Como seria Pulp Fiction no Google Wave?

Excelente vídeo, mostrando a gama de funcionalidades do Google Wave. Para quem assistiu Pulp Fiction vai achar muito bom e engraçado o vídeo! Retirado do site INFO Online.

Se Quentin Tarantino fosse obrigado a trocar suas câmeras por um Google Wave, como ele narraria uma cena?

Mais ou menos neste espírito cibernético, o videomaker americano Joe Sabia recriou uma passagem do clássico cinematográfico “Pulp Fiction”, de 1994, usando apenas ferramentas do novo sistema de conversação do Google.

Na versão prévia do Wave, sem cortes, o personagem Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) interroga o temeroso Brett (Frank Whaley) por meio de imagens, vídeos no YouTube, músicas, gravações de voz e aplicativos de jogos.

A turbulenta injeção de figuras e sons dura menos que três minutos, mas cumpre o papel de representar uma cena virtual similar às cenas dos longas-metragens do diretor americano.

A pergunta que fica é: será que virá uma versão para “Cães de Aluguel”, ou, quem sabe, para o mais recente “Bastardos Inglórios”?

Google vai liberar 100 mil contas do Wave

Notícia retirada do  InfoOnline. Para os interessados em testar o serviço fiquem atentos a data de liberação (30-09-07).

D. Peterson/Google

Google vai liberar 100 mil contas do Wave
Encontro entre engenheiros do Google na Oceania: estabilidade do Wave em

Google Wave: revolução na colaboração em Software Livre?

Para aqueles que estiveram presentes ( e os que não puderam estar presentes, como eu 😦 ) no Google Developer Day 2009, deixo para leitura um artigo esclarecendo o que é, os aspectos e os impactos que o Google Wave terá na comunidade OpenSource. Ainda não tive a oportunidade de testar ou ter uma conta do Google Wave, mas aguardo a oportunidade ou os reports daqueles que estão usando. Escrito originalmente por Ryan Cartwright (FreeSoftwareMagazine.com) foi traduzido pelo Roberto Bechtlufft e disponibilizado no site Guiadohardware.net. Confira abaixo o texto na íntegra!

Will Google Wave revolutionise free software collaboration?
Autor original: Ryan Cartwright
Publicado originalmente no:
freesoftwaremagazine.com
Tradução: Roberto Bechtlufft

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Caso você ainda não saiba, o Google lançou um preview de sua nova rede social e ferramenta colaborativa, o Wave. Que impacto o Wave pode ter nos usuários e desenvolvedores do software livre?

O Google diz que o Wave é “uma nova ferramenta para comunicação e colaboração pela web”. Pense nele como um misto de email, rede social, instant messenger, IRC e Twitter. Ele oferece (ou melhor, oferecerá) meios de comunicação e feedback imediato aos outros participantes. Usando uma conversa como base de uma “onda”, ele permite que outras pessoas na conversa vejam o que você escreve em tempo real, enquanto digita. Chega de ter que esperar seu amigo acabar de escrever a mensagem dele. O Wave também permite utilizar, na mesma ferramenta, uma espécie de quadro de avisos que exibe as mensagens, de modo que os participantes possam acompanhar a conversa mesmo se entrarem depois. Ele oferece recursos interessantes que permitem responder a partes diferentes de uma mensagem sem perder o contexto. Novos participantes podem entrar a qualquer momento, obtendo não apenas o histórico completo da “onda” como também podendo exibir um “playback” do desenvolvimento dela, que mostra quem escreveu o que e quando, em ordem cronológica.

É, eu sei, outra ferramenta de rede social, e daí?

