Minhas impressões – Arduino no IFSP: 4ª reunião – 19/03/11

Caros leitores desse blog,

No sábado participei da 4ª reunião do grupo Arduino no IFSP, no próprio Instituto Federal de Educação Tecnológica de São Paulo (a.k.a CEFET-SP, ETFSP, Federal e outros nomes afins). Para aqueles que queiram saber mais detalhes de quais atividades são desenvolvidas e qual o propósito do grupo indico a leitura do post “Arduino no IFSP: estudo, diversão e conhecimento“, contido nesse mesmo blog e escrito por mim.

Pretendo nesse post enumerar algumas coisas que presenciei por lá, o encontro de número 4 do grupo foi bastante proveitoso 🙂

Panorama

Sábado às 12h estava marcada a 4ª reunião do grupo Arduino no IFSP, na própria instituição que dá nome ao grupo. Pela thread da lista de discussão a previsão era de uma presença de público bem legal para um sábado, muitas pessoas estavam animadas para comparecer.

Tivemos presença de membros dos cursos técnico, tecnólogo, engenharia, mestrado, professores (do próprio instituto e do SENAI) e entusiastas (dentre eles o criador da placa Severino, o Adilson Akashi).

Cheguei ao local por volta das 13h e já haviam membros trabalhando em confecção de placas, discussão de projetos usando Arduino e demos de projetos de alguns membros com mais experiência no grupo (Felipe Flores, Allyson Rodrigues e Rafael Melo) sendo apresentadas. Todas as pessoas, independente do nível de conhecimento e/ou aprendizado com Arduino puderam aprender algo útil e levar informação nova para casa, pra mim esse foi o maior e está sendo o maior êxito das reuniões. #WIN 🙂

Demos de projetos apresentados

  • Controle de modos de lavagem de uma máquina via Arduino + Display LCD (Allyson Rodrigues)

Esse é um projeto que o Allyson Rodrigues, formado em Tecnologia em Sistemas Eletrônicos, vem tocando para implementação na própria empresa na qual ele trabalha. O objetivo é controlar vários modos de lavagem, e dosagem de componentes químicos a serem usados em cada lavagem via Arduino e display LCD, como modo de interface. Na foto acima o Prof.º Ricardo Pires mostrou exemplos para o pessoal presente de trechos de código e um pouco da API do Arduino usada.

  • Análise de movimento com acelerômetro e Processing, com envio de dados via ZigBee (Felipe Flores)

Esse é um projeto bastante interessante, guiado pelo Felipe Flores (em conjunto com o Rafael Melo), onde o objetivo é capturar as informações de posição espacial de um acelerômetro e enviá-las via comunicação sem fio (usando ZigBee) para o Processing (linguagem de programação baseada em Java com IDE, para criar ambientes gráficos e facilitar a integração com projetos eletrônicos). É possível visualizar as mudanças da posição do acelerômetro por um cubo 3D RGB. Uma das intenções desse projeto é futuramente servir como modelo para um sistema de monitoração de capacidade motora de deficientes, por exemplo. Mas para isso é preciso sincronizar mais de um acelerômetro e fazer a modelagem do membro a ser analisado em outra plataforma. O começo é promissor, achei bem interessante 🙂

Ecossistema Arduino e outros

Um dos pontos a ressaltar é que durante esse encontro não presenciei apenas o uso do Severino nas bancadas. Me deixou muito satisfeito ver que o pessoal levou outros modelos de placas, baseadas no projeto Arduino (além do Duemilanove que é o “clássico”), para trocar experiência sobre plataformas além do Severino, que a priori foi nossa escolha como projeto de baixo custo para indicar para uso no grupo. Abaixo algumas plataformas que vi:

  • Brasileirino (criado pela Globalcode, mas não sei se ainda é fabricado, há muito tempo não via um exemplar desses…rs): foi levado pelo Helton, Prof.º do SENAI e doutorando na USP. Foi a primeira reunião presencial que o Helton pôde estar presente e ele ficou bastante animado com as idéias. Pretendemos em futuro próximo ampliar a troca de conhecimento entre SENAI e IFSP, no que diz respeito a Arduino 🙂

  • MSP430 (Texas Instruments): Em conjunto com um amigo e outros alunos de Engenharia do Mackenzie fizemos a aquisição desse kit, mas ainda não chegou aqui no Brasil (comprei duas unidades). Tive contato então pela primeira vez, e para minha surpresa, neste encontro do grupo.

O William Antunes da Maia, aluno do tecnólogo de sistemas eletrônicos participou de um HandsOn da Texas Instruments sobre esse kit: ao fazer o curso ele ganhou o kit, um livro e conhecimento de como lidar e programar com ele (o valor do curso foi de R$150). O valor real do kit se comprado pela internet é de apenas $4.30, mais o custo de envio para o Brasil (por isso entrei na lista de pedido coletivo do Mackenzie 😉 ).

