Minhas impressões – Arduino no IFSP: 4ª reunião – 19/03/11

Caros leitores desse blog,

No sábado participei da 4ª reunião do grupo Arduino no IFSP, no próprio Instituto Federal de Educação Tecnológica de São Paulo (a.k.a CEFET-SP, ETFSP, Federal e outros nomes afins). Para aqueles que queiram saber mais detalhes de quais atividades são desenvolvidas e qual o propósito do grupo indico a leitura do post “Arduino no IFSP: estudo, diversão e conhecimento“, contido nesse mesmo blog e escrito por mim.

Pretendo nesse post enumerar algumas coisas que presenciei por lá, o encontro de número 4 do grupo foi bastante proveitoso 🙂

Panorama

Sábado às 12h estava marcada a 4ª reunião do grupo Arduino no IFSP, na própria instituição que dá nome ao grupo. Pela thread da lista de discussão a previsão era de uma presença de público bem legal para um sábado, muitas pessoas estavam animadas para comparecer.

Tivemos presença de membros dos cursos técnico, tecnólogo, engenharia, mestrado, professores (do próprio instituto e do SENAI) e entusiastas (dentre eles o criador da placa Severino, o Adilson Akashi).

Cheguei ao local por volta das 13h e já haviam membros trabalhando em confecção de placas, discussão de projetos usando Arduino e demos de projetos de alguns membros com mais experiência no grupo (Felipe Flores, Allyson Rodrigues e Rafael Melo) sendo apresentadas. Todas as pessoas, independente do nível de conhecimento e/ou aprendizado com Arduino puderam aprender algo útil e levar informação nova para casa, pra mim esse foi o maior e está sendo o maior êxito das reuniões. #WIN 🙂

Demos de projetos apresentados

  • Controle de modos de lavagem de uma máquina via Arduino + Display LCD (Allyson Rodrigues)

Esse é um projeto que o Allyson Rodrigues, formado em Tecnologia em Sistemas Eletrônicos, vem tocando para implementação na própria empresa na qual ele trabalha. O objetivo é controlar vários modos de lavagem, e dosagem de componentes químicos a serem usados em cada lavagem via Arduino e display LCD, como modo de interface. Na foto acima o Prof.º Ricardo Pires mostrou exemplos para o pessoal presente de trechos de código e um pouco da API do Arduino usada.

  • Análise de movimento com acelerômetro e Processing, com envio de dados via ZigBee (Felipe Flores)

Esse é um projeto bastante interessante, guiado pelo Felipe Flores (em conjunto com o Rafael Melo), onde o objetivo é capturar as informações de posição espacial de um acelerômetro e enviá-las via comunicação sem fio (usando ZigBee) para o Processing (linguagem de programação baseada em Java com IDE, para criar ambientes gráficos e facilitar a integração com projetos eletrônicos). É possível visualizar as mudanças da posição do acelerômetro por um cubo 3D RGB. Uma das intenções desse projeto é futuramente servir como modelo para um sistema de monitoração de capacidade motora de deficientes, por exemplo. Mas para isso é preciso sincronizar mais de um acelerômetro e fazer a modelagem do membro a ser analisado em outra plataforma. O começo é promissor, achei bem interessante 🙂

Ecossistema Arduino e outros

Um dos pontos a ressaltar é que durante esse encontro não presenciei apenas o uso do Severino nas bancadas. Me deixou muito satisfeito ver que o pessoal levou outros modelos de placas, baseadas no projeto Arduino (além do Duemilanove que é o “clássico”), para trocar experiência sobre plataformas além do Severino, que a priori foi nossa escolha como projeto de baixo custo para indicar para uso no grupo. Abaixo algumas plataformas que vi:

  • Brasileirino (criado pela Globalcode, mas não sei se ainda é fabricado, há muito tempo não via um exemplar desses…rs): foi levado pelo Helton, Prof.º do SENAI e doutorando na USP. Foi a primeira reunião presencial que o Helton pôde estar presente e ele ficou bastante animado com as idéias. Pretendemos em futuro próximo ampliar a troca de conhecimento entre SENAI e IFSP, no que diz respeito a Arduino 🙂

  • MSP430 (Texas Instruments): Em conjunto com um amigo e outros alunos de Engenharia do Mackenzie fizemos a aquisição desse kit, mas ainda não chegou aqui no Brasil (comprei duas unidades). Tive contato então pela primeira vez, e para minha surpresa, neste encontro do grupo.

