformas;
  • -X options: não são aplicáveis a todas as plataformas;
  • -XX options: -não são aplicáveis a todas as plataformas e podem precisar de privilégios adicionais para usá-las.

Para maiores detalhes, favor consultar a documentação da Sun.

As dicas mais importantes passadas pelo Simon foram:

  • multi processos e cores criam objetos novos (todos tentam acessar o eden ao mesmo tempo): Solução: -XX:TLABSize=size-in-bytes ou -XX:ResizeTLAB;
  • Serial: indicado para maioria das aplicações para desktop;
  • Paralelo: indicado para maquinas com multiplos cores e bastante memória;
  • “JVM ergonomics”: comece usando -XX:+UseParallelGC e -XX:+UseAdaptiveSizePolicy;
  • Rode a opção -server;
  • As opções -XX:MaxGCPauseMillis=n e -XX:GCTimeMillis=n podem performar, mas não são garantidas;

Sobre GC e escolhas de Design:

  • Serial (-XX:+UseSerialGC);
  • Paralelo (-XX:+UseParallelGC). Para Tuning: -XX:UseParNewGC  e -XX:ParallelGCThreads=n, onde n é o número de CPU’s;
  • Concurrent (-XX:+UseConcMarkSweepGC). Para Tuning: -XX:ParallelCMSThreads=n, onde n é um quarto do número de CPU’s ; -XX:CMSInitiatingOccupancyFraction; -XX:+CMSIncrementalMode (off); -XX:+CMSIncrementalDutyCycle=n% (indicado n=50));
  • Stop the world;
  • Compacting (-XX:+UseParallelOldGC);
  • Non compacting;
  • Coping.

Sem dúvidas o G1 terá melhorias consideráveis para performance e foram mostrados exemplos de diagramas de alocação de memória com as respectivas legendas. Para saber mais, faça o dowload de um paper da Sun sobre o G1, por esse link.

Programação JavaFX para dispositivos móveis – Angela Caicedo


A apresentação foi bastante técnica e com muitos exemplos de código e demos. Foi uma sessão voltada para desenvolvedores que já conhecem a plataforma JavaFX e a plataforma de desenvolvimento de dispositivos móveis. Em resumo foi passado:

  • Introdução a MIDlets, MSA e JavaFX Mobile;
  • Conceitos de Mobile RIA , MVC, “stage e scene” e construção de UI’s;
  • Migrando aplicações de JavaFX desktop para JavaFX mobile;
  • Melhores práticas de performance;
  • Mobile samples e adição de mídias;
  • Demos.

A idéia central é: existem várias aplicações e modos de aplicar JavaFX para mobile devices, e essa é uma tendencia do mercado.

É preciso saber trabalhar com Java Micro Edition,  MIDP e aplicações e Wireless Toolkit (JavaME SDK). Algumas API’s de Java são essenciais: java.lang e java.io, além das específicas para desenvolvimento mobile: java.microedition. Com isso você consegue criar, editar, compilar, debugar, empacotar, testar e fazer deploy de aplicações (ou seja, tudo…rs).

O ambiente indicado para isso: Netbeans 6.8 + WTK (Wireless Toolkit) 2.5.2/JavaMe SDK 3.0.


Em termos de desenvolvimento:

  • Java ME MSA platform (JSR248 – Mobile Service Architechture). Essa é a base e dá suporte a tudo: audio, vídeo, camera, SIP, bluetooth, etc;
  • Para construir aplicações  de UI no MSA use API de alto nível (MIDP 2.0 widgets): é fácil, rápido e tem a beleza nativa de UI;
  • Há outras API’s disponíveis: JSR226 (SVG Tiny 1.1), JSR184 (3d graphics API) e OpenGL, por exemplo;
  • JavaFX mobile cria RIA para mobile;
  • Ao invés de trabalhar com aplicações de media (gimp, photoshop), passar as imagens para o MIDP  e só depois portar para o celular, agora você pode usar qualquer ferramenta de media (gimp, photoshop, adobe), passar pelo editor de media do JavaFX e portar isso para JavaFX mobile direto ou trabalhar via Netbeans para depois portar;
  • Modelo MVC pode ser implementado: Model (dados e sua lógica), View (Rich UI) e Controller (regras de processamento).