Você me pergunta: se a Texas vende esse kit, que seria um “rival” do Arduino a um custo muito baixo, então ele é “mil maravilhas”? A resposta é não. Para usar o kit é preciso ter uma licença de uma IDE proprietária da Texas e programas escritos usando linguagem C não podem ultrapassar o tamanho de 2K. Frente a esses fatos o Arduino ainda é o vencedor da disputa, mas é sempre ótimo estar em contato e ter conhecimento dessas novas plataformas de desenvolvimento de hardware 😉

Presença ilustre: Adilson Akashi, o criador do Arduino Severino! 🙂

Há algum tempo o Adilson Akashi, criador da placa Severino, faz parte da nossa lista de discussão e já desmontrava interesse em comparecer em uma de nossas reuniões. Mesmo sendo um ex-aluno da instituição encontrava na burocracia uma barreira para conhecer o trabalho de nosso grupo. Graças ao trabalho do professor Ricardo Pires e para nossa surpresa ele apareceu nesse nosso encontro de sábado 🙂

Foi muito bom poder trocar idéias, experiências de uso do Severino, conhecimento de técnicas de construção de layouts e truques de uso de Arduino com ele. Ele foi super gente boa, atencioso e se prontificou a ouvir as dúvidas de todos, e participou ativamente das atividades do dia. Muito bom foi ouvir as histórias e a vivência dele com a eletrônica, como conheceu o Arduino, como auxiliou na melhora da implementação e a sua atuação nos fóruns.

O bacana foi que na hora me surgiu a idéia de fazer uma entrevista com ele, e ele aceitou de bom grado 🙂 Para quem quiser ouvir o áudio na íntegra, ele se encontra abaixo, vale a pena ouvir as opiniões e experiência do Adilson Akashi:

Os presentes na reunião tiveram o privilégio de ver ao vivo o primeiro protótipo do Severino, feito pelo próprio Adilson, com a inscrição “Preliminary Beta Version”. Foi muito legal ver um hardware histórico, que cativou o trabalho do nosso grupo. Abaixo uma foto que tirei do “Severino número 1”:

Sessão de gravação de bootloader em Severinos

Perto do final da tarde o Felipe Flores, com auxílio do Prof.º Ricardo Pires e Adilson Akashi, fez uma sessão/demonstração de gravação de bootloader em Arduinos. Caso você compre um chip da ATmel para Arduino você precisará gravar um setor de boot antes de inserir os sketches (programas finais). O pessoal nas primeiras reuniões fez a parte de montagem, e nessa reunião gravamos bootloaders, portanto muitos saíram com os Severinos prontos para uso 🙂 Nas próximas reuniões acredito que entraremos de vez no modo programacional. Podemos fazer sessões de DOJO 😉

Conclusão

Essa quarta reunião do grupo foi proveitosa para todos: as pessoas que estavam lá para corroer as primeiras placas de Severinos, os que já estavam com as placas montadas, os que já puderam sair com elas 100% funcionais e todos por trocarem idéias e concepções acerca de projetos usando Arduino.

Os que sabiam mais compatilhavam de peito aberto as experiências com aqueles de menos experiência, enquanto esses não tinham vergonha ou timidez de indagar e buscar informações. É interessante ver que ao mesmo tempo cada reunião nos traz um grupo heterogêneo em níveis de conhecimento, temos sempre um grupo super homogêneo em termos de gana de saber, esse é o ponto mais importante.

Pela primeira vez pessoas de fora do IFSP participaram, desde o criador da placa Severino até o Helton, professor do SENAI, que prometeu prosperar com Arduino na instituição na qual ele trabalha, e trazer novos membros para o grupo, aumentando a integração entre as instituições. Isso fortalece o senso de comunidade e contribuição para com o conhecimento e mútuo.

Coloquei as fotos da reunião na minha conta do Picasa, confiram lá. Quem tirou fotos também envie para mim 😉

Espero que tenham gostado desse relato, e sintam-se a vontade para indagar sobre qualquer dúvida ou interesse em participar e fazer desse grupo. Acima de tudo, façamos o Arduino  cada vez mais difundido, seja como ferramenta auxiliadora no ensino ou como hobby 😉

Até mais!

HTC Evo 4G – Uma análise rápida…

Pessoal,

Ontem estive no 4º Bate Papo do SP-GTUG (confiram o post de divulgação no Globalcoders, escrito por mim…rs) onde os assuntos principais foram Java no Google App Engine (@rafanunes) e as novidades do Google I/O 2010 (@robsondantas). Em breve irei escrever sobre o evento (estou aguardando a liberação das apresentações dos palestrantes e mais fotos).