Por mais interessante (ou não) que isso possa parecer, que impacto ou efeito o Wave terá sobre nós, usuários (e particularmente desenvolvedores) de software livre? Para começar, o Wave está sendo desenvolvido sob um novo protocolo aberto, e o Google quer nossa ajuda para formá-lo. O protocolo está disponível sob termos abertos, acompanhados do que o Google chama de uma licença de patentes “liberal” (seria isso um oximoro?). Com um protocolo aberto por trás dessa tecnologia, o Google está nos convidando ativamente a contribuir com, distribuir e propagar essa tecnologia. Isso significa que nós, usuários do software livre, poderemos criar ferramentas livres que usem o protocolo do Wave. Um protocolo livre certamente é uma boa pedida: nada de acordos de confidencialidade ou de taxas de licenciamento, como acontece com o GIF e com o MP3. O Google também está pedindo a nossa ajuda para construir o protocolo em si. As contribuições são feitas sob um acordo de licença de colaborador que insiste que você conceda uma licença ao Google e ao destinatário de suas contribuições “para reproduzir, preparar trabalhos derivados de, exibir publicamente, utilizar publicamente, sublicenciar e distribuir suas contribuições e trabalhos derivados”. Parece que o Google está começando do jeito certo. Só o tempo dirá, é claro, mas acho que não devemos ser muito céticos, essa é uma oportunidade real. Enquanto o Android é um sistema aberto em hardware fechado, o que o torna semifechado no processo, aqui nós temos uma chance de transformar o Wave em um lar para ferramentas livres baseadas na API do Wave, usando o protocolo dele.

O Google deu algumas declarações sobre a intenção de manter o código aberto, mas até agora não divulgou código algum (exceto, talvez, no preview para desenvolvedores, do qual eu não estou participando), mas mesmo que o código da API continue fechado, ter um protocolo aberto (e uma licença liberal de proteção de patentes) significa que nós poderemos criar ferramentas que usem o protocolo, e que quem usar as ferramentas do Google poderá colaborar com elas (ao menos em teoria).

Mas o que o Wave pode nos oferecer?

Pense em como o software livre é desenvolvido. Mais do que qualquer outro grupo de produtos, o software livre talvez seja o que exige maior esforço colaborativo da parte de seus criadores. Graças ao SVN, ao Sourceforge e outros, nós temos formas de compartilhar o código fonte e algumas ferramentas para nos comunicarmos durante os estágios de desenvolvimento: wikis, fóruns, listas de discussão etc. Mas imagine só ter uma “onda” para os desenvolvedores de um projeto de software. Cada membro contribuindo (em tempo real, se quiser) em uma conversa, sem medo de perder o fio da meada conforme as threads se expandem. Os novos membros que chegarem podem dar um replay da discussão para ver como ela chegou ao ponto atual. Fragmentos de código podem ser postos dentro da conversa e editados em tempo real por outros membros. E tudo isso usando uma das interfaces mais comuns do pedaço, o navegador. Os eventos que reúnem grupos de hackers em um mesmo local para a criação de código (as “hack fests”) vão poder contar com a participação daqueles que não puderem comparecer fisicamente, bastando que todos usem uma “onda”. As grandes cabeças pensantes não vão mais ficar de fora por falta de tempo para comparecer [1].

Se eu pareço empolgado, é porque estou empolgado mesmo. O Google Wave tem potencial para ser bem mais do que o habitual bafafá periódico sobre as novas sensações da mídia. Ele tem chances de crescer e mostrar a que veio, trazendo grandes melhorias na forma como desenvolvemos o software livre. Sim, já me ocorreu que os desenvolvedores proprietários podem usar o mesmo sistema para produzir seu software, mas vamos ser francos: qual grupo está mais acostumado à colaboração — ou melhor, qual grupo depende dela?

Já ouvi pessoas comentarem que o Google Wave pode ultrapassar o Twitter e o Facebook em 2011. Não sei se isso vai acontecer, e não dou a mínima para isso, mas acho que ele tem potencial para ter um impacto tão grande sobre o desenvolvimento de software livre quanto o CVS e os wikis.

[1] Não que eu já tenha ouvido histórias desse tipo, só estou imaginando.

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Créditos a Ryan Cartwrightfreesoftwaremagazine.com
Tradução por
Roberto Bechtlufft <robertobech at gmail.com>

–> Atualizado em (05-07-09, as 20h50)

Para complementar o assunto há um artigo que li hoje e achei interessante, denominado “Google Wave, o email de primeiro mundo!“, presente no Blog do Boaglio.