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Atualizado em 11/12/09, as 16h44:

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10 Motivos para se Capacitar em TV Digital

Muito interessante a abordagem sobre a TV Digital e as oportunidades que surgem. Retirado do site Overmedia Networks.

Prof. Me. Daniel da Costa Uchôa

Diretor de Inovação da Overmedia Networks

15/10/2009

Apresentaremos aqui um pouco da nossa visão sobre o promissor mercado de TV Digital, com base em informações de domínio público. Tal visão de mercado é ilustrada sob a ótica de 10 grandes argumentos para se investir em uma carreira de sucesso na TV Digital.

1.  Taxa de Penetração Imbatível

A TV é o meio de comunicação mais abrangente e influente do nosso país. De acordo com a Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios (PNAD) realizada pelo IBGE em 2006, a taxa de penetração deste meio é de 93% das residências, onde existiam 70 milhões de televisores analógicos no país. A respeito dos equipamentos digitais, o Fórum SBTVD trabalha com o número de 1,8 milhão de receptores digitais, incluindo caixas conversoras, TVs com receptores embutidos, e receptores 1-SEG (celulares, USB, aparelhos portáteis etc.).

2.  O Poder do Mercado Publicitário

A TV analógica aberta recebeu 59% do investimento publicitário feito no Brasil em 2002, que totalizou US$ 3,313 bilhões. Estima-se que apenas a receita publicitária da Globo em 2005 foi próxima de R$ 4,170 bilhões, o que representou 26% dos R$ 16 bilhões que movimentou o mercado brasileiro como um todo. O setor de TV – aberta e paga – naquele ano registrou receita publicitária anual de US$ 9,9 bilhões. Imagine agora, com a TV Digital, que além de apenas anunciar pode-se concluir as vendas através de aplicações interativas conectadas à Internet.

3.  Grandes Movimentações Financeiras

As estimativas são de que o mercado de TV Digital vá movimentar US$ 62 milhões ao ano em soluções até 2027, segundo a Gazeta Mercantil. A mesma fonte indica que em 2007 (as transmissões digitais iniciaram em 2 de Dezembro de 2007), o mercado já havia movimentado mais de US$ 65 milhões até agosto. As emissoras estão impulsionando o mercado de TV Digital com altos investimentos. Números do fim de 2007 indicam que a Globo investiu cerca de R$ 200 milhões. A Record aparece na seqüência, com R$ 50 milhões, seguida da SBT, com R$ 80 milhões. A Bandeirantes investiu R$ 40 milhões, a Gazeta R$ 20 milhões e a Cultura, R$ 6 milhões. Lembrando que a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, ambos no Brasil, impulsionarão ainda mais investimentos.

4.  Cronograma de Implantação Acelerado

Tais investimentos aceleraram a implantação da TV Digital no Brasil, que anda em ritmo acelerado (em comparação com o cronograma estipulado pelo governo). Já são 25 cidades contempladas com o sinal digital em todo o país, em sua grande maioria capitais. Segundo o cronograma, em três anos todas as geradoras e retransmissoras do país já estarão transmitindo em digital, e até 29 de Junho de 2016 todos os usuários terão migrado seus equipamentos, visto que nesta data o sinal analógico será desligado.

5.  A Entrada de Novos Players

Além das emissoras e fabricantes de TV, a TV Digital inclui novos participates no mercado. Isso porque, além de melhorar som e imagem, o equipamento digital executa software, o que abre o mercado para os fabricantes de software. Mas não pára por aí, o sinal pode também ser recebido por dispositivos móveis, o que alimenta a indústria de gadgets. Agora existe uma outra forma de comunicação bidirecional entre os receptores e a emissora, chamada Canal de Retorno ou Canal de Interatividade, que também acessa a Internet. Assim, surge o papel dos Provedores de Serviços Interativos, que criam novos serviços e os disponibiliza pelo ar ou pela Internet. O estabelecimento do Canal de Interatividade se dá por qualquer tecnologia de acesso ao meio, como conexão discada ou por modem, 3G, Wi-Max, LTE, e PLC, por exemplo. Dessa forma, este novo mercado também inclui as empresas de telefonia fixa e móvel, TV a cabo, compainhas energéticas, Provedores de Serviço de Internet, e novos provedores de infraestrutura de transmissão.

6.  As Inovações Brasileiras

A partir de exposições e demonstrações em feiras internacionais, o Brasil vem chamando atenção da indústria de TV mundial, e nosso sistema é tido como o mais avançado do mundo. Além do uso de tecnologias mais atuais, como as técnicas de transmissão e a codificação MPEG 4, isto se deve principalmente pela possibilidade do nosso sistema interagir com outros dispositivos móveis, como celulares, PDAs, palm-tops, smart phones, etc. Este avanço resolve um dos problemas da interatividade em TV Digital: uma tela única e compartilhada com outros usuários, onde a ação de um não necessariamente interessa aos outros participantes. Com o Ginga, o nosso middleware, é possível redirecionar informações específicas para dispositivos móveis de usuários específicos, ao invés de apresentá-las para todos na tela grande. Nenhum outro sistema é capaz de fazer isso hoje. Lembrando que o Ginga passa a ser obrigatório em dispositivos celulares com receptor de TV Digital a partir de 1 de Junho de 2011.