Mas, se não vou falar sobre o encontro agora vou falar sobre o que? Vou falar sobre Android, um dos meus atuais temas preferidos de pesquisa e discussão!

Ontem tive a oportunidade de analisar nas minhas próprias mãos o celular mais poderoso do momento com a plataforma Android: o HTC Evo 4G. O Robson Dantas, palestrante de ontem e que teve a oportunidade de participar do Google I/O teve a grata surpresa de ganhar o aparelho como cortesia da operadora americana Sprint, que fez uma parceria com o Google para o evento.

Junto com o HTC Evo ele ganhou o Google Nexus One, já prometido como parte dos “brindes” da inscrição/participação. Nada mal para um evento de 400 “doletas” (INVEJA ON) 😉

Abaixo vou colocar algumas observações acerca do aparelho, que impressiona mesmo…

Review

Não vou escrever um review completo do aparelho, pois muitos outros existem e existirão. Apesar do aparelho só ser lançado no dia 04 de Junho de 2010 (e eu já ter feito  parte de uma minoria que já analisou o aparelho antes de muita gente…rsrs), eu indico 3 referências para aqueles que queiram ver mais a fundo o que esse “monstro” pode fazer:

Há informação suficiente sobre o assunto e muito detalhada. Deleitem-se!

Vantagens e Desvantagens

Abaixo os pontos relevantes levantados por mim, acerca do que pude ver/analisar em cerca de 15~20 minutos com o aparelho em mãos.

Vantagens

  • O aparelho É RÁPIDO! 🙂
  • O aparelho É MUITO RÁPIDO! 🙂 🙂
  • O chip SnapDragon de 1Ghz + 512Mb de RAM fazem MUITA diferença na performance do aparelho. Imagine rodando a versão 2.2 do Android (vem com a versão 2.1)…
  • A tela de 4.3′ tem uma definição de cores e resolução das imagens excelente;
  • A interface HTC Sense trouxe boas impressões: é mais legal e bonita que a interface do “Android cru” (Non HTC Sense, MotoBlur, SonyEricsson UX e similares);
  • Tem mais áreas de trabalho nativas (no Evo são 7 áreas de trabalho, contra 3/5 da interface do “Android cru”);
  • Saída HDMI para ver vídeo em alta resolução na sua TV (!);
  • O aparelho reproduz vídeo em até 720p de qualidade (máximo valor que os vídeos do youtube permitem executar);
  • Tem uma “perna retrátil” que pode colocar o Evo em posição de porta retrato, facilitando a visualização de vídeos;

Desvantagens

  • Só funciona na rede WiMax/4G americana (não temos essa tecnologia por aqui ainda…);
  • É CDMA, portanto não vai funcionar no Brasil 😦 Quem sabe não saia em breve uma versão GSM…
  • Eu achei grande as dimensões do aparelho, apesar de não ser tão pesado;
  • É preciso usar alguma vestimenta que tenha um bolso de no mínimo 15×10 cm. (alturaxlargura) para carregá-lo com conforto…

Fotos e Vídeos

Disponibilizo aqui algumas fotos e vídeos que fiz com o meu “humilde” HTC Magic (Android 1.6 e câmera de 3.2 megapixels). Agora toda vez que olho pra ele tenho uma ponta de desdém…rs.

HTC EVO 4G é forte candidato ao título de melhor telefone celular

4º Bate Papo do SP-GTUG – Globalcode

Finalizando…

Esse aparelho é muito bom mesmo (tirando o tamanho…)! Ele vem pra ser o melhor modelo de Android do mercado, juntamente/rivalizando com o seu “irmão menor” (somente no tamanho) HTC Incredible. Se você me perguntasse qual modelo eu adquiriria eu diria que um Google Nexus One, pelas facilidades de desbloqueio, hacks disponíveis e preço do aparelho, além da real atualização para a versão 2.2 que os aparelhos vem recebendo.

O Robson infelizmente já vendeu o Nexus que ele trouxe do I/O, e que eu estava de olho 😦 😦 😦 😦  Mas oportunidades não faltarão 🙂

É isso aí! Espero que vocês tenham gostado desse review bem simples do aparelho, que por ora não está aqui no Brasil em versão GSM.

Até mais e aguardo opiniões, comentários, dúvidas e sugestões!

[Download] – Guia de referência rápida para Arduino

Achei muito interessante e estou divulgando por aqui. Participo agora de um grupo de estudos no instituto onde me graduei (IFSP) e em alguns sábados estarei dedicando algumas horas para melhorar o entendimento do Arduino. Fica abaixo a dica, retirada do site quicklycode.com.