Para maiores detalhes e exemplos: http://javafx.com/samples

Linguagens de criação de scripts: opções para a JVM – Simon Ritter


Finalizando o primeiro dia (ufa!) o lema foi: Languages everywhere. Para o JDK7 é imprescindível saber o poder das linguagens dinâmicas e as mudanças que elas trarão. No caso são 4 que se destacam, ou melhor, são as que realmente são levadas em conta: Groovy, Ruby, Scala e Clojure.

Mas porque o número excessivo de linguagens? Liberdade de escolha e diferentes linguagens resolvem problemas de tipos diferentes. Java + todas elas + JVM : muitos poderes! (domain specific languages).

Abaixo um resumo de cada uma delas:

GROOVY

  • Linguagem OO;
  • Sintaxe é muito similar a Java, além de ser compacta e concisa;
  • Groovy herda classes Java e implementa interfaces Groovy ;
  • Permite closure e sobrecarga de operadores (-, +, * ou /), uma “máxima” das linguagens de script;
  • Integração com Java via JSR223;
  • Use groovy quando precisar de novas features que Java não tem pois os códigos se aproximam muito;
  • Meta object protocol – MOP (provê comportamento dinâmico para groovy);
  • Livro indicado: Groovy in Action (Dierk Konig).

RUBY

  • Imperativo, funcional e reflexivo (suporta muitos paradigmas programacionais);
  • Excelente suporte a metaprogramação e reflexão;
  • Suporte a continuação (“congela” um ponto e pode voltar a um anterior);
  • Tudo em ruby é objeto;
  • Tudo é chamada de método (obj.fred é o mesmo que obj.send(:fred));
  • Métodos podem ser invocados com ou sem parênteses.

SCALA

  • Puramente orientada a OO e tudo é objeto;
  • Scala não permite overload do operador true;
  • Array index é acessado por () e não [];
  • Não tem pré ou pós incremento (i++ ou ++i);
  • Arrays são mutáveis (ao contrário de Java);
  • Scala não suporta membros staticos (usar singletons no caso!);
  • Scala não requer construtor (pode ser definido implicitamente num código anonimo e se quiser fazer overload pode usar this).

CLOJURE

  • Modelada em Lisp;
  • Linguagem functional;
  • Funções são stateless;
  • Todos os dados são imutáveis;
  • Tem algumas complicações pois é uma linguagem onde se deve conhecer “onde se colocar as chaves, parênteses, ou chaves”.

A “sacada” é estar por dentro do JDK7 que vai dar suporte a linguagens dinâmicas de forma mais aberta (InvokeDynamic bytecode – JSR292).

Conclusão do dia 1

Como não podia deixar de ser, uma “avalanche” de informação…rs. Apesar de já ter visto muitos dos termos apresentados em outros eventos, sempre é bom revê-los por outras pessoas e com outras explicações. O primeiro dia foi de bom grado para mim, até uma camisa da Sun eu ganhei 🙂 . E a volta para casa mais tranqüila…rs.

Amigos leitores, essa foi a primeira parte do meu relato desse evento. Agradeço desde já os que deram uma passada por aqui e publicarei o mais breve possível a parte 2 da história.

Até logo!

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Convite de participação no ambiente de desenvolvimento Ginga-J

Notícia recebida por mim via email, publicada também pelo blog b4dtv (blog for digital tv) e agora sendo divulgada por esse blog. Para os interessados em TV Digital, Ginga-J e desenvolvimento nessa promissora plataforma eis mais uma chance!

Não deixe de acompanhar também a lista de discussão do SOUJava, a respeito de TV Digital. Inscreva-se (tvdigital-subscribe@soujava.dev.java.net)!