O William Antunes da Maia, aluno do tecnólogo de sistemas eletrônicos participou de um HandsOn da Texas Instruments sobre esse kit: ao fazer o curso ele ganhou o kit, um livro e conhecimento de como lidar e programar com ele (o valor do curso foi de R$150). O valor real do kit se comprado pela internet é de apenas $4.30, mais o custo de envio para o Brasil (por isso entrei na lista de pedido coletivo do Mackenzie 😉 ).

Você me pergunta: se a Texas vende esse kit, que seria um “rival” do Arduino a um custo muito baixo, então ele é “mil maravilhas”? A resposta é não. Para usar o kit é preciso ter uma licença de uma IDE proprietária da Texas e programas escritos usando linguagem C não podem ultrapassar o tamanho de 2K. Frente a esses fatos o Arduino ainda é o vencedor da disputa, mas é sempre ótimo estar em contato e ter conhecimento dessas novas plataformas de desenvolvimento de hardware 😉

Presença ilustre: Adilson Akashi, o criador do Arduino Severino! 🙂

Há algum tempo o Adilson Akashi, criador da placa Severino, faz parte da nossa lista de discussão e já desmontrava interesse em comparecer em uma de nossas reuniões. Mesmo sendo um ex-aluno da instituição encontrava na burocracia uma barreira para conhecer o trabalho de nosso grupo. Graças ao trabalho do professor Ricardo Pires e para nossa surpresa ele apareceu nesse nosso encontro de sábado 🙂

Foi muito bom poder trocar idéias, experiências de uso do Severino, conhecimento de técnicas de construção de layouts e truques de uso de Arduino com ele. Ele foi super gente boa, atencioso e se prontificou a ouvir as dúvidas de todos, e participou ativamente das atividades do dia. Muito bom foi ouvir as histórias e a vivência dele com a eletrônica, como conheceu o Arduino, como auxiliou na melhora da implementação e a sua atuação nos fóruns.

O bacana foi que na hora me surgiu a idéia de fazer uma entrevista com ele, e ele aceitou de bom grado 🙂 Para quem quiser ouvir o áudio na íntegra, ele se encontra abaixo, vale a pena ouvir as opiniões e experiência do Adilson Akashi:

Os presentes na reunião tiveram o privilégio de ver ao vivo o primeiro protótipo do Severino, feito pelo próprio Adilson, com a inscrição “Preliminary Beta Version”. Foi muito legal ver um hardware histórico, que cativou o trabalho do nosso grupo. Abaixo uma foto que tirei do “Severino número 1”:

Sessão de gravação de bootloader em Severinos

Perto do final da tarde o Felipe Flores, com auxílio do Prof.º Ricardo Pires e Adilson Akashi, fez uma sessão/demonstração de gravação de bootloader em Arduinos. Caso você compre um chip da ATmel para Arduino você precisará gravar um setor de boot antes de inserir os sketches (programas finais). O pessoal nas primeiras reuniões fez a parte de montagem, e nessa reunião gravamos bootloaders, portanto muitos saíram com os Severinos prontos para uso 🙂 Nas próximas reuniões acredito que entraremos de vez no modo programacional. Podemos fazer sessões de DOJO 😉

Conclusão

Essa quarta reunião do grupo foi proveitosa para todos: as pessoas que estavam lá para corroer as primeiras placas de Severinos, os que já estavam com as placas montadas, os que já puderam sair com elas 100% funcionais e todos por trocarem idéias e concepções acerca de projetos usando Arduino.

Os que sabiam mais compatilhavam de peito aberto as experiências com aqueles de menos experiência, enquanto esses não tinham vergonha ou timidez de indagar e buscar informações. É interessante ver que ao mesmo tempo cada reunião nos traz um grupo heterogêneo em níveis de conhecimento, temos sempre um grupo super homogêneo em termos de gana de saber, esse é o ponto mais importante.

Pela primeira vez pessoas de fora do IFSP participaram, desde o criador da placa Severino até o Helton, professor do SENAI, que prometeu prosperar com Arduino na instituição na qual ele trabalha, e trazer novos membros para o grupo, aumentando a integração entre as instituições. Isso fortalece o senso de comunidade e contribuição para com o conhecimento e mútuo.

Coloquei as fotos da reunião na minha conta do Picasa, confiram lá. Quem tirou fotos também envie para mim 😉

Espero que tenham gostado desse relato, e sintam-se a vontade para indagar sobre qualquer dúvida ou interesse em participar e fazer desse grupo. Acima de tudo, façamos o Arduino  cada vez mais difundido, seja como ferramenta auxiliadora no ensino ou como hobby 😉

Até mais!