This image has no alt text

Arduino is a tool for the design and development of embedded computer systems, consisting of a simple open hardware design for a single-board microcontroller, with embedded I/O support and a standard programming language. An Arduino is programmed using the Wiring language, which is essentially C++ with a few simplifications. The Processing programming language is often used to interface a computer with an Arduino, often to create unorthodox interfaces.

Revista PC&Cia agora é gratuita para download

Agora uma das maiores publicações brasileiras em termos de Hardware, Sistemas Operacionais, Notícias, Análise de Produtos, Telecomunicações, Mobile, Manutenção, Periféricos, Administração e Segurança de Sistemas / Redes está sendo disponilizada integralmente no formato digital (pdf). A revista é a PC & CIA.

Abaixo coloco alguns trechos retirados da página explicativa da revista, falando acerca das novidades:

“Nossa intenção é disponibilizar grátis a revista completa em PDF, mudando o nosso modelo de negócio para uma revista custeada pelas publicidades. A revista continuará a ser editada impressa em papel para àqueles que ainda prefiram, mas terão de pagar por isto.
Em vista da PC & Cia ser a única revista técnica de informática remanescente no mercado brasileiro que continuará impressa em papel e será disponibilizada gratuitamente sua edição Freemium, procuramos e conseguimos apoio de diversas empresas e entre elas, das maiores do mercado mundial para apresentar o projeto da edição Freemium ( Free + Premium ) da revista PC & Cia. Com isto oferecemos para os anunciantes em 2.010, além dos leitores da edição impressa em papel outros da edição digital em PDF que ultrapassam 300.000 downloads e por um preço de tabela menor do que 2.009. O nosso custo por mil leitores passa a ser imbatível.”


Perfil do leitor de PC & Cia:
– 50,2 % Profissionais de Serviços de TI, Integradores, Analistas, Técnico de Suporte de Hardware e Software
– 17,0 % Administrador de Sistemas plataforma Windows e Linux
– 22,0 % Universitários, Usuários Avançados e Professores
– 10,8 % Consultor de TI

Interessado nas áreas de abrangência e no conteúdo da revista? Acesse a página principal e a seção de downloads dos exemplares! Achei de grande valor e desde já parabenizo a revista pelo posicionamento e nova estratégia de participação no mercado.

Giz Explica: Por que cada país possui um maldito plugue diferente

Artigo esclarecedor e autêntico, retirado do site Gizmodo Brasil. Como vamos passar por mudanças e padronização dos plugues aqui no Brasil, não custa nada saber o porque de toda essa “salada” que existe nos dias de hoje, em termos de alimentação elétrica.

Tá, não exatamente todos os países são diferentes, mas com pelo menos 12 soquetes distintos em amplo uso pelo mundo (e um prestes a ser adotado quase que exclusivamente pelo Brasil), a sensação é exatamente esta para qualquer um que faça viagens internacionais. Então por que raios existem tantos? A história é engraçada.

Quanto mais você olha para a terrível orgia de plugues pelo mundo, mais besta ela parece. Se você compra um carregador de celular em um aeroporto na Flórida, você não poderá usá-lo quando o seu voo aterrissar na França. Se você comprar um adaptador de três pinos para le portable em Paris, é possível que você não consiga plugá-lo quando o seu trem deixá-lo na Alemanha. E quando o seu voo finalmente der uma paradinha em uma pista de Londres, prepare-se para comprar um adaptador comicamente enorme para conseguir acesso à rede elétrica de lá. Mas isso é legal! Afinal, você pode levar este mesmo adaptador com você pra Cingapura! E para algumas partes da Nigéria! Ah, sim, e se este adaptador não suportar nativamente 240V, certifique-se de comprar também um conversor, senão é capaz de ele explodir.

E fora alguns oásis, como a incipiente padronização do Europlugue Tipo C dentro da União Europeia, isto é só uma palhinha do que ocorre pelo mundo todo.

Eu hesitaria ao me referir a soquetes de energia como algo que faz parte da cultura de um país, afinal, eles são apenas plugues e não significam absolutamente nada. Mas, considerando o fato de que eles não mudarão até serem forçosamente substituídos por algo inteiramente novo, eles são basicamente isso mesmo.

O que há por aí

Clique para ampliar a imagem

Existem aproximadamente 12 principais tipos de plugues em uso atualmente, cada um designado seja lá pelo nome que os países que os adotam preferem. Para fins deste post, vamos ficar com os nomes do Departamento de Comércio dos EUA (PDF), organizados bonitinho de maneira alfabética: os EUA usam plugues ‘A’ e ‘B’! A Turquia usa tipo C, etc. Acontece que estes nomes são inteiramente arbitrários: as letras são designadas para tornar a conversa sobre estes plugues menos confusa – elas não subentendem absolutamente nada. Elas não são padrões no sentido literal da palavra.