Divulgando mensagem enviada pelo Raoni Kulesza, do LAVID (Universidade Federal da Paraíba), à Comunidade Ginga no Portal do Softwre Público (os grifos são por minha conta):

“Caros,

Estamos disponibilizando a partir de hoje (02/12/2009) um ambiente para acompanhamento e participação do desenvolvimento dos projetos relacionados ao Ginga-J.

Serão disponiblizados inicialmente 2 (dois) projetos em andamento: (1) candidate release da implementação de referência Ginga-J e (2) o emulador Ginga-J.

Para acessar o ambiente, por favor se cadastre na seguinte URL:
http://ginga.lavid.ufpb.br

É recomendado que o cadastro utilize o mesmo e email da comunidade Ginga, pois isso vai facilitar uma futura migração (ver explicação abaixo).

Inicialmente todos serão cadastrados como observadores (viewers) dos projetos, com essa permissão já é possível ter acesso às seguintes funcionalidades:

  • Acompanhamento das últimas atualizações dos projetos
  • Acompanhamento das atividades em andamento e planejadas
  • Acesso a estatísticas do repositório do controle de versão
  • Acesso ao código-fonte do repositório do controle de versão
  • Wiki com material técnico sobre desenvolvimento de middleware, aplicações e Ginga-J

Como ainda estamos integrando o código do Ginga-NCL e Ginga-J, decidimos em conjunto com a PUC-Rio, hospedar o desenvolvimento Ginga-J num ambiente temporário fora do Portal do Software Público. A partir da integração das duas implementações e adaptação das ferramentas do Portal do Software Público, migraremos o ambiente para o Portal do Software Público dentro da Comunidade Ginga.

Entretanto, vamos continuar utilizando o Portal como canal de comunicação.

Em breve divulgaremos mais informações sobre a utilização do ambiente e participação em cada projeto.”

leia a ensagem original (requer cadastro no portal):
Convite de participação no ambiente de desenvolvimento Ginga-J

UFPB/Ginga-J na Comunidade Ginga do Portal do Software Público

Retirado do blog b4dtv. Acompanhem as novidades da TV Digital na Comunidade Ginga do Portal do Software Público!

“Caros,

Meu nome é Raoni Kulesza e, como alguns já sabem, faço parte da equipe técnica da UFPB que trabalha na especificação e implementação de referência da norma Ginga-J do SBTVD.

Gostaria de avisar que a partir de hoje, a equipe da UFPB passará a dar suporte a implementação de referência do Ginga-J, ferramentas e assuntos relacionados nos fóruns da Comunidade Ginga.

Em breve também será aberta uma sub-comunidade Ginga-J aqui no Portal com bastante novidades sobre essa nova e rica plataforma de desenvolvimento de aplicações para TV Digital.

Nosso objetivo é juntar esforços com o sucesso já obtido até aqui pela equipe da PUC-Rio e divulgar da melhor forma possível tecnologia Ginga.

Abraços.

Raoni Kulesza. “

Leia a thread (necessário cadastro no portal): UFPB/Ginga-J na Comunidade Ginga do Portal do Software Público

P.S. : O pessoal da UFPB e o Raoni estavam no FISL10 e apresentaram uma palestra sobre Ginga-J e Java DTV.

OpenGinga RC2 está liberado para download!

Para os interessados em TV Digital e Java, como eu, está disponível para download o código fonte do OpenGinga RC2, que é a plataforma de desenvolvimento do middleware Ginga, pertencente ao nosso sitema de TV Digital.

Como melhorias podemos citar:

  • Implementação do LWUIT, adaptado para TV Digital, de acordo com a norma JavaDTV;
  • Correção de bugs da primeira versão, é claro.

Deixo meus parabéns ao pessoal do LAVID/UFPB, que manteve a promessa de liberação de conteúdo a cada 2 meses (a primeira versão liberada foi no mês de Julho, após o FISL10).