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Arduino no IFSP: estudo, diversão e conhecimento

Caros amigos,

Há tempos que estou lendo e angariando conteúdo sobre Arduino (“O” hardware open source…rs), desde que soube da existência do mesmo pela Revista Info e pelos eventos da Globalcode. Hoje meu blog conta com uma categoria só para ele 😉

Acho que poucos sabem, mas apesar de ter trabalhado na área de teste de software e hoje atuar como desenvolvedor Java (e “enganando” também no Ruby :p ) sou Tecnólogo em Sistemas Eletrônicos pelo IFSP (“eita cara enrolado sô”…rs). Sim, eletrônico. E gostei muito do curso, tanto que até hoje tem muita coisa em eletrônica que me fascina, dentre elas o Arduino.

“Arduino = hardware+software+programação (C, C++, Java[!], Ruby [!!], etc.)+eletrônica. Diversão completa 🙂 “

Fazia algum tempo que, depois de conhecer o Arduino, tive a idéia de procurar algum meio de compartilhar/disseminar conteúdo, sem ser em posts/artigos apenas. E na instituição de ensino que me formei sentia uma lacuna em termos de existência de algum kit de eletrônica, para a parte prática, que estivesse alinhado com as coisas mais atuais da área (como DSP‘s, FPGA‘s entre outros).

Um dos primeiros passos dados por mim (isso no começo desse ano de 2010) foi a aquisição de um kit Program-Me da Globalcode, que tem um custo/benefício e um set de funcionalidades bem maior que o kit duemilanove (o Arduino original), por exemplo. É uma boa aquisição para quem quer fazer alguns testes, não tem muito conhecimento de “eletrônica mão na massa” ou é “hard user” realmente.

Por meio dele, e de algum conhecimento prévio, passei a me contatar com um dos meus professores de graduação, o Ricardo Pires, a respeito do assunto e “trocando figurinhas”. Acredito que fui um dos responsáveis por abrir a mente dele também (P.S. : ele também comprou um Program-Me 😉  ). Por intermédio dele a entrada do conceito do Arduino no IFSP poderia virar realidade, e eu estaria contribuindo com meus 2 cents para a melhoria da didática de ensino prática de eletrônica 🙂

A origem do “Arduino no IFSP”

Foi aí que em conjunto com o professor Ricardo Pires, que após tomar ciência da existência do Arduino e suas possibilidades de ser aplicado no aprendizado, decidimos criar uma lista de discussão e compartilhamento de informação sobre Arduino, que no final culminou também com a criação do grupo Arduino no IFSP.

As principais atividades (seja da lista de discussão ou presenciais) são:

  • Compartilhamento de informações sobre Arduino em geral;
  • Mutirões de construção de placas;
  • Divulgação de experiências que o pessoal executa com a plataforma Arduino;
  • Confecção ou divulgação de material abrangendo teoria e/ou informações/posts/artigos sobre o assunto.

Em 4 meses de existência já temos 35 membros no grupo, que pertencem aos cursos de:

  • Técnico de eletrônica;
  • Tecnologia em sistemas eletrônicos;
  • Tecnologia em automação;
  • Engenharia de automação e controle;
  • Ex-alunos desses cursos (estou nesse grupo).

A assimilação do conceito de hardware aberto, uso de microcontroladores e desenvolvimento com uma IDE “user friendly”, documentação e material vasto na internet para projetos entre outros fatores foi cativante para o pessoal gostar da idéia 🙂

Partindo desses princípios tratamos de organizar na lista as idéias existentes  e como seriam as reuniões presenciais. Logo surgiu a idéia do mutirão de placas como “pontapé inicial” no compartilhamento de conhecimento de Arduino…

1ª reunião do grupo: mutirão para confecção de placas Severino

A nossa primeira reunião presencial foi um mutirão para confecção de placas do Arduino Severino.

Escolhemos esse modelo por ter um custo bem baixo (cerca de 16 reais tudo, menos o microcontrolador ATMega, que fica a gosto do fregues…rs) e ser de fácil construção. O revés é o acesso a programação do microcontrolador ser via serial e não USB (para nós o modelo com USB seria mais caro e complicado para a solda manual de alguns componentes SMD…mas nada que um conversor “serial -> usb” não auxilie 🙂 ).