E pior, estes soquetes são divididos em dois grupos principais: os camaradas 110-120V, como os que se usam na América do Norte e em diversas cidades brasileiras, e os plugues 220-240V, como a maior parte do restante do mundo usa. Mas não exatamente os plugues e soquetes em si que estão atados a uma determinada voltagem e sim os aparelhos e as redes elétricas às quais eles se conectam que provavelmente o são.

Como isto aconteceu

A história da divisão de voltagens é bastante curta e sobre a qual você provavelmente já ouviu algumas partes antes. Os primeiros experimentos de Thomas Edison com a corrente contínua (CC) no final do século XIX resultou nas primeiras aplicações úteis de larga escala para a eletricidade, mas sofreu com a tendência de se perder voltagem ao longo de grandes distâncias. Quando Nikola Tesla inventou um meio de transmissão de longa distância com a corrente alternada (CA), ele fez isso com o intuito de concorrer diretamente com a tecnologia de Edison, que por acaso se baseava nos 110V. E ele insistiu neste valor. Quando as pessoas começaram a perceber que energia a 240V talvez não fosse uma ideia tão ruim assim para os EUA, já era meados da década de 1950 e mudar o sistema estava completamente fora de questão.

Palavras foram trocadas, elefantes foram eletrocutados e, com o tempo, o debate foi resolvido. A energia CA era a única opção e a padronização nacional estava a todo vapor. A Westinghouse Electric, a primeira empresa a comprar a patente de Tesla para transmissão de energia, estabeleceu-se com um padrão fácil: 60Hz e 110V. Na Europa – mais especificamente, na Alemanha – uma empresa chamada BEW exerceu o seu monopólio para forçar a barra um pouquinho mais. Eles definiram arbitrariamente a frequência de 50Hz, mas o mais importante, elevaram as voltagens para 240V porque, você sabe, isto significa MAIS ENERGIA. E assim o padrão 240V lentamente se espalhou pelo restante do continente. A propósito, tudo isto ocorreu antes da virada do século, então é uma rixa antiga.

Durante décadas após os primeiros padrões, os mais modernos aparelhos elétricos precisavam ser acoplados diretamente à fiação da sua casa, o que hoje soa como uma ideia terrível. E, pensando bem, era mesmo: o “Plugue de Acoplagem Separável” de Harvey Hubbell – que essencialmente permitiu que aparelhos sem lâmpada pudessem ser plugados em um soquete de luz para obter energia – foi projetado com um intuito simples:

A minha invenção tinha o objetivo de eliminar a possibilidade de abrir arco ou faiscação ao se fazer uma conexão, de modo que a energia elétrica nas construções pudesse ser utilizada por pessoas com nenhuma habilidade ou conhecimento elétrico.

Valeu, Harvey! Ele mais tarde adaptou o design original para incluir um plugue de dois pinos chatos, que então foi refinado até tornar-se um plugue de três pinos – o terceiro pino para aterramento – por um cara chamada Philip Labre em 1928. Este design também sofreu algumas mudanças ao longo dos anos, mas é basicamente o usado pelo pessoal da América do Norte e em muitos aparelhos eletrônicos no Brasil.

Mas veja bem: histórias como a do plugue de Harvey Hubbell estavam rolando por todo o mundo, cada um com a sua própria distorção do conceito. Isto foi antes dos eletrônicos serem globalizados e antes da compatibilidade de plugues entre países passasse a ser um problema. O debate da voltagem foi reduzido a apenas dois (aproximadamente) valores, o que facilitou o estabelecimento das empresas mundo afora. Mas uma vez que elas foram estabelecidas, quem se importava com o estilo do plugue que seus consumidores usavam? Afinal, quem iria trazer seu novíssimo aspirador de pó de barco para cruzar o oceano? Os primeiros esforços para padronizar o plugue pelas organizações como a Comissão Eletroctécnica Internacional (IEC) foram risíveis: quem eram eles para ditar a um país que plugue deveriam adotar? E o pouco progresso que eles de fato conseguiram foi definitivamente estilhaçado pela Segunda Guerra Mundial.

[Observação: existem tecnicamente mais de duas voltagens em uso. O leitor Michael explica que até o início do século XXI, havia quatro voltagens distintas: 100V (Japão), 240V (Grã-Bretanha e antigas colônias, exceto o Canadá), 110/117/120/127V (seja lá o que for – América do Norte e partes do Brasil) e 220V (o resto do mundo).
No entanto, na década de 80, a Europa e a Grã-Bretanha iniciaram um processo de harmonização e estabeleceram o padrão de 230V. Ainda não chegaram lá e vão demorar um bocado até modificarem tudo, mas este é o plano.