Interessado? Acesse então o site do projeto e descubra o que o OpenGinga é capaz de fazer…

Lançamento do Livro “Programando em NCL 3.0”

Para os interessados em TV Digital e Ginga, no dia de hoje recebi via email a seguinte informação:

A Editora Campus-Elsevier e a SET – Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão convidam os membros da Comunidade Ginga para o lançamento do livro “Programando em NCL 3.0” de autoria dos Professores Luiz Fernando Gomes Soares e Simone Diniz Junqueira Barbosa.

Data: 27 de agosto de 2009, Quinta-feira, às 16h
Local: Centro de Exposições Imigrantes
Broadcast & Cable 2009
Estande 35C e 35D da SET
Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5
São Paulo – SP
Contato: (11) 5105-8555

Quem deseja trabalhar com TV Digital, entender o middleware ginga e a máquina Ginga-NCL é uma boa pedida.

Atualizado em 06-09-09, as 14h16

Já existe a venda deste livro em város sites de compra online. Está variando de R$ 106,25 a R$ 125,00. Mais detalhes em:

A norma Ginga-J

Um texto de referência para o entendimento do middleware Ginga, a ser usado no sistema de TV Digital. Texto escrito por Valdecir Becker, do IMasters.

A norma Ginga-J

Está em consulta pública na ABNT a norma Codificação de dados e especificações de transmissão para radiodifusão digital – Parte 4: Ginga-J – Ambiente para a execução de aplicações procedurais, que especifica o uso da linguagem Java para o desenvolvimento de aplicações para TV digital Interativa. Até o momento apenas a norma Ginga-NCL, discutida nos texto anteriores desta seção está oficializada, prevendo as linguagens NCL e Lua para o desenvolvimento das interatividades na TV digital brasileira.

A norma Ginga-J ficará em consulta pública até 17 de julho. Qualquer pessoa ou empresa pode se manifestar sobre a norma, aprovando-a integralmente, reprovando-a ou sugerindo alterações. Nos dois últimos casos é necessário anexar um documento com a justificativa ou as alterações sugeridas, respectivamente. Depois desse processo, a norma volta para o Fórum do SBTVD, responsável pela sua redação. O Fórum fará as análises dos votos, podendo aceitar ou não as alterações sugeridas. Depois disso, a norma é enviada para o Comitê Consultivo do governo federal, responsável pela homologação da mesma. Esse processo deverá levar cerca de 90 dias, talvez um pouco menos, dependendo das burocracias do Fórum e do governo. Dessa forma, é possível lançar oficialmente a interatividade antes do natal. As emissoras de TV estão apostando em um “natal interativo” para a TV digital.

O Ginga-J é composto por um conjunto de API (Application Programming Interface,  Interfaces de Programação de Aplicativos), usadas para desenvolver todas as funcionalidades para a implementação de aplicativos para televisão digital. Isso inclui desde a manipulação de dados multimídia até protocolos de acesso. O middleware Ginga é obrigatório para todos os receptores com interatividade, compreendendo set top boxes, TVs com recepção digital embutida, computadores multimídia e clusters locais de aparelhos conectados via redes domésticas (Home Area Networks , HAN).

Essa norma completa as normas anteriores, incluindo a Ginga-NCL. Para o desenvolvedor de aplicativos em NCL e Lua não muda nada, pois é possível escolher em quais linguagens programar as interatividades. Pode ser NCL sozinho, Java sozinho, NCL+Lua, NCL+Java ou NCL+Java+Lua.
Como já vimos em textos anteriores,  o Ginga-NCL (ou Máquina de Apresentação) é um subsistema lógico do middleware Ginga que processa documentos declarativos NCL. Outros módulos importantes são o usuário baseado em XHTML, que inclui uma linguagem de estilo (CSS) e intérprete ECMAScript, e o mecanismo LUA, que é responsável pela interpretação dos scripts  LUA.