7.  A Participação do Governo

Certamente, as inovações brasileiras são fruto da ambiciosa meta do governo de transformar a TV Digital como objeto de inclusão social, aproveitando exatamente sua grande taxa de penetração nos domicílios brasileiros. Desde de 2005, estas diretrizes fazem parte do SBTVD, por decreto de lei. Recentemente, o governo está preparando um Processo Produtivo Básico (PBP) para massificar a fabricação de conversores digitais interativos no Brasil. Neste sentido, já existem negociações com empresa indiana que promete produzir conversores com interatividade a um preço de U$ 38, cerca de R$ 72. O PBP também inclui definições para o Canal de Interatividade, para massificar o uso das tecnologias WiMax e LTE. Além disso, projetos do governo fomentam a ampliação de redes banda larga em todo o país, e também a produção de áudiovisual.

8.  O Mercado Internacional

A atuação do governo brasileiro não se limitou apenas em fomentar o mercado interno, muito pelo contrário. O governo está apoiando a ampliação do escopo do nosso sistema de TV, transformando-o em um sistema internacional sob a sigla ISDTV. O resultado é que, além do Brasil, Peru, Argentina, Chile e Venezuela já adotaram o nosso padrão. Tudo indica que muito em breve também façam a adoção Equador, Cuba, Bolívia e Paraguai. A expansão do mercado para a América Latina pode tornar nossa TV Digital a mais competitiva do planeta. E isso não só em se falando de hardware, mas também para o middleware, o software que garante a interatividade. O Brasil tem acordo com a Sun para preços reduzidos das máquinas virtuais Java embarcadas nos dispositivos de TV. A própria Sun foi parceria do Fórum SBTVD no desenvolvimento de APIs de programação Java para a TV Digital brasileira, ambos inclusive abrindo mão dos royalties dessa especificação (acontecimento único na história da TV Digital mundial). Além disso, o Brasil desenvolveu uma plataforma de desenvolvimento própria, o NCL/Lua, que vem despontando internacionalemente. A própria União Internacional de Telecomunicações (UIT), ligada à ONU, recentemente aprovou as definições brasileiras como recomendações internacionais. Com a oficialização, a adoção do nosso sistema por outros países passa a ser incontestável. Só no Peru (o primeiro país a aderir o SBTVD fora o Brasil), estima-se que empresas brasileiras investirão cerca de U$ 100  na fabricação de conversores, a partir do próximo ano.

9.  A Força do Java

A norma ABNT que define o Ginga prevê um ambiente de apresentação, em NCL/Lua, chamado Ginga-NCL, e um ambiente de execução, em Java, chamdo Ginga-J. A especificação da parte Java diz que o Ginga-J adota as APIs JavaTV e JavaDTV, além das APIs de inovação do SBTVD. Isso significa aliar o estado da arte, ou seja, o que há de mais moderno e avançado no paradigma de programação imperativo (aquela capaz de implementar algoritmos, de forma procedural ou orientada a objetos) para TV Digital do mundo, com a maturidade e a liderança de mercado da tecnologia Java. Dessa forma, alia-se as soluções inovadoras JavaDTV e SBTVD à plataforma líder no mercado multimídia: JavaTV + CDC/PBP/FP. A API JavaTV já é por mais de 10 anos a API padrão adotada por todos os middlewares de TV no mundo, inclusive pela recomendação internacional que define o GEM. Aliando-se JavaTV ao CDC/PBP/FP, temos a base das soluções Tru2way, usada nas redes à cabo dos EUA,  e Blu-ray, a tecnologia de armazenamento multimidía que está substituindo o DVD. Também, a API JavaDTV traz como interface gráfica de alto nível o LWUIT, um ferramental gráfico que está dominando o mercado de mobile. Além disso, o CDC tende a se tornar padrão nos dispositivos móveis, substituindo o CLDC no desenvolvimento Java para dispositivos móveis (J2ME). Ou seja, dominar a tecnologia Java para o Ginga é também dominar as tecnologias Java convergentes no mundo. O resultado é que, com Java, pode-se criar middlewares, aplicações de TV Interativa, aplicações de interação nos dispositivos móveis, aplicações de transmissão nas difusoras, aplicações de geração de contéudo nas emissoras, e aplicações servidoras nos grandes data centers dos Provedores de Serviço Interativo. Temos, no Brasil, 120 mil desenvolvedores Java para isso.