As antigas colônias permanecerão com os 240V. A América do Norte ainda gosta dos seus 110/117/120/127V e o Japão não deixará pra trás os seus 100V por um bom tempo. Ou seja, quem projeta produtos para vendas internacionais precisa lidar com 100/120/220/230/240 volts. Para alguns produtos, como lâmpadas halógenas ou de tungstênio, a diferença entre 220 e 230V é mais do que o suficiente para resultar em uma vida útil significativamente reduzido. E, é claro, tem os 267V em algumas partes do interior da Austrália, sendo que as condições intermediárias pelo restante do mundo só complica ainda mais a tarefa. (A vida útil de uma lâmpada é mais ou menos inversamente proporcional à sua voltagem elevada à 12ª potência. Assim, uma lâmpada 220V em uma rede 230V duraria somente 3/5 do tempo que uma de 220V duraria. É por isso que nos EUA deve-se usar lâmpadas de 130V nos locais onde queremos que ela dure muito tempo.]

Pegue o plugue britânico. Hoje, ele é um monstrengo gigante de três pino com um fusível dentro dele – um dos plugues mais bizarros do mundo para qualquer um que teve a oportunidade de usá-lo. Mas este não foi o primeiro plugue da Grã-Bretanha, nem mesmo o primeiro plugue proprietário deles. No início do século XX, os fios das Ilhas terminavam com o Padrão Britânico 546, ou hardware Tipo D, que na verdade incluía seis versões menores de si mesmo, todos eles fisicamente incompatíveis um com o outro. Isto funcionou muito bem até a Segunda Guerra Mundial, quando eles foram arregaçados pelas bombas alemãs e precisaram reconstruir setores inteiros do país em meio a uma grave escassez de suprimentos básicos de construção – cobre, em particular. Com isto, refazer a fiação das coisas passou a ser uma proposta cara, então o governo foi taxativo: “precisamos de um novo plugue, urgente!”

Eis o raciocínio: em vez de passar um fio de cada tomada para a caixa de fusíveis em alguma parte da casa, o que necessitaria de um bocado de fiação, por que não juntar tudo em um único fio e colocar os fusíveis em cada plugue? Prontinho, resolvida a escassez de cobre. Este foi chamado de Padrão Britânico 1363 e você pode vê-los dependurados dos fios dos aparelhos hoje. Note como nas décadas de 1940 e 50 – praticamente ontem! – o Reino Unido estava arquitetando um novo tipo de plugue sem nenhuma consideração com o resto do mundo.

Agora imagine todos os demais países desenvolvidos do mundo fazendo a mesma coisa, com um conjunto totalmente diferente de circunstâncias históricas. Foi assim que chegamos onde nos encontramos hoje, explodindo fusíveis dos nossos quartos de hotel em Paris porque os avisos de voltagem dos nossos adaptadores de viagem estavam inexplicavelmente escritos em cirílico. Ah, e o negócio fica ainda pior.

Sabe como foi que os britânicos controlaram a Índia por uns 90 anos? Bem, além de exportar o críquete e provocar imensurável dano cultura, eles mostraram ao subcontinente como plugar as coisas, mas do jeito britânico! O problema é que eles saíram de lá em 1947. O plugue Padrão Britânico 1363 – o novo só foi introduzido em 1946 e só foi bastante difundido alguns anos mais tarde. Ou seja, a Índia ainda usa o plugue britânico antigo, assim como Ceilão (antiga Sri Lanka), Nepal e a Namíbia. Basicamente, a melhor maneira de acertar quem ficou com qual soquete é dar uma lembrada nas suas aulas de História da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais e sofrer de uma profunda paixão por literatura pós-colonial. É sério.

Existe alguma esperança para o futuro?

Não. Eu conversei com Gabriela Ehrlich, chefe de comunicação da Comissão Eletrotécnica Internacional, que ainda executa lá as suas tarefas na Suíça, e o prospecto não é nada animador. “Existem padrões e um plugue que foi projetado. O problema, na verdade, é que todo mundo investiu no seu próprio sistema e é difícil fugir disto”.

Quando a Comissão de Questões Internacionais holandesa se juntou pela primeira vez com a IEC para formar um comitê para falar sobre este exato problema em 1934, as reuniões foram postergadas, houve um bocado de resistência, blábláblá, e o comitê foi protelado até 1940. Daí uma guerra – uma Guerra Mundial, diga-se de passagem – enfiou uma vareta entre os raios da roda do comitê (ou seria um garfo no soquete?) e o assunto foi definitivamente esquecido até mais ou menos 1950, quando a IEC percebeu que havia “perspectiva limitada para qualquer acordo até mesmo nesta limitada região geográfica (Europa)”. Seria muito caro descartar os soquetes de todo mundo e, suponho, aparentemente isto não era tão urgente assim.