A norma em consulta na ABNT também faz parte do middleware Ginga, porém processa aplicações procedurais desenvolvidas em Java, que recebem o nome de Xlets. Um componente-chave deste ambiente é o mecanismo de execução do conteúdo procedural, que tem por base uma Máquina Virtual Java.

A arquitetura completa do middleware Ginga é mostrada na figura abaixo. O Ginga é estruturado de forma a organizar as partes comuns, que independem da linguagem de programação dos aplicativos, como segurança e gerenciamento de mídias e fluxos de áudio e vídeo. A máquina de execução é responsável pela decodificação dos Xlets, enquanto a máquina de apresentação trata as aplicações declarativas. Em caso de a aplicação declarativa conter código procedural Java, há uma ponte entre as duas máquinas, que executam simultaneamente.

É preciso ressaltar que essa arquitetura se aplica apenas a receptores fixos e móveis. Receptores portáteis não possuem máquina de execução, nem máquina virtual Java.

Apenas para atualizar o panorama da implantação da TV digital no Brasil, o processo está adiantado em quase dois anos. Vinte cidades já dispõem de sinal digital, sendo 16 capitais, compreendendo mais da metade da população brasileira. Os receptores, cujo preço abusivo foi muito criticado no lançamento da TV digital em 2007, custam menos de R$ 400,00. O único problema é que a maioria dos fornecedores está sem estoque, segurando as vendas para incluir a interatividade nos próximos lotes. Até empresas desenvolvedoras de aplicações têm tido problemas para adquirir quantidades maiores de set top boxes. As 20 cidades com sinal digital são: São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Campinas (SP), Cuiabá (MT), Salvador (BA), Florianópolis (SC), Vitória (ES), Uberlândia (MG), São José do Rio Preto (SP), Teresina (PI), Santos (SP), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Fortaleza (CE) e Recife (PE).

Fórum pretende tornar Ginga-Java reconhecido internacionalmente

Notícia retirada do site IGNow.

São Paulo – Linguagem para software de interatividade na TV Digital desenvolvido no Brasil pode virar padrão para sistemas de outros países.

O Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (FSBTVD) pretende fazer com que o Padrão Ginga-J, ou Ginga-Java, se torne o padrão internacional para interatividade na TV Digital.

Na última reunião do fórum, realizada na segunda-feira (25/05), os integrantes decidiram que vão trabalhar com o propósito de obter o reconhecimento da União Internacional de Telecomunicações (UIT, órgão regulador de telecomunicações da ONU) do Ginga J como uma linguagem compatível com middlewares de interatividade de todo o mundo.

Middlewares são programas que conectam equipamentos e serviços, como o aparelho de TV, e o sinal de TV digital e seus aplicativos de interatividade.

O padrão JavaDTV – que usa a linguagem Java – foi escolhido pelo fórum no início de maio para compor o padrão nacional de middleware Ginga junto com o sistema NCL (Nested Context Language – desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-Rio).

O UIT aprovou no início do mês o padrão Ginga-NCL como regulamentação válida dentro do sistema japonês de TV Digital que o órgão reconhece, juntamente com o padrão norte-americano e o europeu.

Ana Eliza, coordenadora do Módulo Técnico do Fórum SBTVD, explica que o fato de a UIT aprovar o Ginga-NCL mostra que o mundo inteiro poderá confiar no padrão para desenvolver seus middlewares. “Agora, queremos levar também o Ginga-J para reconhecimento no órgão e provar que ele é compatível e se inter-relaciona com qualquer middleware do mundo. Cada governo é livre para usar o padrão que quiser, mas obter o reconhecimento da UIT eleva o status e a confiança de outros países a adotarem o sistema”, explicou Ana.

Ana Eliza explica ainda que é objetivo do UIT harmonizar os middlewares de todo o mundo, para que os aplicativos sejam compatíveis em qualquer país.  “Com a harmonização, um conteúdo interativo desenvolvido para os EUA poderia ser reaproveitado em qualquer outro país”, explicou a especialista.