Nesse primeiro mutirão tivemos a meta de confeccionar as placas de circuito impresso para futura soldagem dos componentes. O objetivo do grupo agora, ligado ao hardware, é produzir placas finalizadas para uso e aplicação em projetos de estudo. Posteriormente teremos o início do aprendizado do software, a programação em si.

Abaixo algumas fotos do encontro:

1º encontro Arduino no IFSP

E o saldo dessa reunião foi de quase 80 placas corroídas e que já foram furadas, algumas já foram montadas por alguns membros do grupo, outras serão montadas em um segundo mutirão. Algumas já estão sendo usadas para alguns projetos acadêmicos do pessoal. Falando em segundo mutirão…

2ª reunião do grupo: mutirão para soldagem e finalização do hardware do Severino

Nesses dias finalizamos a data para o segundo encontro presencial do pessoal, que será um novo mutirão, dessa vez para finalização das placas (soldagem dos componentes), colocando mais Severinos prontos para uso e aprendizagem.

A data será 14/08/10, no próprio IFSP no setor de eletrônica.

Mas e o “pessoal de fora” da instituição, não pode participar?

Como a instituição é federal, e só estão permitidas as entradas de alunos e ex-alunos para as atividades (burocracias a parte…) a participação de membros de fora nas reuniões presenciais dentro do IFSP por enquanto não é possível. Ainda estamos pensando em novos locais, e como o número de pessoas que não tem vínculo com a instituição é mínimo, não levamos muito a sério a questão…rs (quem sabe com esse post tenhamos mais colaboradores 🙂 ).

Resultados até o momento, gerados pelo grupo

O legal da iniciativa é que já está sendo útil para muitas pessoas e “dando frutos”, gerando resultados em conhecimento e estudo. Como exemplo posso citar algumas pessoas do grupo:

  • Rafael Melo (conhecido como “Valdívia”…rs): terminou o curso de Tecnologia em Sistemas Eletrônicos (uma turma depois da minha), e começou o mestrado em automação. O projeto do mesmo envolve controle sem fio de células de trabalho em chão de fábrica usando Arduino. Já usa o Severino construído no grupo com sucesso 🙂 ;
  • Prof.º Ricardo Pires: após conhecer o mundo mágico do Arduino está estudando mais a fundo a plataforma e pretende usar o mesmo como ferramenta de ensino em algumas turmas do ensino técnico de eletrônica e engenharia em automação. Pretende criar um live-cd (Linux é claro!) com um ambiente contendo ferramentas para desenvolvimento e apostilas de estudo sobre Arduino. Já comprou um kit de hardware (par de shields, módulos) para transmissão sem fio via ZigBee para Arduino;
  • Felipe Flores:  domina a arte do bootloader do Arduino para ATMega (rs). Esta usando o Severino construído no grupo com sucesso e tem demos de uso do Severino em vídeo (!) transmitindo dados via ZigBee, usando o kit do professor Pires.

Abaixo alguns vídeos gravados pelo Felipe Flores, usando ZigBee, Severino e Program-Me:

Atualizado em 21/09/10: Mais um novo vídeo do Felipe Flores:

E eu estou junto no aprendizado com esse pessoal que é fera! Estou pensando em adquirir o livro “Practical Arduino: Cool Projects for Open Source Hardware“, indicado pelo professor. Se alguém tiver mais alguma sugestão de bibliografia favor indicar!

Interessado em participar?

Se você se interessa por computação física, Arduino, eletrônica e programação, temos a lista de discussão do grupo. Se já teve alguma participação no desenvolvimento de Arduino (software ou hardware) com o kit Severino compartilhe conosco!

Finalizando…

Acredito que eu consegui expressar o meu feedback por meio deste post sobre as experiências que venho tendo e o compartilhamento de conhecimento com o pessoal do grupo de estudos sobre o Arduino. É uma experiência bem legal, agregadora, e que está contribuindo para meu portifólio de conhecimento (mesmo não usando profissionalmente o Arduino) e do pessoal da instituição, que está a conhecer esse panorama, bem atual, do mundo da eletrônica.

Obrigado por ler até aqui (se você leu o post completo, é claro :p) e aguarde futuros feedbacks sobre o assunto.

Até mais!

Atualizado em 01/08/10, as 22h25: irá ser lançado em breve um documentário sobre o Arduino, nesse segundo semestre de 2010. “Arduino: The Documentary” já tem um trailer que pode ser visto no Vimeo. Para mais informações, acompanhe as novidades no site oficial.