Além disso, a IEC não pode obrigar ninguém a fazer nada – ela é mais ou menos como a Assembleia Geral da ONU para padrões eletrônicos, o que significa que eles podem até defini-los, mas ninguém precisa segui-los, independente de quão bons eles forem. Conforme o tempo passava, as populações cresciam e centenas de milhões de soquetes foram instalados por todo o mundo. A ideia de trocar o hardware passou a ficar cada vez mais estapafúrdia. Quem pagaria o pato? Por que um país quereria mudar? E o ínterim, com padrões mistos de plugues dentro do mesmo país, não seria perigoso?

Mas a IEC não abandonou as esperanças, silenciosamente tentando forçar um plugue padrão durante décadas adiante. E eles até bolaram alguns! No final da década de 80, eles criaram o IEC 60906, um plugue pequeno e de pinos redondos para países com 240V. Daí eles codificaram um plugue de pinos chatos para países com 110-120V, o que acabou sendo perfeitamente compatível com o que já se usa nos EUA. Até hoje, o Brasil é o único país no mundo a adotar o IEC 60906, então não temos muito o que dizer sobre isso. [PB: Mais exclusivamente sobre isso em outro post]

Eu perguntei à Gabriela se havia alguma esperança, qualquer esperança, de um futuro no qual os plugues se entendessem:

Talvez no futuro tenhamos carregamento por indução: você terá um aparelho acoplado à sua parede e um mecanismo de carregamento sem fio.

A última vez que vi um protótipo de energia wireless foi no Fórum dos Desenvolvedores Intel, em 2008, e ele parecia um projeto de feira de ciências. Consistia em duas gigantescas bobinas, posicionadas apenas a alguns centímetros uma da outra, que transmitia eletricidade suficiente para acender uma lâmpada de 40W. Então sim, um dia teremos este problema do plugue resolvido, mas isto será em, errr….digamos….2050?

Ela teve o cuidado de enfatizar que os padrões ainda existem para as pessoas poderem adotar, então os países poderiam todos entrar na onda, mas mesmo no melhor dos casos, enquanto usarmos fios teremos pelo menos dois padrões com os quais lidar: um plugue chato 110-120V e o plugue redondo 240-250V. Por ora, a Comissão está fazendo a abordagem mais prática para lidar com o problema, emitindo especificações para coisas como fontes de energia de laptop, que lidam com ambas voltagens e vêm com fios intercambiáveis, além de algo bastante caro aos nossos corações: “Precisamos avançar ao ponto de termos plugues que realmente possamos controlar”, me disse Gabriela. Ela quis dizer coisas novas como USB, que está se tornando o padrão de facto de carregamento de gadgets. O máximo que podemos esperar é um futuro no qual as tomadas de corrente alternada são invisíveis a nós, transmitindo energia e plugues novos e mais universais. O meu telefone será recarregado via USB tão bem na África Subsaariana quanto em São Paulo; basta me fornecer a porta.

Enquanto isso, esta história significa que as coisas realmente não vão mudar. O seu barbeador elétrico ainda vai morrer se você plugá-lo em uma tomada europeia com um simples adaptador, os indianos ainda se lembrarão do Império Britânico toda vez que plugarem um laptop, Israel ainda terá o seu próprio plugue que não funciona em nenhum outro lugar do mundo e El Salvador, sem nenhum padrão nacional, continuará brigando consigo mesmo e seus 10 tipos diferentes de plugues.

Em outras palavras, foi mal, mas o futuro é sombrio.

Agradecimento especial a Gabriela Ehrlich e à IEC, além do Instituto de Engenharia e Tecnologia e os Assuntos de Fiação (PDF) e a iluminada review da USC Viterbi. Mapa adaptado da Wikimedia Commons pelo estagiário Kyle.

Os Melhores Podcasts de Tecnologia para Desenvolvedores

Post excelente escrito pelo André Faria Gomes. Muito bom mesmo! Podcasts sem dúvida são um dos meios mais indicados para adquirir conhecimento em tecnologia, ainda mais quando você está antenado no que Martin Fowler, Kent Beck, Rod Johnson entre outros estão falando. Retirado do andrefaria.com.