10.   Carência de Profissionais Qualificados

Desde de 2007, grandes empresas sofrem com a carência de profissionais especializados em TV Digital. Agora, com as primeiras aplicações interativas chegando ao mercado, este déficit tende a piorar bastante. Existem diversas vagas há muito anunciadas, mas que não conseguem ser preenchidas, basta pesquisar para ver. Dentre as empresas que mais vêm contratando, destacam-se Samsung, Philips, RF Telavo e Linear. A NEC, em 2007, já previa que a TV Digital poderá gerar 25 mil empregos diretos em 10 anos. Mas a sensação é que o número poderá ser maior, já que, viajando pelo Brasil, temos presenciado o surgimento de diversas empresas de spin-off acadêmico investindo na formação de seu pessoal, e já sofrendo para conseguir montar o corpo técnico de sua equipe. Esse movimento também pode ser constatado pelo número de pequenas empresas da área de TV Digital pelo Brasil recentemente contempladas pelo programa PRIME, com um financiamento FINEP. Além disso, agora passaremos a exportar mão-de-obra qualificada para a América Latina, o que ampliará consideravelmente os postos de emprego. Enfim, temos o sistema de TV mais avançado do mundo, capaz de estender os serviços de TV e criar novas possibilidades nunca antes exploradas. Porém, o sucesso de tudo isso depende agora das aplicações que vão surgir, e isso será fruto da criatividade de nossos desenvolvedores!

E aí, o que você está esperando para fazer parte desta nova realidade?

Sobre o Autor:
Daniel da Costa Uchôa é mestre em Engenharia Elétrica pela USP, e Professor do Centro Universitário SENAC. Desde 2004 trabalha em projetos de TV Digital. Em 2005 participou das pesquisas sobre o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) em duas frentes: Canal de Interatividade e Middleware. No edital sobre o Canal de Interatividade, participou da análise das alternativas para o estabelecimento do canal, onde foram estudadas as opções de telefonia fixa (conexão discada e família DSL), telefonia móvel (UMTS e CDMA), RF intra-banda (DVB-RCT e WiMax), redes ad-hoc (WiFi e WiMax), e PLC. No edital sobre o Middleware, participou da definição das APIs de alto nível do FlexTV (o antecessor do Ginga), além de projetar e desenvolver duas aplicações interativas residentes: o Correio Eletrônico e o Gerenciador de Perfil de Usuários (GPU), uma aplicação de configuração de controle de acesso e preferências do usuário e capacidades do terminal. Além disso, desenvolveu um framework para aplicações residentes no FlexTV. Atualmente, é Diretor de Inovação e Engenharia da Overmedia Networks, empresa líder em treinamentos e consultoria em TV Digital.

UFPB/Ginga-J na Comunidade Ginga do Portal do Software Público

Retirado do blog b4dtv. Acompanhem as novidades da TV Digital na Comunidade Ginga do Portal do Software Público!

“Caros,

Meu nome é Raoni Kulesza e, como alguns já sabem, faço parte da equipe técnica da UFPB que trabalha na especificação e implementação de referência da norma Ginga-J do SBTVD.

Gostaria de avisar que a partir de hoje, a equipe da UFPB passará a dar suporte a implementação de referência do Ginga-J, ferramentas e assuntos relacionados nos fóruns da Comunidade Ginga.

Em breve também será aberta uma sub-comunidade Ginga-J aqui no Portal com bastante novidades sobre essa nova e rica plataforma de desenvolvimento de aplicações para TV Digital.

Nosso objetivo é juntar esforços com o sucesso já obtido até aqui pela equipe da PUC-Rio e divulgar da melhor forma possível tecnologia Ginga.

Abraços.

Raoni Kulesza. “

Leia a thread (necessário cadastro no portal): UFPB/Ginga-J na Comunidade Ginga do Portal do Software Público

P.S. : O pessoal da UFPB e o Raoni estavam no FISL10 e apresentaram uma palestra sobre Ginga-J e Java DTV.

Especificação Java DTV 1.2.1 disponível

Retirado do blog b4dtv.

“Caros,

Já está disponível a última versão (1.2.1) da especificação JavaDTV no site do FórumSBTVD:

http://www.forumsbtvd.org.br/materias_index.asp?menu=9

Abraços.

Raoni Kulesza.”

fonte: Portal do Software Público (necessário cadastro)

Linux e o Sistema Brasileiro de TV Digital

Com a recém inclusão do driver da Dibcom que suporta SBTVD na árvore do Video4Linux e após uma longa manhã/tarde de conversas, discussões e testes com Mauro Chehab e Alan Carvalho de Assis, agora posso confirmar que já temos um driver estável no Linux.

Veja este artigo esclarecedor e pertinente na íntegra acessando o link: http://dougsland.livejournal.com/103169.html