[Download] – Guia de referência rápida para Arduino

Achei muito interessante e estou divulgando por aqui. Participo agora de um grupo de estudos no instituto onde me graduei (IFSP) e em alguns sábados estarei dedicando algumas horas para melhorar o entendimento do Arduino. Fica abaixo a dica, retirada do site quicklycode.com.

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Arduino is a tool for the design and development of embedded computer systems, consisting of a simple open hardware design for a single-board microcontroller, with embedded I/O support and a standard programming language. An Arduino is programmed using the Wiring language, which is essentially C++ with a few simplifications. The Processing programming language is often used to interface a computer with an Arduino, often to create unorthodox interfaces.

Dojo com Program-ME e Arduino na Globalcode – 10-12-09

Como diz o ditado: “antes tarde do que nunca” 🙂

Com um pouco de atraso vou divulgar aqui algumas informações a respeito da minha participação no Dojo com Program-ME e Arduino, que aconteceu no dia 10 desse mês (a uma semana exatamente) na Globalcode (Unidade São Paulo). Por lá tive a felicidade de encontrar um companheiro de trabalho (Alex Moraes), que também é interessado em programação, novas tecnologias e participa do grupo de Ruby da Fatec-SP.

A questão é: o que é um dojo (mais precisamente coding dojo) ?

Vou usar como referência um texto retirado da página do Coding Dojo UFSC:

Segundo o http://codingdojo.org/: “Um Coding Dojo é um encontro onde um grupo de programadores se reúne para trabalhar em conjunto em um desafio de programação. Eles estão lá para se divertir, e, através de uma metodologia pragmática, melhorar suas habilidades de programação e de trabalho em grupo.”

O Coding Dojo tem algumas regras básicas:

  • Desenvolvimento guiado por testes: Antes de fazer qualquer implementação, deve ser escrito um teste, que ao passar indica que a implementação está correta.
  • “Passos de bebê”: Se um teste não está passando, você deve escrever o código mais simples possível que faça o teste passar. Quando for escrever um novo teste para o mesmo método, escreva um teste que teste só um pouquinho a mais da funcionalidade desejada.
  • Pair programming: A programação é feita em duplas. Cada dupla tem um piloto e um co-piloto. Ambos pensam em como passar no teste atual, mas só o piloto digita. Cada par tem por volta de 5 a 10 minutos no seu turno. Quando esse tempo acaba:
    • O piloto volta para a platéia
    • O co-piloto assume o lugar do piloto
    • Um novo co-piloto vem da platéia
  • Todos devem entender: O piloto e o co-piloto devem sempre explicar em voz alta o que estão tentando fazer para solucionar o problema. Qualquer um na platéia pode pedir explicações se não entender algum raciocínio.
  • Três fases: Um Coding Dojo sempre está em alguma dessas 3 fases, dependendo do estado dos testes:
    • Vermelha: Pelo menos um teste não está passando. A dupla da vez deve se concentrar em fazer o teste passar. A platéia não deve falar nessa fase, para não atrapalhar piloto e co-piloto.
    • Verde: Os testes acabaram de ser rodados e todos estão passando. Essa é a hora de quem está na platéia dar sugestões para melhorar o código.
    • Cinza: O código foi modificado de acordo com as sugestões, mas a bateria de testes ainda não foi rodada. Deve-se evitar fazer grandes modificações no código nessa fase.

Qual o objetivo desse codingo dojo (Retirado da página de notícias da Globalcode)?


Neste Dojo, os participante deverão implementar uma aplicação que simulará o antigo brinquedo eletrônico conhecido como Genius.A simulação deverá gerar as seqüências de cores usando LEDs para um jogador interagir fisicamente com aplicação através de botões coloridos para repetir a seqüencia aleatória apresentada. O algorítimo deverá então captar essas ações e identificar se a seqüência realizada pelo jogador está correta ou não.

Durante este evento, com a participação especial do Felipe de Almeida Rodrigues (Fratech, ou “cover” do Martin Fowler, rs) e pelo Alberto Spock Lemos (Dr. Spock), que participaram de um DOJO no Linguágil, você aprende aplicar TDD e Pair Programing ao revesar na escrita do código a cada 7 minutos com outros participantes. Portanto, o problema deverá ser resolvido “ao vivo”.

Participando,  voce aprende técnicas ágeis de desenvolvimento, uma linguagem de programação, conhece o Program-ME e o que é computação física.