Um dos maiores problemas da sociedade moderna é a dificuldade de locomoção diária, a maioria das pessoas passa horas em seus carros, ou em meios de transporte públicos para irem de lugar a outro. Há alguns anos atrás quando morava na zona norte de São Paulo e trabalha na zona sul, essa era minha realidade. Uma vez que naquela época passar por isso era inevitável procurei formas de fazer com esse tempo pudesse de alguma forma torna-se produtivo, foi então que comecei a ouvir à podcasts.

iPod FM radio remote por dan taylor
iPod FM radio remote por dan taylor

De acordo com a Wikipedia, Podcasting é uma forma de publicação de arquivos de mídia digital (áudio, vídeo, foto, etc.) pela Internet, através de um feed RSS, que permite aos utilizadores acompanhar a sua atualização. Assim, é possível o acompanhamento e/ou download automático do conteúdo de um podcast.

Neste post apresentarei os podcasts aos quais escuto e os episódios principais para que você ouça. Sugiro que você utilize o iTunes para inscrever-se nos podcasts e sincronizar com seu iPod.

Desenvolvimento Ágil

por pcalcado
por pcalcado

Podcast da ImproveIt

por Vinícius Teles
http://improveit.com.br/podcast
Português

AgilCast

Por AgilCoop
http://agilcoop.incubadora.fapesp.br/portal/agilcast
Português

Agile Toolkit Podcast
http://agiletoolkit.libsyn.com
Inglês

ThoughtWorks Podcast

http://www.thoughtworks.com/what-we-say/podcasts.html
Inglês

Open Source

FLOSS Weekly

por Leo Laport, Jono Bacon e Randal Schwartz
Inglês

Java

HorecaExpo - Java por bramloquet
HorecaExpo – Java por bramloquet

JavaPosse

Por Tor Norbye, Carl Quinn, Dick Wall e Joe Nuxoll
Inglês
http://www.javaposse.com

Java Technology Insider

Inglês
http://www.javaworld.com/podcasts/jtech

Grails Podcast

Por Glen Smith e Sven Haiges
http://grailspodcast.com

Ruby

Ruby on Rails por Andrew*
Ruby on Rails por Andrew*

Rails Envy

Por Jason Seifer e Gregg Pollack
Inglês
http://railsenvy.com

Rails Podcast

por Geoffrey Grosenbach
Inglês
http://podcast.rubyonrails.com/

Rubiverse Podcast

Por Mike Moore
Ingles
http://rubiverse.com

JavaScript

jQuery Podcast

Português
http://blog.jquery.com/2009/11/13/announcing-the-official-jquery-podcast/

Gadgets

GeekBrief TV

por Cali Lewis
Inglês
http://www.geekbrief.tv

Software

Desk por Guillermo Esteves
Desk por Guillermo Esteves

Pragmatic Podcasts

por Pragmatic Bookshelf
Inglês
http://www.pragprog.com/podcasts

Software Engineering Radio

por Software Engineering Radio
http://www.se-radio.net
Inglês

Elegant Code

por Elegant Code Community
http://elegantcode.com
Inglês

Google Developer Podcast

http://code.google.com/p/google-developer-podcast/downloads/list
Inglês

Hearding Code

http://herdingcode.com
Inglês

Tecnologia

IT Conversations

http://itc.conversationsnetwork.org
Inglês

net@Night

por Amber MacArthur e Leo Laport
http://www.twit.tv/natn

Twit – This Week in Tech

por  Leo Laporte, Jeff Jarvis, Baratunde Thurston, e John C. Dvorak
http://www.twit.tv/twit

MacBreak Weekly

por Leo Laporte, Don McAllister, Paul Kent, and Andy Ihnatko
http://www.twit.tv/mbw

This Week in Google

por Leo Laporte, Gina Trapani, Jeff Jarvis e Mary Hodder
http://www.twit.tv/twig

SitePoint Podcast

inglês
http://www.sitepoint.com/podcast

Empreendedorismo e Negócios

37 Signals Podcast

por 37 Signals
Inglês
http://37signals.com/podcast

Max Gehringer (CBN)

por Max Gehringer
Português
http://cbn.globoradio.globo.com/servicos/podcast/NOME.htm

Mundo Corporativo (CBN)

por Heródoto Barbeiro
Português em Áudio
http://cbn.globoradio.globo.com/servicos/podcast/NOME.htm

The Startup Success Podcast

http://startuppodcast.wordpress.com
Inglês

TED Talks

por TED Talks
Inglês
http://www.ted.com

Controle de Wii controlando carrinho RC

Achei o projeto muito legal e interessante, pois envolve eletrônica (sou eletrônico, acima de tudo…rs) e programação. Seria possível fazê-lo em cima de Arduino? Acredito que sim…

Vou esperar sair o código, esquema e documentação do projeto para mais informações. Confiram o vídeo abaixo:

Retirado do Mago Digital.

Atualizado em 11/08/09 as 08h36

Link com arquivos do projeto

Foi disponibilizado o projeto. Código fonte, esquema eletrônico e outros arquivos se encontram no link acima.