A minha opiniao do evento

O meu interesse em participar desse minicurso veio da palestra “Robótica Open Source – Vinícius Senger & Paulo Carlos dos Santos”, que aconteceu no OpenTDC 2009, onde finalmente consegui ver ao vivo as coisas acontecendo. Planejo, em futuro próximo, adquirir um kit desses para “brincar”…rs.

Achei legal a experiência e primeiro contato com o Arduino e os meios de programação do mesmo. Os instrutores trouxeram uma nova maneira de “fazer minicursos”: não é só uma pessoa falando durante 3 horas seguidas de um assunto, sem haver interação com o pessoal. São as mesmas 3 horas de interação, diversão, mão-na-massa e descobertas de momento acerca do assunto que foi abordado. Esse foi o ponto principal: todos participaram e fizeram o minicurso! (até eu tive meus 14 minutos, como co-piloto e piloto 🙂 )

Abaixo coloco algumas fotos tiradas por mim no evento (em algumas está Alex Moraes, no seu momento “co-piloto”):

Ao final do minicurso, Felipe e Dr. Spock disseram ao público que há a intenção de serem feitos mais dojos na Globalcode, de Arduino (é claro) e de outros assuntos. Portanto aguardem mais informações.

O Dr. Spock (que também escreve em seu blog sobre Arduino) já publicou dois artigos sobre esse dojo, inclusive com o código final gerado pelo pessoal do minicurso, alcançando o objetivo do projeto. Para conferir, acesse:

Bom, por enquanto é só e agradeço desde já aqueles que deram uma passada no meu blog e fizeram a leitura.

Até a próxima e aguardem as novidades!!

Program-ME – vídeo-aulas e material de referência (Arduino)

Caros colegas,

Para os interessados em saber mais do projeto Program-Me, o Arduino da Globalcode (ou quiçá adquirir uma placa para estudos próprios, como eu…rs), o Vinícius Senger divulgou no blog Elétron Livre uma séria de vídeos relativos ao projeto, mostrando como funciona e como pode ser aplicado. Muito interessante, e para os aficcionados em eletrônica e programação vale a pena dar uma olhada. Mais informações abaixo:

Estamos disponibilizando oficialmente no site da Globalcode as primeiras vídeo-aulas sobre Program-ME. Este formato é muito simples de produzir e esperamos feed-backs para melhorar ele e profissionalizar ainda mais. Assim que tivermos mais feed-backs vamos produzir as próximas.

A primeira vídeo-aula está dividida em quatro partes e vai da introdução ao Arduino / Program-ME até o desenvolvimento do primeiro programa.

Os links são:

Parte 1: Introdução ao Arduino / Program-ME
Parte 2: Program-ME vs. Arduino
Parte 3: Configurando Program-ME
Parte 4: Desenvolvendo um primeiro aplicativo

-Vinicius Senger

P.S.: Quem quiser fazer parte da comunidade do Program-ME no Ning é só acessar o link: http://program-me.ning.com/

The Arduino Mothbot

Mais um da série “Mão na massa com Arduino”. Encontrei esse artigo no Instructables, site que leio frequentemente para saber das novidades que o pessoal cria, voltadas para hardware. Mas lá tem de tudo, desde como fazer bolo, sofá, caixa de som, até construções bem específicas voltadas para eletrônica. Essa construção trata-se de um bípede (2 rodas), movido por servomotor e controlado por Arduino. Vejam abaixo mais detalhes:

The purpose of this project is to design and build a simple light-following robot using an Arduino Duemilanove microcontroller board. I really wanted to share a robot project that was cheap, simple to build, and had a complete set of instructions for all of the different steps. I hope I’ve succeeded and I’d love to get comments about making this instructable even better.

The design of this robot focused around using the book “Getting Started with Arduino” by Massimo Banzi and published with [makezine.com Make]. I also employed code for running the servos from a project titled: How to Make an Arduino Controlled Servo Robot (SERB).

The Arduino Mothbot is in total a pretty quick robot to build. Assuming you start with all of the parts and don’t have to improvise, the project in total should take maybe an hour to build. That is if you follow the instructions and copy the code. However, if you build only one feature at a time and test along the way then this project could take significantly longer. The advantage of the longer track is that you’ll probably learn a lot more and have some fun along the way.

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Se você fizer cadastro no site pode receber os informativos via email e fazer download dos artigos para PDF (!). Aproveite o conhecimento!

Sintetizador com Arduíno rodando no Python Cookbook

Retirado do blog devlog.

Uma imagem vale mais que mil palavras nesse caso

Sintetizador com Arduíno

Visto no Synthopia

P.S.: Arduino. No Limits.